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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

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UESPI36ANOS: NUTI e UNATI ofertam saúde e ensino na terceira idade

Por Anny Santos

Em homenagem aos 36 anos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), comemorado no dia 28 de julho, a Assessoria de Comunicação organizou uma série de reportagens especiais para celebrar a data, contando a história da universidade e dos personagens que a compõe. Para iniciar, iremos conhecer um pouco mais sobre a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI) e o Núcleo de Atividade Física da Terceira Idade (NUTI).

Coordenadores, professores e alunos da UNATI e do NUTI.

Coordenadores, professores e alunos da UNATI e do NUTI.

O NUTI e a UNATI são programas de extensão do curso de Educação Física da UESPI, fundados em 2003 e 2007, respectivamente, pelas professoras Solange Maria Ribeiro Nunes Lages e Aurinice Sampaio Irene Monte que se fizeram atuantes desde a criação dos mesmos até o ano de 2019.

Buscando proporcionar uma melhor qualidade de vida, atendendo pessoas a partir de 55 anos de idade, por meio da participação em atividades físicas, acadêmicas, culturais e de lazer, sob a Coordenação dos professores do curso de Educação Física, Ivaldo Coelho Carmo e Moises Mendes da Silva, os projetos visam garantir o envelhecimento ativo e saudável.

De acordo com o professor Moises Mendes, em virtude da aposentadoria das criadoras dos projetos, ele e o professor Ivaldo Coelho receberam o convite das mesmas para estarem a frente do NUTI e da UNATI. “Aceitamos prontamente assumir a responsabilidade de dar prosseguimento ao trabalho criado por elas. Em termos de abrir as portas da universidade para trazer o idoso para dentro dos muros da instituição, oferecendo atividade física orientada e educação continuada paro o idoso, nós somos o único, em termos de estrutura, dentro de Teresina”.

Coordenadores e professores da UNATI e do NUTI, Moises Mendes da Silva e Ivaldo Coelho Carmo.

Coordenadores e professores da UNATI e do NUTI, Moises Mendes da Silva e Ivaldo Coelho Carmo.

Segundo o professor, em média, 400 idosos são atendidos por meio dos Projetos Integrados, também conhecidos como projeto “Guarda-Chuva”, aqueles que se articulam em outros (sub) projetos, sendo o caso do Canto Coral, NUTI e UNATI, propiciando o feito de ser o maior projeto extensionista da UESPI. “Os projetos trabalham com aulas de diversos conteúdos. No caso da UNATI, temos aulas de Ioga, Ginástica Corretiva, Ritmos e Danças da Cultura Popular, Teatro, Psicologia e várias outras, todas no período da manhã. Nossos professores são voluntários e a cada semestre ofertamos novas disciplinas”.

Já para o professor Ivaldo Coelho, é importante destacar que o NUTI disponibiliza as aulas no período da manhã, antes das aulas da UNATI, e no período da tarde, sendo voltadas somente para o campo da Educação Física com atividades, dinâmicas e muita interação entre os profissionais voluntários e os alunos. “Se o aluno quiser participar de um único projeto não há problemas, mas o que costumamos presenciar são alunos que participam de todos. Na UNATI exigimos apenas que o aluno possua uma boa leitura e escrita, já no NUTI é indispensável a apresentação de um exame cardiológico e um bom condicionamento físico para as práticas físicas em aula”.

Uma formação em qualidade de vida

Francisca Piauilino, de 77 anos de idade, entrou na UNATI em 2015 e mesmo formada na 8° turma continua frequentando as aulas nos últimos 7 anos. Para ela, é muito importante sair de casa e encontrar pessoas da mesma faixa etária. “O que falta, às vezes, é essa conversa com pessoas da mesma idade, com a mesma vivência, ideias e assuntos. Relembrar o que passou, o que éramos e o que somos agora é muito bom. O idoso hoje participa de tudo, frequenta todo e qualquer ambiente, se diverte, viaja, conversa, namora, então é muito saudável essa convivência que temos na UNATI”.

Francisca Piauí Lima, aluna dos projetos.

Francisca Piauilino, aluna dos projetos.

A aluna relata ainda a importância do apoio que recebe dos familiares para continuar nas práticas que lhe proporcionam uma melhor qualidade de vida, por meio da participação em atividades físicas, acadêmicas e de lazer. “É satisfatório fazer um curso desse nível para idosos e, principalmente, receber apoio dos nossos familiares. Mudamos hábitos ruins e aprendemos coisas novas, sem exageros, nos atentando para a particularidade de cada idade e das nossas limitações fisiológicas. Temos mais conhecimento sobre alimentação, exercícios físicos e saúde, de maneira geral”.

