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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

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Campus Oeiras: Inscrições abertas para o Curso de Extensão História e Cultura Afro-Brasileira Oeirense

Por Vitor Gaspar

Estão abertas as inscrições para o Curso de Extensão: História e Cultura Afro-brasileira na Perspectiva Antirracista, no campus Prof. Possidônio Queiroz em Oeiras, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

Para participar, os interessados devem fazer sua inscrição de forma on-line, preenchendo o formulário via Google Forms até o dia 10 de outubro. O curso está aberto a toda comunidade e garante certificação, com carga horária total de 60 horas, sendo distribuída em 4 horas semanais.

As atividades tem início marcado para o dia 11/10, e para falar sobre isso, o Prof. Dr. Leandro Sousa, um dos coordenadores gerais do projeto, comenta que essa proposta ajuda a dar visibilidade a identidade da cidade de Oeiras, destacando a sua dinamicidade, complexidade e diversidade, nos seus grupos e aspectos culturais, de forma que possa gerar uma maior compreensão, um equilíbrio e um respeito sobre as relações sociais existentes na região.

“O curso vai proporcionar essa construção de uma identidade e para uma autoafirmação desses afrodescendentes  que constituem a sociedade oeirense. Então estamos buscando que se propague, entre os alunos, professores e demais grupos sociais e indivíduos que tenham interesse para participar, seja da comunidade que a UESPI faz parte, seja de outras localidades. Acreditamos que será um momento de interesse e aprendizado que possa contribuir de forma significativa, com essa aproximação da Universidade com a própria sociedade local”.

O objetivo geral das aulas visa integrar as práticas de extensão às dimensões do ensino e da pesquisa relacionadas a história e cultura afro-brasileira e a luta histórica contra o racismo.

A proposta se soma a outras iniciativas que compreendem que a Universidade pública e gratuita deve manter uma atuação para além dos seus muros. Para, Francisco Jackson, aluno do 8° Bloco e discente colaborador, houve algumas propostas do gênero, mas ele não conseguiu participar por causa de conflitos de agenda. Ele explica como se dá a participação dos discentes colaboradores no projeto.

“Dessa vez me sinto muito grato por fazer parte de um projeto de extensão como este. A minha participação, assim como os demais discentes colaboradores será na organização, divulgação e na administração do projeto de extensão, dando suporte para solidificá-lo e ajudando em todo esse processo, já produzimos bastante conteúdo para as mídias digitais do curso, e estamos trabalhando agora na divulgação. Pessoalmente, a idéia de trabalhar em um projeto como esse me entusiasma, pois acredito que a sociedade oeirense é muito carente em temáticas antirracista e vemos cotidianamente práticas de racismo estrutural em nossa cidade, então a importância de um projeto que ponha o dedo nessa ferida e revele a importância de se estudar e aprofundar os nossos conhecimentos nessas temáticas tão caras a nossa cidade é primordial”.

Viviane Moreira, aluna do 7° Bloco do curso de Licenciatura em História do campus, atua como discente colaboradora no projeto, segundo ela, essa está sendo uma experiência única, já que ainda não tinha participado de nenhuma organização de evento. “Esse evento é importante tanto para os docentes, como para os estudantes da região que o evento abrange”, encerra.

Também representando a turma do 7° Bloco do curso de História, Larissa Ramos, comenta que a proposta tem como finalidade buscar um interdisciplinaridade, e uma aproximação com a comunidade através do ensino de história, levando o ensino para além da instituição de ensino superior, com o propósito de levar o curso para a comunidade.

“Ao meu ver, levar pautas como essa para a comunidade se torna de grande importância e relevância, principalmente quando se trata de um curso gratuito de uma instituição de ensino superior, eu vejo como uma troca de conhecimento, porque no curso temos como intuito também além das discussões mais teóricas proporcionadas pela comunidade acadêmica, trazemos para a comunidade sujeitos históricos culturais oeirenses, dando visilibilidade a esses sujeitos históricos e culturais”.

Além disso, o Projeto acontece em parceria com o Coletivo de Negros e Negras de Oeiras, e para explicar a participação do grupo, Marileide Dantas, destaca que a cidade ainda guarda na memória sua vivência colonial, assim o racismo estrutural, que segundo ela, é algo latente na sociedade oeirense, mesmo com um número expressivo de pessoas afrodescendentes no seu seio.

