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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

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Alunos de Zootecnia irão apresentar trabalhos de pesquisa no Congresso Nordestino de Produção Animal

Por Clara Monte

Entre  quarta-feira (30) até sexta-feira (02), alunos de Zootecnia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) irão apresentar seus trabalhos de pesquisa no Congresso Nordestino de Produção Animal (CNPA) em Fortaleza – CE.

O Congresso Nordestino de Produção Animal é um evento tradicional da grande área de conhecimento da Zootecnia e é realizado, anualmente, pela Sociedade Nordestina de Produção Animal. Desde a sua criação, em 1998, o CNPA reúne os principais representantes da área que atuam diferentemente no setor produtivo da pecuária do Estado.

Os discentes estão no sexto período do curso de Zootecnia da UESPI. Eles apontam como a participação em eventos contribuem nas suas carreiras acadêmicas. Marcos Vicente Vieira, um dos estudantes que irá apresentar o projeto, diz está muito feliz pela sua primeira oportunidade em um congresso tão importante. “Esse é o meu primeiro evento representando a instituição e fiquei muito feliz por ter sido aprovado”.

O evento contará com a presença de pesquisadores, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais que atuam nos órgãos de gestão governamental e na indústria, além de empresários e produtores que buscam conhecimento e inovação tecnológica para melhorias na gestão.

Outro estudante, Jeremy Lorran da Silva, que tem como projeto o crescimento de fêmea da raça canela-preta associada a sua diversidade de plumagem, diz estar ansioso para o seu primeiro congresso. “ Irei apresentar um trabalho com um tema interessante para o Nordeste e isso tem uma importância muito grande, pois irei conhecer diversas pessoas da agrária, assistir palestras de temas que agrega para o meio e tudo isso vai contar muito para minha experiência e para o meu currículo acadêmico”.

Estudantes de Zootecnia Jeremy Lorran e Marcos Vicente

Projeto de Extensão da UESPI realiza atividades de acolhimento à crianças indígenas

Por Vitor Gaspar

O Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil (CORAJE) está realizando o Projeto de Extensão “Educação Popular e Direitos Humanos”, destinado a crianças indígenas da etnia Warao, que se encontram em abrigos provisórios na cidade de Teresina (PI).

Registros de alguns encontros já realizados

O grupo de extensão da UESPI é formado por 15 estudantes dos cursos de Pedagogia, Direito, Ciências Sociais, História e Biblioteconomia, fazendo parte do Programa Educação Popular e Direitos Humanos, do CORAJE, sob a coordenação da Professora Lucineide Barros (CCECA/UESPI).

A Cáritas Arquidiocesana de Teresina é uma das instituições que está desenvolvendo essas ações e prestando apoio a essas pessoas e, desse modo, convidou o Grupo de Extensão da UESPI à integrar o Projeto denominado “Ciranda Latina”, que vem promovendo diversos diálogos institucionais com a FUNAI, a Defensoria Pública do Piauí, além das Secretarias de Educação de Teresina e do Piauí, que estão buscando ainda neste ano a possibilidade de que seja viabilizada a matrícula escolar dessas crianças e jovens.

Segundo a Profa. Lucineide Barros, coordenadora do Grupo de Extensão, a equipe trabalhou na questão do acolhimento linguístico, com a utilização da metodologia e a perspectiva da educação popular, com o objetivo de contribuir com o aprendizado da língua, dos costumes, dos direitos, dos deveres e para ajudar a aproximar as crianças da etnia Warao da escola oficial. “Nos encontros são acompanhadas as crianças de 4 a 14 anos, devido a cultura indígena é muito difícil separar as crianças de suas famílias, então de algum modo os pais acompanham e participam. Além do mais, temos os educadores da própria etnia que auxiliam no projeto”, encerra.

Mais registros de encontros realizados

Desde o mês de fevereiro e a equipe realiza atividades pedagógicas de acompanhamento e orientação à essas crianças indígenas, oriundas da Venezuela, que desde que chegaram em Teresina, se encontram sem escola e, além disso, têm dificuldade de comunicação e manejo com os costumes e ordenamentos jurídicos locais.

Yasmin Martins, estudante do 6° Bloco de Psicologia, destaca a importância dos estudantes para que realmente tenham acesso ao tripé do ensino, pesquisa e extensão e para que a Universidade possa de alguma forma devolver e estar em contato com a comunidade.

