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Projeto de Extensão idealizado por professora da UESPI é contemplado em Edital do Ministério da Saúde

Por Anny Santos

O projeto “Informação Para a Ação: Comunicação em Saúde Como Estratégia De Enfrentamento aos Agravos de Notificação Compulsória no Município de Parnaíba-PI” foi é contemplado em Edital do Ministério da Saúde. Ele é coordenado pela professora Dra. Thatiana Maranhão do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) do campus de Parnaíba e conta com a colaboração da enfermeira Karliane Araújo da Vigilância Epidemiológica também do município.

Sendo conduzido por alunos do 5ª e 7ª blocos do curso de enfermagem em Parnaíba, o financiamento do Ministério da Saúde concederá bolsas a três alunos extensionistas. Os demais participarão do projeto como voluntários. No total, foram contempladas 20 propostas de projetos de extensão de todo o Brasil, sendo este o único contemplado do Estado do Piauí. O financiamento se dá na forma de bolsas com duração de 10 meses.

A ação objetiva auxiliar na democratização da informação, permitindo que os profissionais de saúde e a comunidade de Parnaíba tenham acesso ao conhecimento atualizado sobre as doenças e agravos de notificação compulsória.  Portanto, será instrumento para auxiliar o planejamento e estabelecer prioridades de intervenção em saúde, além de permitir que seja avaliando o comportamento e o perfil das notificações no município.

Além disso, o projeto ainda tem o desafio de servir como fonte de informação segura para os profissionais da saúde, ao mesmo tempo em que almeja capacitá-los para a análise e interpretação de dados de doenças/agravos de importância epidemiológica para o município, tornando-os capazes de transformar dados brutos em informações científicas que possuam conteúdo acessível para a população, com linguagem simples e inclusiva.

De acordo com a Professora Dra. Thatiana Maranhão, a notificação compulsória é a comunicação obrigatória às autoridades competentes das ocorrências ou suspeitas de agravo, doenças ou evento de saúde pública que contribuem para a avaliação da realidade epidemiológica de uma área geográfica. Em 2022, o Ministério da Saúde determinou 48 agravos que compõem a lista nacional de doenças de notificação compulsória.

“Diante disso, as recomendações de órgãos nacionais e internacionais acerca destes agravos são inúmeras e atualizadas constantemente, fazendo com que a sociedade esteja exposta a diversas informações técnicas que muitas vezes são oriundas de fontes ilegítimas, sem qualquer respaldo em evidências científicas. Para sanar estas dificuldades, o Ministério da Saúde recomenda a criação de salas de situação de saúde que, em Parnaíba, encontra-se atualmente desativada. Assim, tendo em vista que o município se encontra na lista estadual de cidades que devem ter atenção prioritária para doenças como Tuberculose, Hanseníase, HIV/AIDS e dengue, o projeto almeja, entre outras ações, ser apoio para a reativação desta sala e para a produção de informação relevante que seja capaz de subsidiar a tomada de decisões e a condução de políticas e ações de saúde no âmbito local”.

Para a professora uma vez que o projeto será desenvolvido em duas etapas, os principais beneficiados serão os profissionais que trabalham na Vigilância epidemiológica e os usuários atendidos pelas 44 Unidades Básicas de Saúde do município. Além disso, o auxílio concedido pelo Ministério da Saúde na forma de bolsas ajuda não apenas o desenvolvimento da pesquisa e extensão e a formação de pesquisadores, mas também a permanência estudantil na universidade.

Na primeira etapa haverá a elaboração de Boletins Epidemiológicos e determinação de metas para a produção e publicação desses materiais da forma que a equipe julgar oportuna. Além disso, serão ministrados cursos de atualização sobre softwares de análise de dados temporais e espaciais, entre outras atividades.

A Segunda Etapa consiste na divulgação do conhecimento produzido para a população atendida pelas 44 UBS’s do município. Para isso serão publicados os diversos materiais elaborados boletins, cartilhas, panfletos, tabelas, gráficos, mapas, relatórios estratégicos, entre outros no perfil do programa no Instagram, bem como serão fabricados fluxogramas da rede assistencial de atendimento às doenças de notificação compulsória utilizando linguagem acessível para que a população saiba quais decisões devem ser tomadas diante do enfrentamento de determinados agravos.

“Já os benefícios para a comunidade externa vão desde a criação das condições necessárias para o treinamento dos servidores da Vigilância Epidemiológica na análise de dados que traduzem a situação de saúde do município, como também a construção de materiais como boletins epidemiológicos, panfletos, cartilhas, entre outros que visem a orientação da população sobre principais doenças de notificação compulsória. Assim, a partir dos diagnósticos situacionais feitos, o principal benefício deste projeto será a identificação de prioridades em saúde e o auxílio a elaboração de políticas municipais de combate aos agravos de notificação compulsória”, finaliza a professora Dra. Thatiana Maranhão.