“O nascimento do Coletivo Negros e Negras de Oeiras é um contraponto dessa sociedade, uma resposta ao racismo que permeia nosso meio. E foi nesse contexto que a UESPI entrou em nossa jornada como parceira, viu as ações realizadas pelo CNNO e permitiu-se em colaborar conosco. Colaboração essa que é de grande valia, visto que a universidade não só acredita em nosso trabalho, mas colabora com eles.”

A parceria está ocorrendo desde a escrita das primeiras linhas do projeto de extensão à sua execução, estando alinhado e discutido em conjunto cada ação de modo que todos os envolvidos façam parte do processo.

Se inscreva: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSelujHDr8cM1oVJno2v039Ykic9UxEQHInMNvVfg6cuTLAzng/viewform

 

UESPI36ANOS: NUTI e UNATI ofertam saúde e ensino na terceira idade

Por Anny Santos

Em homenagem aos 36 anos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), comemorado no dia 28 de julho, a Assessoria de Comunicação organizou uma série de reportagens especiais para celebrar a data, contando a história da universidade e dos personagens que a compõe. Para iniciar, iremos conhecer um pouco mais sobre a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI) e o Núcleo de Atividade Física da Terceira Idade (NUTI).

Coordenadores, professores e alunos da UNATI e do NUTI.

Coordenadores, professores e alunos da UNATI e do NUTI.

O NUTI e a UNATI são programas de extensão do curso de Educação Física da UESPI, fundados em 2003 e 2007, respectivamente, pelas professoras Solange Maria Ribeiro Nunes Lages e Aurinice Sampaio Irene Monte que se fizeram atuantes desde a criação dos mesmos até o ano de 2019.

Buscando proporcionar uma melhor qualidade de vida, atendendo pessoas a partir de 55 anos de idade, por meio da participação em atividades físicas, acadêmicas, culturais e de lazer, sob a Coordenação dos professores do curso de Educação Física, Ivaldo Coelho Carmo e Moises Mendes da Silva, os projetos visam garantir o envelhecimento ativo e saudável.

De acordo com o professor Moises Mendes, em virtude da aposentadoria das criadoras dos projetos, ele e o professor Ivaldo Coelho receberam o convite das mesmas para estarem a frente do NUTI e da UNATI. “Aceitamos prontamente assumir a responsabilidade de dar prosseguimento ao trabalho criado por elas. Em termos de abrir as portas da universidade para trazer o idoso para dentro dos muros da instituição, oferecendo atividade física orientada e educação continuada paro o idoso, nós somos o único, em termos de estrutura, dentro de Teresina”.

Coordenadores e professores da UNATI e do NUTI, Moises Mendes da Silva e Ivaldo Coelho Carmo.

Coordenadores e professores da UNATI e do NUTI, Moises Mendes da Silva e Ivaldo Coelho Carmo.

Segundo o professor, em média, 400 idosos são atendidos por meio dos Projetos Integrados, também conhecidos como projeto “Guarda-Chuva”, aqueles que se articulam em outros (sub) projetos, sendo o caso do Canto Coral, NUTI e UNATI, propiciando o feito de ser o maior projeto extensionista da UESPI. “Os projetos trabalham com aulas de diversos conteúdos. No caso da UNATI, temos aulas de Ioga, Ginástica Corretiva, Ritmos e Danças da Cultura Popular, Teatro, Psicologia e várias outras, todas no período da manhã. Nossos professores são voluntários e a cada semestre ofertamos novas disciplinas”.

Já para o professor Ivaldo Coelho, é importante destacar que o NUTI disponibiliza as aulas no período da manhã, antes das aulas da UNATI, e no período da tarde, sendo voltadas somente para o campo da Educação Física com atividades, dinâmicas e muita interação entre os profissionais voluntários e os alunos. “Se o aluno quiser participar de um único projeto não há problemas, mas o que costumamos presenciar são alunos que participam de todos. Na UNATI exigimos apenas que o aluno possua uma boa leitura e escrita, já no NUTI é indispensável a apresentação de um exame cardiológico e um bom condicionamento físico para as práticas físicas em aula”.

Uma formação em qualidade de vida

Francisca Piauilino, de 77 anos de idade, entrou na UNATI em 2015 e mesmo formada na 8° turma continua frequentando as aulas nos últimos 7 anos. Para ela, é muito importante sair de casa e encontrar pessoas da mesma faixa etária. “O que falta, às vezes, é essa conversa com pessoas da mesma idade, com a mesma vivência, ideias e assuntos. Relembrar o que passou, o que éramos e o que somos agora é muito bom. O idoso hoje participa de tudo, frequenta todo e qualquer ambiente, se diverte, viaja, conversa, namora, então é muito saudável essa convivência que temos na UNATI”.