“O projeto de educação popular é um exemplo disso. A nossa luta não é só pra que por meio desse projeto de extensão a gente trabalhe educação popular em conjunto com os indígenas warao que estão aqui em Teresina, mas que eles possam ter acesso a um direito tão básico como a educação regular. Essas crianças e adolescentes precisam ter o direito de frequentar a escola”.

Na dinâmica, são realizados 3 encontros semanais em cada um dos três abrigos, promovendo atividades voltadas à leitura, à escrita e ao compartilhamento de conhecimentos com toda a comunicação envolvendo intérpretes de Espanhol e da Língua Warao, contando com o apoio de educadores sociais da etnia. De 15 em 15 dias acontecem encontros pedagógicos dos educadores para planejamento e discussões sobre as experiências.

Thiago Cruz dos Santos, aluno do 8º bloco de Licenciatura Plena em História, conta que a recepção nos locais acontece sempre de forma amigável e que os abrigados estão em diferentes zonas da cidade. Ele ressalta que todos participam do processo de planejamento e de organização. “Nos abrigos, geralmente a gente realiza as atividades em 3 dias, onde eu trabalho nós fazemos as terças, quartas e quintas. Eles também participam das reuniões de planejamento de 15 em 15 dias também do processo de tomada de decisões”, finaliza o discente.

UESPI36ANOS: pesquisadores uespianos falam sobre o impacto social de seus estudos

Por Vitor Manoel

Em homenagem aos 36 anos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), comemorado no dia 28 de julho, a Assessoria de Comunicação organizou uma série de reportagens especiais para celebrar a data, contando a história da universidade e dos personagens que a compõe. Nesta, destacaremos os projetos de pesquisas desenvolvidos através do PIBIC e PIBIT.

A UESPI compreende que o desenvolvimento da pesquisa, do ensino e da extensão deva se realizar de forma articulada, com a finalidade de produzir e divulgar o conhecimento através da produção científico-acadêmica nos campos técnico, científico e artístico-cultural, posicionando-se também como orientação e suporte às atividades de ensino e de extensão.

O Programa Institucional de Bolsas Científica (PIBIC) é um programa da UESPI, financiado em parte pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento (CNPq), que tem como principal objetivo fomentar a prática da Iniciação Científica nas Instituições de Ensino Superior. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico (PIBIT) estimula jovens do ensino superior nas atividades, conhecimentos e práticas que levem ao caminho do desenvolvimento tecnológico e da inovação.

Na UESPI, a abertura do edital para o envio de propostas de projetos pelos docentes acontece no início do ano, permitindo a submissão de até quatro projetos de pesquisa, sendo que cada um deles contempla um aluno. O discente que esteja interessado a concorrer ao programa deve se juntar a um professor, no qual já saiba com que tipo de pesquisa ele costuma trabalhar e que se identifique, formando, desse modo, uma parceria na construção da pesquisa.

 O processo segue com a avaliação classificatória do projeto que aplica 30% do peso a proposta, 60% a produção acadêmica do professor e 10% ao Coeficiente de Rendimento Acadêmico (CRA) do aluno. Os melhores classificados aparecem nas primeiras posições no ranking e tem a oportunidade de ganharem uma bolsa de 400 reais. Atualmente 79 bolsas são disponibilizadas via CNPq, 130 bolsas da UESPI e a novidade para 2022 é a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), ofertando 25 bolsas, totalizando 234 projetos com bolsas para o aluno.

Para o Diretor do Departamento de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Gustavo Gusmão, e professor de Física, a produção de projetos de pesquisa é muito importante, pois permite a introdução dos discentes de graduação no caminho da pesquisa científica. “Para a UESPI e para outras universidades que ofertam esse programa, é primordial, pois faz parte do tripé desta Instituição fazer com que o aluno tenha uma formação de Ensino, Pesquisa e Extensão. Mesmo que ele não siga o caminho da pesquisa, todo o conhecimento adquirido durante esse processo o ajuda a criar uma bagagem que pode ser aproveitada independente do caminho em que ele seguir”, afirma.