Dona Francisca afirma que a UNATI é uma família, ela acredita que as relações que manteve e ainda mantém com colegas e professores ao longo dos anos que participa, foram de fundamental importância para um envelhecimento feliz e saudável, consequência que ela atribui as inúmeras atividades que participa em grupos com pessoas da mesma idade.

“No dia anterior a aula durmo pensando em quais atividades iremos fazer e quais assuntos vou tratar com minhas colegas, tudo isso me faz acordar até mais cedo do que o de costume. Sempre que me perguntam em que curso vou me formar, repondo que em qualidade de vida. A essência do curso é você se conhecer, conhecer seus limites, ter qualidade de vida, fazer amigos e cuidar da saúde e essa é a verdadeira formação. E podem dizer que sou velha, mas sou uma velha saudável e que sempre se renova”, finaliza a aluna.

A educação na terceira idade

Joemerson Oliveira, formado em Educação Física e em Artes Marciais chinesas, recebeu o convite para ministrar a disciplina de Hatha e Yoga no segundo trimestre de 2022. Para ele, é importante que os alunos aprendem técnicas respiratórias e de concentração, pois além de beneficiar a saúde, as práticas auxiliam no convívio social e melhoram a qualidade de vida na terceira idade.

Professor Joemerson Oliveira em sala de aula com alunos.

Professor Joemerson Oliveira em sala de aula com alunos.

“Quando recebi o convite fiquei muito feliz. Contribuir para uma melhora na qualidade de vida dessas jovens, logo após um período pandêmico que acarretou serias consequências, se faz fundamental. Nesse período de incertezas algumas pessoas deixaram de fazer atividade físicas, o que também pode agravar o quadro de saúde dos mesmos. Os alunos do NUTI e da UNATI podem exercitar bons hábitos e aprender como envelhecer de forma saudável”, pontua o professor.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Nascida no Dia Internacional da Mulher, como gosta de declarar, Ducileide de Jesus Santos, aos 67 anos de idade, exibe sua felicidade ao participar de programas que visam o cuidado e a atenção que sua faixa etária merece. Segundo ela, os projetos possibilitam que os alunos aprendam a cuidar da saúde enquanto se divertem, formam laços e descobrem novas possibilidades de ver e viver a vida.

Ducileide de Jesus Santos, aluna dos projetos.

Ducileide de Jesus Santos, aluna dos projetos.

“Aprendemos a passar o que vivemos e absorvemos coisas novas com nossos colegas e professores. É muito bom estar integrada à um local que me ajuda e que me proporciona criar novos laços, aqui tudo é motivo de festa e comemoração. Tenho três filhos e todos apoiam e comemoram quando digo que aprendi algo novo”, finaliza a aluna que faz parte dos projetos desde 2011.

UNATI e NUTI como extensão da família

Maria de Fátima Pereira Barbosa, de 69 anos de idade, veterana do NUTI e da UNATI desde a criação dos projetos (em 2003 e 2007) e aluna assídua, revela que teve conhecimento sobre o primeiro através de uma reportagem. Reconhecendo que possuía alguns problemas de flexibilidade que lhe causavam incômodos frequentes resolveu se aventurar e participar. Sua experiência foi tão marcante e os resultados tão aparentes que logo após a criação do segundo projeto também realizou sua matrícula.

“Logo de imediato minha melhora foi perceptível, através do NUTI, pois é um projeto que trabalha com o corpo e a mente. Vir aqui e participar de tudo melhora a autoestima, a gente fica com os movimentos mais ágeis e passamos a ter qualidade de vida. Já a UNATI é como um sonho realizado, o de fazer uma universidade. Me sinto sempre como aluna da UESPI e eu sou. Os conhecimentos que adquiri aqui são essenciais para o estilo de vida que levo hoje, todas as aulas são importantes, desde a de dança até as palestras que os médicos parceiros realizam. As amizades que fiz nos projetos são uma extensão da minha família. Desejo felicitações a UESPI por mais um aniversário. Que esta instituição de ensino continue dando esperança e alegria a todos que a procuram”, finaliza.

Maria de Fátima Pereira Barbosa, aluna da primeira turma do NUTI e da UNATI.

Maria de Fátima Pereira Barbosa, aluna da primeira turma do NUTI e da UNATI.