Francisca Piauí Lima, aluna dos projetos.

Francisca Piauilino, aluna dos projetos.

A aluna relata ainda a importância do apoio que recebe dos familiares para continuar nas práticas que lhe proporcionam uma melhor qualidade de vida, por meio da participação em atividades físicas, acadêmicas e de lazer. “É satisfatório fazer um curso desse nível para idosos e, principalmente, receber apoio dos nossos familiares. Mudamos hábitos ruins e aprendemos coisas novas, sem exageros, nos atentando para a particularidade de cada idade e das nossas limitações fisiológicas. Temos mais conhecimento sobre alimentação, exercícios físicos e saúde, de maneira geral”.

Dona Francisca afirma que a UNATI é uma família, ela acredita que as relações que manteve e ainda mantém com colegas e professores ao longo dos anos que participa, foram de fundamental importância para um envelhecimento feliz e saudável, consequência que ela atribui as inúmeras atividades que participa em grupos com pessoas da mesma idade.

“No dia anterior a aula durmo pensando em quais atividades iremos fazer e quais assuntos vou tratar com minhas colegas, tudo isso me faz acordar até mais cedo do que o de costume. Sempre que me perguntam em que curso vou me formar, repondo que em qualidade de vida. A essência do curso é você se conhecer, conhecer seus limites, ter qualidade de vida, fazer amigos e cuidar da saúde e essa é a verdadeira formação. E podem dizer que sou velha, mas sou uma velha saudável e que sempre se renova”, finaliza a aluna.

A educação na terceira idade

Joemerson Oliveira, formado em Educação Física e em Artes Marciais chinesas, recebeu o convite para ministrar a disciplina de Hatha e Yoga no segundo trimestre de 2022. Para ele, é importante que os alunos aprendem técnicas respiratórias e de concentração, pois além de beneficiar a saúde, as práticas auxiliam no convívio social e melhoram a qualidade de vida na terceira idade.

Professor Joemerson Oliveira em sala de aula com alunos.

Professor Joemerson Oliveira em sala de aula com alunos.

“Quando recebi o convite fiquei muito feliz. Contribuir para uma melhora na qualidade de vida dessas jovens, logo após um período pandêmico que acarretou serias consequências, se faz fundamental. Nesse período de incertezas algumas pessoas deixaram de fazer atividade físicas, o que também pode agravar o quadro de saúde dos mesmos. Os alunos do NUTI e da UNATI podem exercitar bons hábitos e aprender como envelhecer de forma saudável”, pontua o professor.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Professor Joemerson Oliveira e alunos, durante aula prática.

Nascida no Dia Internacional da Mulher, como gosta de declarar, Ducileide de Jesus Santos, aos 67 anos de idade, exibe sua felicidade ao participar de programas que visam o cuidado e a atenção que sua faixa etária merece. Segundo ela, os projetos possibilitam que os alunos aprendam a cuidar da saúde enquanto se divertem, formam laços e descobrem novas possibilidades de ver e viver a vida.

Ducileide de Jesus Santos, aluna dos projetos.

Ducileide de Jesus Santos, aluna dos projetos.

“Aprendemos a passar o que vivemos e absorvemos coisas novas com nossos colegas e professores. É muito bom estar integrada à um local que me ajuda e que me proporciona criar novos laços, aqui tudo é motivo de festa e comemoração. Tenho três filhos e todos apoiam e comemoram quando digo que aprendi algo novo”, finaliza a aluna que faz parte dos projetos desde 2011.

UNATI e NUTI como extensão da família

Maria de Fátima Pereira Barbosa, de 69 anos de idade, veterana do NUTI e da UNATI desde a criação dos projetos (em 2003 e 2007) e aluna assídua, revela que teve conhecimento sobre o primeiro através de uma reportagem. Reconhecendo que possuía alguns problemas de flexibilidade que lhe causavam incômodos frequentes resolveu se aventurar e participar. Sua experiência foi tão marcante e os resultados tão aparentes que logo após a criação do segundo projeto também realizou sua matrícula.

“Logo de imediato minha melhora foi perceptível, através do NUTI, pois é um projeto que trabalha com o corpo e a mente. Vir aqui e participar de tudo melhora a autoestima, a gente fica com os movimentos mais ágeis e passamos a ter qualidade de vida. Já a UNATI é como um sonho realizado, o de fazer uma universidade. Me sinto sempre como aluna da UESPI e eu sou. Os conhecimentos que adquiri aqui são essenciais para o estilo de vida que levo hoje, todas as aulas são importantes, desde a de dança até as palestras que os médicos parceiros realizam. As amizades que fiz nos projetos são uma extensão da minha família. Desejo felicitações a UESPI por mais um aniversário. Que esta instituição de ensino continue dando esperança e alegria a todos que a procuram”, finaliza.