Diretor do Departamento de Pesquisa da PROP, Gustavo Gusmão

Professores pesquisadores

Segundo o Professor Dr. Laécio Santos, pesquisador da área de Química, os alunos de iniciação científica conseguem adquirir todo o suporte necessário durante a construção do processo, adquirindo um grande aprendizado para projetos futuros. “A gente procura falar com os alunos, perguntar de que período eles são, eu prefiro trabalhar com os de quarto e quinto período que estão mais desenvolvidos em termos de conhecimento e que possam trabalhar com as complexidades da pesquisa. Especialmente na minha área onde você trabalha em laboratório requer muita dedicação, mas que é algo que vale muito a pena, porque a Iniciação Científica é a base fundamental para o avanço na carreira acadêmica e com outros professores”, explica.

Prof. Dr. Laécio Santos do curso de Química

O Prof. Dr. Cícero Niconili, do curso de Ciências Agronômicas, destaca que costuma estimular os alunos nos primeiros períodos sobre sua linha de pesquisa para que eles já possam se interessar em participar do projeto. “Tudo parte da iniciação científica, o senso de pesquisa, ele ver logo na graduação e até procura a sua área de interesse. Isso ajuda muito os alunos em projetos futuros de mestrado e doutorado que eles buscam”, relata.

Prof. Dr. Cícero Nicollini, do curso de Engenharia Agronômica

Alunos pesquisadores

O discente Joel Rodrigues, do curso de Bacharelado em Jornalismo está atualmente realizando uma pesquisa com a professora Sônia Carvalho, ele está em sua segunda participação no PIBIC e comenta que o aluno precisa tomar a iniciativa de buscar o professor para encontrar um projeto que goste e se identifique. Depois, o orientador passa todo o direcionamento da pesquisa, cronograma geral de entrega de relatório parcial e do relatório final, análise do material, coleta do material, dentre outros.

“Para mim, significa muito participar de um projeto de pesquisa, eu nunca entrei na Universidade, especialmente fazendo jornalismo sem ter um objetivo final, eu já queria de algum modo, me desenvolver dentro da academia e a pesquisa foi uma forma que encontrei de contribuir com temas que possam vir a serem discutidos pela sociedade, por isso minhas duas pesquisas feitas até agora envolvem temas sociais que é área de pesquisa que mais me identifico”, comenta o aluno.

Joel Rodrigues, aluno do 6º Bloco do curso de Bacharelado em Jornalismo

O estudante Vinicius Ribeiro do 8º Bloco do curso de Licenciatura Plena em Geografia, relata que está em sua segunda participação no programa, e que isso o ajudou a desenvolver de forma acadêmica. “O PIBIC me ajudou a desenvolver o sendo crítico, a desenvolver de forma técnica e científica determinados temas. O programa serve como auxiliador para o desenvolvimento de uma base sólida de capacitação na área científica”, finaliza o discente.

Vinicius Ribeiro, aluno do 8° Bloco do curso de Licenciatura em Geografia

O aluno Leandro Pessoa, do curso de Engenharia Agronômica do 7º período, destaca que no PIBIC existe a possibilidade da participação no evento anual (SPC/SIC – Simpósio de Produção Científica/Seminário de Iniciação Científica) para publicação dos resultados obtidos com a pesquisa em forma de resumo. “Eu gosto muito porque contribui para um conhecimento mais específico sobre o tema estudado, além de ampliar nossa rede de contatos profissionais. Temos uma familiaridade com o universo das publicações Científicas. É muito bom participar desse tipo de evento”, encerra o estudante.

Francinaldo Nunes, do curso de Engenharia Agronômica do 7º bloco, comenta que o PIBIC além de ser um complemento para o currículo acadêmico, é mais um grande aprendizado e uma experiência a mais. “Vem me ajudando na construção do meu TCC, pois o caminho é parecido especialmente na forma de escrever e isso nos dá conhecimento na hora de executar”, analisa o discente.

Projeto sobre educação inclusiva

A UESPI promove pesquisas voltadas ao âmbito da educação, entre elas está uma desenvolvidas pela professora Maria de Jesus do curso de Pedagogia na Universidade Estadual do Piauí que está com um projeto de pesquisa intitulado de “Políticas, formação de professores e os desafios das práticas da educação inclusiva: relatos de experiências e impasses da atuação profissional de egressos de pedagogia das universidades públicas de Teresina-PI” com a participação de cinco pesquisadores.