A UESPI possui a missão de promover à articulação do tripé da universidade, o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, de forma a contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade e melhorar a qualidade de vida das pessoas que a compõem. Adquirir novos conhecimentos, em especial na terceira idade, permite uma troca benéfica entre os alunos, além da manutenção de uma vida ativa, dinâmica e saudável.

Confira alguns momentos especiais do NUTI e da UNATI:

Residentes da RIMTIA/UESPI participam de evento no Hospital da Polícia Militar

Por Vitor Manoel

Alunas da Residência Multiprofissional em Terapia Intensiva do Adulto da Universidade Estadual do Piauí (RIMTIA/UESPI) participaram, nesta terça (19), de um evento no Hospital da Polícia Militar  (HPM) em conjunto com Comissão de Humanização Hospitalar sobre o “Abril Verde”, referente à prevenção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.

Residentes participam de evento de conscientização

As residentes da UESPI que participaram foram a fisioterapeuta Sarah da Silva, a enfermeira Vitoria Alencar e a psicóloga Sabrina Paulo. A parceria da UESPI com o HPM foca no ciclo de gestão, diferente de outros programas existentes no Brasil nos quais acontecem de forma assistencial.

O objetivo do evento foi de refletir sobre a prevenção à saúde do trabalhador da saúde em conexão com o “Abril Verde”, para isso atividades diferenciadas foram disponibilizadas, as palestras foram substituídas por estações voltadas ao autocuidado para esse profissional trabalhando de forma mais especifica nas áreas da Fisioterapia, Enfermagem e Psicologia.

Ações como utilização dos equipamentos de proteção individual (UPIs), manter uma alimentação saudável, manter a higiene do sono, dentre outros foram ressaltados. A Fisioterapeuta Sarah da Silva, residente da RIMTIA/UESPI, comenta que o trabalhador da saúde sofre com estresse, por ser uma profissão muito complexa. Ela comenta como a orientação sobre a higiene do sono, um dos temas tratados, é muito importante para esses trabalhadores.

“Estamos instruindo esses profissionais a adotarem hábitos no seu dia-a-dia para que possam melhorar a qualidade do sono e mostrar para essas pessoas como esse sono ruim pode trazer malefícios no dia a dia. As vezes, esse trabalhador não tem o conhecimento sobre isso, então, nós vamos tentar trazer esses fatores para fazer os esclarecimentos necessários”, comenta.

A Major Aparecida, Coordenadora do Centro de Pesquisa e Extensão e do Núcleo de Educação permanente em saúde do HPM, comenta que essa é uma prática no qual o hospital realiza e que já fazia parte do calendário do hospital, mas nesse ano foi inovada devido a parceria com a UESPI através da Residência Multiprofissional.

“Nós temos as estações que remetem a questão da multiprofissionalidade atuando e ajudando a prevenir a saúde dessas pessoa, especialmente do trabalhador, dos acompanhantes, dos acadêmicos e outros grupos que estão aqui, ou seja, esse é um programa que abraça a todos, levando em consideração que o cuidado com a saúde é muito importante”, comenta a Major.

O momento foi de troca de experiências e saberes

A coordenadora do serviço em Psicologia, Keila Costa, explica que a Comissão de Humanização Hospitalar instituída no hospital vem trazendo essa preocupação para além do paciente levando uma atenção maior para os trabalhadores de saúde, para isso foram abordados nesse encontro pautas nesse sentido. Desse modo, foram distribuídas cartilhas com orientações denominada de Checklist do Autocuidado.

O encontro aconteceu na praça de eventos do hospital e contou com a presença de coordenadores, diretores, além das residentes e de estagiários de outras instituições de ensino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisadores desenvolvem trabalho que ajuda identificar anomalias sanguíneas através de cálculos matemáticos

Por Liane Cardoso

O professor Pitágoras Pinheiro, docente do curso de matemática da Universidade Estadual do Piauí, juntamente com dois alunos do curso de Ciências da computação estão desenvolvendo uma pesquisa com o objetivo de transformar imagens de ressonância Magnética em domínios matemáticos tridimensionais. Assim, é possível estudar e simular fenômenos sanguíneos, a partir do ponto de vista matemático, médico e computacional, sem a necessidade de processos invasivos nos pacientes.