Maria de Fátima Pereira Barbosa, aluna da primeira turma do NUTI e da UNATI.

Maria de Fátima Pereira Barbosa, aluna da primeira turma do NUTI e da UNATI.

A UESPI possui a missão de promover à articulação do tripé da universidade, o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, de forma a contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade e melhorar a qualidade de vida das pessoas que a compõem. Adquirir novos conhecimentos, em especial na terceira idade, permite uma troca benéfica entre os alunos, além da manutenção de uma vida ativa, dinâmica e saudável.

Confira alguns momentos especiais do NUTI e da UNATI:

NEPIS promove Curso de Extensão “Empreender e inovar com impacto” com inscrições abertas até 28/07

Por Vitor Manoel

O Núcleo de Estudos e pesquisa em inovação e sustentabilidade (NEPIS) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) promove o curso de Extensão “Empreender e inovar com impacto”, de forma gratuita e 100% on-line. Com inscrições abertas até o dia 28 de julho o curso garante certificado de 60h/a para os interessados.

Com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX) o curso se divide em quatro módulos trazendo temas como: Empreendedorismo e inovação, inovação social e negócios de impacto, ferramentas de modelagem para geração de impacto, oficina de negócios com mentorias com o objetivo de disseminar conhecimento nas áreas de inovação social de negócios de impacto buscando estimular que os participantes empreendam na área sócio ambiental.

A Coordenadora do projeto, Professora Indira Bezerra, do curso de administração da UESPI do campus de Uruçuí entende a existência de inúmeros problemas sociais complexos e que o Governo e as ONGs não são capazes de solucionar esses problemas, ressaltando a importância para que a sociedade comece a olhar para esses problemas de forma mais sensível.

“A nossa intenção é abrir a mente desse participante de que é possível empreender gerando lucro, como também gerando um valor social resolvendo muito desses problemas que assolam a sociedade como a falta de acesso a saúde, a educação, habitação, falta de acesso a crédito no mercado. Infelizmente muitas pessoas não tem o básico e com a pandemia a pobreza aumentou desacerbadamente”, finaliza.

O curso inicia no dia 01/08 com encontros semanais às segundas-feiras à noite, com certificado de 60 horas/aulas, por meio da plataforma Google Meet. O público-alvo são pessoas que possuem interesse em aprender e/ou empreender com propósito socioambiental. Serão aceitas inscrições individuais e em grupo (máximo três integrantes) para o desenvolvimento das atividades (brainstorming, modelo de negócio, design thinking, pitch, etc).

As inscrições são limitadas, portanto um dos critérios utilizados para fazer a seleção dos interessados é a justificativa, no campo de inscrição o participante terá um espaço para escrever a sua justificativa e será levado em consideração a afinidade ou outros projetos que desenvolvidos na área de impacto socioambiental.

Confira o link de inscrição: https://forms.gle/Dri2a1peVcdAS85f8

Uespi Parnaíba: projeto de extensão auxilia produtores rurais no Litoral do Piauí

Por Anny Santos

Alunos do curso de Bacharelado em Engenharia Agronômica da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira localizado em Parnaíba, desenvolvem projeto de extensão que visa análise do solo e melhoria da produtividade no Litoral do Piauí.

Alunos do 4° bloco de Agronomia em prática das atividades do projeto de extensão.

Alunos do 4° bloco de Agronomia em prática das atividades do projeto de extensão.

Originando-se através da disciplina Química e Fertilizada do Solo, ministrada pelo Prof. Dr. Valdinar Bezerra, o projeto conta com a participação dos alunos do 4° bloco de Agronomia e do Engenheiro Agrônomo, Roberto Santos, egresso da UESPI.

Para o Prof. Dr. Valdinar Bezerra, as atividades desenvolvidas propiciam aos alunos um maior desenvolvimento dos ensinos e competências adquiridos em sala de aula. Além disso, os produtores se beneficiam com as análises realizadas pelos discentes, auxiliando no desenvolvimento da produção local.

Alunos do 4° bloco de Agronomia em coleta de amostras de solo.

Alunos do 4° bloco de Agronomia em coleta de amostras de solo.