O orientador da pesquisa utiliza um exemplo prático para explicar como funciona o trabalho. “Imagine que uma artéria está gerando ateroma, um entupimento por placas de gordura. E suponhamos que seja necessário (do ponto de vista médico) uma interferência, seja cirúrgica ou farmacológica. Quando nós trazemos uma imagem de ressonância para um ambiente matemático/computacional, podemos simular alguma interferência e daí buscar a melhor forma de tratar alguma anormalidade vascular. Então, quando falamos em processos não invasivos, estamos buscando possibilidades “pelo lado de fora” do paciente”, explicou o docente.

Vinicius Marques é aluno do 8º período do curso de Ciências da Computação e também participa dessa iniciativa. O discente detalha que a partir de imagens médicas obtidas por meio de softwares de código aberto, eles constroem malhas matemáticas que permitem visualizar a simulação de fluidos.

Imagem da ressonância

Imagem da ressonância

Malha (que representa a aorta) feita a partir de uma imagem médica

“Com isso também conseguimos simular diversas situações presentes no meio médico, além de possibilitar diversos cálculos para prever, por meio da malha gerada, alguns tipos de problemas de saúde”, relatou o estudante.

Marcos Vinicius de Oliveira, discente pesquisador, destaca que esse trabalho possibilita a obtenção de informações sobre o fluxo sanguíneo, como por exemplo pressão e velocidade. “Utilizando algumas ferramentas podemos criar modelos 3d de partes do sistema vascular e com esses modelos podemos simular situações parecidas com o fluxo de sangue real”, complementou.

Ilustração referente a parte superior da artéria

Ilustração referente a parte superior da artéria carótida (vasos sanquíneos que transportam sangue e oxigênio para o cérebro)

Os estudos do grupo sobre a temática iniciaram ainda no ano passado de forma independente. Em maio desse ano, os alunos tiveram seus trabalhos contemplados no edital 002/2021 da FAPEPI (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí). Além disso, outros dois voluntários externos auxiliam nas pesquisas.

#ContaPraGente: alunos falam sobre saúde bucal e reforçam o hábito da higiene

Por Liane Cardoso

Nesta quarta-feira (14) aconteceu mais uma Live do #ContaPraGente no canal do Youtube da Nossa UESPI. Os três convidados eram alunos do curso de Odontologia no campus de Parnaíba. Eles falaram sobre o impacto que a alimentação tem na saúde bucal e reforçaram a importância da higiene adequada.

No início da Live, cada participante apresentou brevemente seu trabalho e comentou sobre o resultado de sua pesquisa. Em seguida, foram discutidas algumas temáticas como: as principais causas de problemas relacionados a saúde bucal, alimentos que prejudicam os dentes e impactos da pandemia no consultório odontológico.

Durante a transmissão, os discentes destacaram alguns alimentos maléficos (se consumidos em excesso), tais como sucos industrializados, iorgutes, achocolatados, dentre outros. Contudo, Andressa Santos aproveitou para ressaltar que as pessoas não precisam excluir esses produtos da alimentação. “Vocês podem consumir esses alimentos, mas com cautela. E caso queira exagerar um pouco, não esqueça da escovação, pois ela tem uma grande influência na saúde bucal”, informou a discente do 10º período.

Os estudantes compartilharam seus conhecimentos e alertaram sobre saúde bucal

No final da transmissão, os alunos contaram como foi a experiência de executar uma pesquisa através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Os acadêmicos relataram ainda que desde o início da graduação são estimulados pelos professores para o desenvolvimento de pesquisas.

Assista a Live completa no canal do Youtube UESPI Oficial.

Pesquisa: Produtos industrializados e suplementos são constatados como maléfico aos dentes

Por Liane Cardoso

Alimentos com alto teor de açúcar e baixo valor de pH, se consumidos com frequência e sem uma higiene bucal adequada, podem afetar a saúde dos dentes. Por isso, dois estudantes do curso de Odontologia da Universidade Estadual do Piauí, campus Alexandre Alves Oliveira, realizaram pesquisas com sucos de uva industrializados e suplementos Whey Protein, e constataram que o consumo excessivo desses produtos podem causar erosão e cárie dentária.

Ana Beatriz Aragão Nunes e Wanderson Carvalho de Almeida são alunos pesquisadores que desenvolveram seus trabalhos através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC). Os discentes realizaram produções distintas, contudo, foram orientados pela mesma docente, Professora Maria Ângela Arêa Leão.

Procedimentos

Ambos realizaram seus trabalhos no Laboratório de Pesquisa da Clínica Escola de Odontologia da UESPI (CEO-UESPI), no campus de Parnaíba. O estudo foi realizado através da análise das propriedades físico-químicas, por meio de equipamentos como o pHmetro e Refratômetro, conforme a metodologia preconizada pelo Instituto Adolfo Lutz 1985.