“Para os produtores rurais da planície, todas as atividades relações são extremamente importante e benéficas. É comum que eles façam adubação sem qualquer análise química ou correção do solo, o que pode dificultar o desempenho e a produção realizada no solo. Esse fato não foge da realidade brasileira, pois segundo o último Censo do IBGE, 58% dos produtores rurais não fazem qualquer coleta de amostra de solo para saber a real situação, do ponto de vista químico e biológico”, destaca o professor.

A turma da disciplina foi dividida em grupos, onde cada um ficou responsável pela coleta de amostras de solo e execuções das análises em laboratório. Além dos benefícios para a produção agrícola local, as atividades contribuem para as notas da disciplina, através da organização e apresentação dos resultados.

Alunos do 4° bloco de Agronomia em prática das atividades do projeto de extensão.

Alunos do 4° bloco de Agronomia em prática das atividades do projeto de extensão.

Os alunos poderão ainda, dependendo dos resultados das amostras, realizar a prática de calagem. A prática serve para diminuir a acidez do solo, aumentando seu pH, além de fornecer cálcio e magnésio para as plantas, etapa indispensável da preparação do solo.

Thiago de Sousa Araújo, líder de turma do 4° bloco, afirma que o contato com o campo após período de aulas online foi uma experiência incrível, pois segundo ele com as pesquisas de campo o aluno se sente motivado a estudar e ter mais curiosidade sobre o conteúdo das matérias. “O professor Valdinar nos incentiva muito. Equilíbrio é extremamente necessário e o estudo do solo é um dos princípios fundamentais para qualquer agrônomo, ou seja, acrescentou e muito na minha formação, hoje entendo e compreendo muito melhor o porquê de uma cultura ser próspera ou não. Uma frase que o professor falou marcou muito a formação de todos da turma, ele disse que nem todo solo fértil é produtivo, mas todo solo produtivo e fértil”, finaliza o aluno.

Curso de Zootecnia promove Projeto de Extensão destinado a alunos do Ensino Médio

Por Vitor Manoel

O curso de Zootecnia da UESPI no campus Poeta Torquato Neto, promove o Projeto de Extensão “Zootecnia 4.0: itinerários formativos aproximando a educação agrária do ensino superior com o ensino médio”, de forma presencial com alunos do 3° ano do Ensino Médio na Unidade Escolar Joel Ribeiro, no bairro Matadouro, zona norte de Teresina.

Discentes do curso e voluntários do curso de Agronomia estiveram presentes na ação

O projeto é desenvolvido pelo Professor e Coordenador Francisco Cardozo, juntamente com a discente e bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Extensão Universitária (PIBEU), Patricia Lima do 5º bloco, responsável pela execução na escola, com auxílio de discentes voluntários da turma de Agronomia.

A ação tem como objetivo divulgar o curso e o profissional zootecnista para alunos do 3° ano do Ensino Médio criando espaços, com tempos de diálogo, rodas de conversa e apresentação de temas a respeito do curso de forma didática.

A professora do curso e colaboradora na ação, Dinara Silva comenta que esse projeto é de suma importância para que haja uma maior divulgação do profissional da área. Segundo ela, difundir é apresentar a sociedade a importância desse profissional que tanto faz a diferença no agronegócio no Brasil e no Piauí.

“O Piauí tem como característica histórica ser um estado em que a pecuária se fez presente desde a sua colonização, então essa disciplina anda junto com o desenvolvimento do Piauí no sentido de criação agropecuária e de difusão de todo conhecimento da produção animal. Então esse projeto é de suma importância para divulgar o curso, pois são nessas escolas agrícolas que muitos dos nossos alunos saem, então eles podem ter a continuidade seus estudos em um nível de graduação aqui na nossa UESPI aqui em Teresina”, finaliza.

Alunos da Unidade Escolar Joel Ribeiro acompanhando as palestras

Para a aluna e bolsista Patricia Lima do 5º Bloco, muitos alunos do ensino médio desconhecem a profissão, dessa forma o graduando irá estimular a sua participação como mobilizadores das potencialidades comunitárias, motivando a descoberta de novos futuros profissionais que darão continuidade ao que é proposto para a Ciência Zootécnica.

“De acordo com a comissão Nacional de Educação em Zootecnia, a divulgação do curso deve ser premissa básica de ações na instituições de Ensino Superior e órgãos governamentais, com o objetivo de criar espaços para discussões e articulações com os diversos segmentos da sociedade, assim fortalecendo o crescimento e consolidação dessa área nas distintas regiões do Brasil”, encerra.