Aparelho pHmetro utilizado na pesquisa

A professora orientadora esclarece que a análise de sólidos solúveis e pH de líquidos é realizada para avaliação da possível relação da ingestão desses alimentos com cárie e erosão dentária. “Reiteramos que, por mais que as bebidas analisadas tenham relevante teor de açúcar e, algumas delas, considerável acidez, lembramos que a cárie é multifatorial e a higiene oral bem conduzida é fator decisivo para que tal manifestação não ocorra”, enfatizou a docente.

Whey Protein e sua relação com a Erosão e cárie dentária

Ana Beatriz, acadêmica do 6º período de Odontologia, analisou características de pH e açúcares de cinco marcas de suplemento Whey Protein. Ela constatou que todos estão acima do teor de açúcar necessário para que haja formação do biofilme cariogênico (5%), demonstrando assim, maior potencial para gerar lesões de carie dentaria.

Segundo a análise da aluna quanto aos valores de pH, constatou-se que todos ficaram acima do valor de 5,5, que é considerado o valor crítico para a dissolução do esmalte do dente. “Esse fato, associado a presença de açúcares, pode contribuir para a erosão dentária e o desenvolvimento de lesões de cárie, caso tais alimentos forem consumidos com frequência e sem adequada higiene oral”, explicou a discente sobre o estudo.

Sucos de uva industrializados e sua relação com Erosão e Cárie dentária

Wanderson Carvalho cursa o 8º período de Odontologia e analisou em sua pesquisa 05 marcas de Sucos de Uva Industrializados. “Os resultados obtidos após a coleta de dados e a análise estatística, comprovam que os sucos avaliados possuem quantidades elevadas de açúcares e baixos valores de pH, podendo assim ocasionar problemas que interferem na saúde dos dentes – erosão e cárie”, contou o aluno.

O Refratômetro foi também um dos equipamentos usados nas pesquisas

Ele destaca que é fundamental que o profissional dentista oriente seus pacientes quanto ao consumo destes alimentos. “Os resultados da pesquisa nos dá, enquanto acadêmicos e futuros profissionais de saúde, informações importantes para que possamos atuar de maneira preventiva nos cuidados de higiene bucal, diminuindo, assim, a incidência dessas condições patológicas”, concluiu o aluno sobre o assunto.

Os dois trabalhos apresentados nesta matéria fazem parte do PIBIC. O primeiro está na fase de escrita do relatório final e o segundo já está sendo encaminhado como artigo científico para periódicos indexados.

Projeto de psicologia promove encontros virtuais para tratar sobre saúde mental com estudantes da UESPI

Por Liane Cardoso

Pensando na saúde mental dos estudantes da Universidade Estadual do Piauí, o curso de Psicologia da UESPI lançou o Projeto Girassol: Acolhendo em Rede. A ação é destinada aos alunos de todos os campi da instituição e acontecerá entre os meses de julho e agosto.

A atividade é desenvolvida pelo grupo de estagiários de Psicologia comunitária e supervisionada pela professora Camila Siqueira Cronemberger Freitas, docente do curso de Psicologia. O objetivo da equipe é promover ações coletivas voltadas para a saúde mental dos estudantes universitários em tempos de pandemia, via modalidade online.

Inscreva-se e participe do projeto

“Nós entendemos que nesse período de Pandemia muitas coisas mudaram, então esse grupo de saúde mental visa discutir essas questões. Realizaremos rodas de conversa, debates e orientações aos participantes. Temas relacionados a ansiedade, procrastinação e outros apresentados pelos estudantes também serão abordados nos encontros”, informou a psicóloga Camila Siqueira, orientadora do grupo.

De acordo com Trix Gomes, discente do 8º período do curso e integrante da proposta, é urgente a necessidade de atividades e projetos que busquem fortalecer a saúde mental dos estudantes. “Queremos construir um espaço seguro de acolhimento e expressão de sentimentos para esses alunos, no qual possamos discutir em conjunto as principais queixas trazidas pelo coletivo e propor com isso intervenções psicoeducativas para melhor lidar com essas questões”, destacou Trix.

As inscrições estão abertas e disponíveis através de uma página no Google formulários.

Os interessados podem escolher entre 04 opções de horários para participar dos encontros: Terça-feira, às 19h; Quinta-feira, às 19h; Sábado, às 10h; Sábado; às 14h. Os encontros serão na plataforma Google Meet e o link será disponibilizado com antecedência via email.