Os encontros acontecem semanalmente às segundas-feiras a partir de 10:20 na Unidade Escolar Joel Ribeiro. Para mais informações, os organizadores divulgam todas as ações em um perfil no Instagram @zootecniaemfoco_uespi e no site da disciplina.

 

Curso de Educação Física realiza atividade de extensão com temática junina 

Na manhã desta sexta-feira (24), em alusão a comemoração do Dia de São João celebrado na data, o curso de Educação Física da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Poeta Torquato Neto, em Teresina, realizou uma atividade de extensão, organizada pela Coordenação, professores e alunos dos cursos de licenciatura e bacharelado, com temática junina.

 

Alunos de licenciatura e graduação, após apresentação de quadrilha junina

Alunos de licenciatura e graduação, após apresentação de quadrilha junina

Com o intuito de valorizar a cultura regional, o evento promoveu desfiles, quadrilhas, dinâmicas e interação entre docentes e discentes e comidas típicas. As festas juninas são eventos culturais de grande importância, pois estão diretamente ligadas a cultura e religiosidade nordestina.

Para a professora Dra. Francilene Madeira, uma das organizadoras do evento, o objetivo também é comemorar a tradicionalidade do período junino. “Como nosso curso trabalha com práticas corporais, sabemos que exercer esse tipo de atividade proporciona benefícios para o alunado. As danças culturais apresentadas na ocasião, refletem a cultura nordestina, além disso, os alunos de todos os blocos puderam participar”, destaca.

Alunos de licenciatura e graduação, durante apresentação de quadrilha junina

Alunos de licenciatura e graduação, durante apresentação de quadrilha junina

Elber Dourado, aluno do 6° bloco de bacharelado em Educação Física, relata a importância de realizar atividades coletivas que proporcionam uma maior interação entre docentes e discentes. “Infelizmente, a Coordenadora do curso, professora Patrícia Uchôa, não pode estar presente por motivos de saúde, mas nos incentivou a participar. Estamos muito animados em poder participar dessa atividade”.

Alunos de licenciatura e graduação, durante apresentação de quadrilha junina

Alunos de licenciatura e graduação, durante apresentação de quadrilha junina

Abertura do evento

Abertura do evento

Oeiras: Lançamento do Programa Permanente de Extensão “Alguidar de Cultura”

Por Leonardo Dias 

Aconteceu dia 11 de maio de 2022, na entrada do novo campus da Universidade estadual do Piauí (UESPI), campus Possidônio Queiroz, na cidade de Oeiras, o lançamento do Programa Permanente de Extensão “Alguidar de Cultura”.

Grupo de capoeira 

O projeto ALGUIDAR de Cultura, fruto da parceria da UESPI e CACO – Coletivo Arte e Cultura de Oeiras, tem o intuito de oferecer para a comunidade em geral cursos e oficinas artísticas gratuitas visando a democracia cultural.

Lançamento

O evento foi organizado na entrada do novo campus de Oeiras e cerda de 120 (cento e vinte) pessoas participantes, entre professores, alunos, técnicos e comunidade em geral. Na abertura foram discutidos sobre o objetivo geral do projeto e, em particular, foram explanados todos os eixos que serão trabalhados durante todas às 40 horas semanais.

Equipe organizadora, e professores das oficinas “Alguidar de Cultura”

 

O Diretor do campus de Oeiras que também é organizador do evento, Prof. Harlon Homem de Lacerda Sousa, destacou a importância da solenidade de abertura do programa para a cidade e o campus da universidade. “Foi uma marca muito importante para o inicio do Projeto no nosso campus. Não é importante somente para a comunidade acadêmica mais também para toda a comunidade que integra a nossa instituição”.

Público efetivo do evento de abertura

 

A Arquiteta e colaboradora do Projeto, Amanda Morais,  fez parte da abertura e do primeiro dia de oficina. Ela fala que oferecer esse tipo de trabalho aberto ao público é ter a oportunidade de trazer a comunidade para dentro da UESPI, para que as pessoas também possam desenvolver o senso crítico e ter percepção de onde vivem.

“Somos artistas independentes. Estamos lutando para democratizar a arte e cultura e ter acesso e liberdade se expressando. Hoje, nós estamos tendo oportunidades de transformar nossos cursos em um projeto de extensão, até mesmo para desenvolver habilidades que muitas vezes nem sabem quem tem. Com esses cursos abrimos um leque para descobrir artistas e pensadores”, relata.

Oficinas

As oficinas são divididas em eixos 07 eixos: Musicalidades e Danças,  Educação e Patrimônios, Artes visuais, musicalidades e danças,   História, Memórias e Identidades, Artes Visuais, Artes Cênicas,  Pedagogia Antirracista.

Bandolim e Arte urbana

O professor Helberth Vinícius, que é do grupo Coletivo Arte e Cultura de Oeiras (CACO), conta que contribuirá com o projeto ministrando a oficina de Bandolim e Arte urbana.

“A oficina de bandolim tem o intuito de manter viva a tradição do instrumento, além de dar acesso à população menos favorecidas social e economicamente. Também irei ministrar o curso de Arte Urbana juntamente com a arquiteta Amanda Morais, que proporcionará um estudo sobre as expressões artísticas como hiphop, street dance, rap e grafite”, explica.

Vídeo de abertura com a oficina bandolim:

Canto Terapêutico

A oficina de Canto Terapêutico é ofertada também nesse projeto e a responsável é a professora Vanda Queiroz. A oficina é sobre técnicas voltadas para o vocal e a vivência do canto por meio de expressões. A professora conta que o objetivo maior é criar um espaço onde cada aluno possa se expressar e falar de suas emoções e de seus sentimentos.

“O canto trás diversos benefícios para respiração, vinculação entre as pessoas, um trabalho de escuta de si mesmo. A intenção dessa oficina é proporcionar um ambiente de expressão através do canto e da arte. Tem um espaço dentro da oficina que dar oportunidade para a criação, por exemplo, o nosso grupo já tem duas canções produzidas pelos próprios alunos, isso eleva a potência da música”, disse.

Grupo Canto Terapêutico 

Inscrições

Este projeto  é voltado para toda a comunidade acadêmica e externa. As inscrições para as oficinas estão abertas até o dia 20 de maio através do formulário disponibilizado pela organização do projeto.

UAPI: Inscrições abertas para curso de extensão “Infor-MEI orientações práticas e jurídicas para microempreendedores”

Por Leonardo Dias 

A Universidade Aberta do Piauí (UAPI) abre inscrições para o curso de extensão: Infor-MEI orientações práticas e jurídicas para microempreendedores. O curso acontecerá nos dias 22, 23, 24 e 29, 30 e 31 de março de 2022, às 19h, através do Canal do Youtube Oficial da UESPI.

Estatísticas do MEI

O MEI é o serviço ofertado para pessoas que desejam ser dono do seu próprio negocio conhecidos nacionalmente como Microempreendedor Individual ou profissional autônomo, onde deixa de ser uma pessoa física e passa a ser uma pessoa jurídica com CNPJ.

Segundo o DataSebrae a idade média de Microempreendedores é de 42 anos, sendo 15% entre 29 anos ou menos, 31% entre 30 e 39 anos, 28% entre 40e 49 anos, 26% mais de 50 anos. Entre as atividades mais frequentes estão os profissionais de cabeleireiros no ranque com 8,1%, comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 8,0%, obras e alvenaria 4,5%, e com menos porcentagem no ranque estão os profissionais do comércio varejista de produtos alimentícios em geral. Esse estudo foi feito pelo SEBRAE no ano de 2019 pelo perfil do microempreendedor individual.

Segundo dados do próprio SEBRAE 36% dos Microempreendedores começaram seus empreendimentos por querer ser independentes e outros 36% por ser o único meio da fonte de renda familiar, somente 5% dos entrevistados responderam que foi falta de opção na linha da sua formação ou  que queria trabalho.

Curso de Extensão

O objetivo do curso de extensão é proporcionar aos alunos da UAPI do Curso de Administração uma análise dos aspectos práticos e legais relacionados ao MEI- Microempreendedor Individual.
São informações imprescindíveis, pois além de estruturar o negócio é necessário entender os ditames legais que envolvem o tema.

Para a Professora Auricelia Melo, Coordenadora do curso de pedagógica da UAPI-3, o curso vai contribuir  para a atualização dos alunos que já são empreendedores. Ele explica que o curso será ministrado em uma linguagem simples, direta, para que todos possam entender a aplicação do assunto.

“As expectativas consistem em proporcionar aos alunos temas atuais que, certamente, irão complementar o conhecimento já adquirido em sala de aula e permitir, além de atualização, uma nova visão de empreendimento. Para aqueles que já são empreendedores, o curso contribui porque ficarão atualizados com a parte previdenciária, trabalhista, além de verificar novas temáticas no segmento digital para aplicarem em seus negócios”, explica.

Inscrições

O publico alvo do evento é alunos da Universidade Aberta do Piauí. A certificação tem como carga horária 60h. A frequência para todos os participantes do evento será feita através de formulário exibido no chat com um questionário em cada encontro.

Para se escrever no curso de extensão basta preencher o formulário disponibilizado pela organização do evento.

Programação

Segue a grade de programação do curso de extensão: Infor-MEI orientações práticas e jurídicas para microempreendedores com todas as ministrantes.

 

 

 

 

RodaCom promove discussões de comunicação comunitária com representantes dos municípios de Oeiras e Queimada Nova no Piauí

Colaboração: Natalia Silva/ Professora Orientadora: Sammara Jericó

O Roda Com aconteceu nessa última quarta-feira, dia 28. A live foi realizada no canal da Uespi Oficial e abordou as dificuldades enfrentadas para o desenvolvimento de rádios e projetos comunitários nos municípios de Oeiras e Queimada Nova, principalmente, em virtude da falta de investimento do poder público e político.

O evento contou como a participação de representantes das comunidades, além da mediação da professora Clarissa Carvalho, uma das Coordenadoras do Projeto de Extensão.“O poder público tem que trabalhar as políticas públicas sociais voltadas para o desenvolvimento da juventude, claro que nem sempre o município dá conta disso, assim como também a instituição Cáritas não é o suficiente, é um projeto que deve ser feito por várias mãos, todos temos que tentarmos juntos”, afirmou Edvan Oliveira, Jornalista e Coordenador do Projeto Cáritas.

O RodaCom terá mais dois encontros, no mês de agosto e outro em setembro

O RodaCom terá mais dois encontros, no mês de agosto e outro em setembro

A Cáritas Diocesana de Oeiras é uma instituição não governamental, atuante há mais de 12 anos, e tem como objetivo a profissionalização e cidadania de jovens. A organização participa da construção solidária da Sociedade do Bem Viver, junto com pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social. O projeto atende atualmente sete cidades da região, ofertando cursos técnicos voltados para qualificação de jovens, visando ainda a inserção no mercado de trabalho. A Cáritas desenvolve suas atividades também por meio de uma rádio comunitária em Oeiras.

A live teve também a participação do Diretor e Radialista da Associação de Rádio Comunitária de Queimada Nova, Nilson dos Santos. Para o processo de efetivação da rádio no município, ele conta que a equipe teve vários impasses. “A gente começou a enfrentar muitos desafios. A partir do momento em que se criou um grupo de comunicação no município através de uma rádio, em que começamos a divulgar sobre o município, fomos frustrados, porque não aceitavam certas opiniões, ai a gente sofreu represálias políticas”, revelou.
A rádio comunitária teve iniciou no ano de 2009. Atualmente, conta com as seguintes programações: Voz da Resistência, Raiz Cultural, abrangendo a localidade das comunidades quilombolas e indígenas.
O Roda Com se estende por mais dois em encontros nos meses de agosto e setembro. O evento disponibiliza 18 horas de certificado válidas para ACCS.

Professora e alunos da UESPI de Picos criam perfil no Instagram para divulgar atividades extracurriculares

Colaboração: Mayara Carvalho / Professora Orientadora: Sammara Jericó

Professora  e coordenadora do curso de jornalismo, Thamyres Sousa, juntamente com os alunos do 4º período no curso de Jornalismo da UESPI de Picos, lançam projeto Eu quero horas para divulgação de atividades acadêmicas, científicas e culturais, oferecendo visibilidade a eventos gratuitos e pagos, de diversas áreas tanto para estudantes quanto aos demais interessados.

A ação surgiu da necessidade dos alunos adquirirem horas complementares. “Percebendo a dificuldade da maioria dos alunos na realização e entrega de horas extracurriculares na disciplina de AACC, eu resolvi criar a página juntamente com os alunos”, disse a docente.

Perfil do projeto no Instagram

Perfil do projeto no Instagram

Ela acrescenta que alguns alunos chegam as disciplinas do final do curso sem conseguir completar a carga horária. “Muitos não têm conhecimento sobre a realização de alguns eventos e atividades ou até mesmo não se encontravam nas atividades ofertadas. Com a página, alunos de vários cursos podem ter acesso a atividades variadas, além de adquirir conhecimento completar as horas de atividades complementares”, acrescentou.

O perfil @euquerohoras tem posts semanais, abrangendo áreas diversas como comunicação, saúde e educação afim de alcançar todos os públicos.