 A pesquisa está sendo organizada em três etapas, a primeira, consiste no levantamento teórico, bibliográfico e análise de dispositivos legais nacionais e locais sobre as políticas de inclusão educacional das pessoas público-alvo da educação especial, em conjunto com uma análise em comparação com as leis nacionais os Projetos Políticos Curriculares das instituições de ensino superior de Teresina-PI, os dois Campi da UESPI e o da UFPI, bem como os Planos das Secretárias Municipais e Estaduais.

Paralelamente, a pesquisa busca informações sobre os egressos dessas instituições do período de 2016 a 2019, para uma aplicação no questionário. A amostra da pesquisa de campo será feita a partir da definição de 10% da quantidade de alunos formados no período de 2016 a 2019, o que dará base ao conhecimento de quais desses egressos estão atuando com crianças público-alvo da educação especial no ensino regular em escolas públicas do Piauí. Na segunda etapa será realizado um levantamento e análise bibliográfica sobre a formação continuada em educação inclusiva de professores e na terceira será feito um levantamento acerca das práticas inclusivas com êxitos em escolas públicas experienciadas pelos sujeitos participantes da pesquisa.

“Pretende-se com o desenvolvimento dessa pesquisa a produção de artigos e livros, o desenvolvimento de atividades de extensão, tais como: palestras e cursos, divulgações em eventos científicos dos resultados, com o intuito de contribuir com a formação e informação de professores, profissionais de áreas afins e comunidade em geral. Com este estudo espera-se conhecer pontos necessários para intervenção na formação inicial e continuada de professores, dessa forma, buscar subsídios de complementação de um ensino de qualidade que contemple posteriores mudanças nas práticas pedagógicas nos espaços escolares de modo que as pessoas com deficiências possam ter um ensino mais inclusivo”, destaca a professora Maria de Jesus.

Este projeto se justifica pela necessidade de conhecer como os Cursos de Superiores de Pedagogia tem se organizado e contribuído para o processo do ensino inclusivo. Outro aspecto importante se refere a realização de outras pesquisas nesta área que possibilitarão o surgimento de estratégias didáticas e reflexões teóricas e práticas, importante a uma melhor condução do ensino inclusivo e um outro ponto que o projeto se propõe é contribuir na ampliação de produções bibliográficas na área da educação inclusiva em nosso Estado.

Para a professora Jesus, o objetivo geral é analisar a legislação e sua aplicabilidade na inclusão da pessoa público-alvo da educação especial, destacando a formação de professores e o desenvolvimento de práticas inclusivas em instituições educacionais públicas no Estado do Piauí.

 “Os objetivos específicos são: fazer o levantamento e análise dos dispositivos legais nacionais e no estado do Piauí referente a inclusão da pessoa público alvo da educação especial, conhecer e listar as boas práticas desenvolvidas acerca da educação inclusiva em escolas regulares, identificar os fatores que influenciam, positivamente e/ou negativamente, no desenvolvimento do ensino inclusivo em escolas regulares no Estado do Piauí, correlacionar os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos nas academias com as práticas docentes versus os desafios da rotina da educação inclusiva de pessoas público-alvo da educação especial nas instituições de ensino piauienses”, encerra.

A Equipe de Pesquisa está constituída por membros do Grupo de Estudo em Educação Inclusiva e dos Processos de Desenvolvimento e Aprendizagem (GEEIDA), certificado pela UESPI. Para a discente Marcela Oliveira, formada em Pedagogia na Universidade Estadual do Piauí e estudante de pós graduação em Neuropsicopedagogia pela faculdade Malta e pesquisadora nesse projeto, participar de propostas vinculadas ao grupo de estudos GEEIDA, tem sido muito gratificante. Ela observa que cada vez mais vem percebendo como debater sobre as práticas pedagógicas são emergentes e ao mesmo tempo pouco dialogada.

“Muitos profissionais acabam enrijecendo sua prática por falta de continuação de estudos, pesquisas e debates. Ao dialogar sobre as ações que norteiam a vivência em sala de aula oportunizamos os profissionais a olharem para sua própria prática e refletir sobre ela. Minha relação com a professora Jesus não é só acadêmica, foi minha professora e orientadora de TCC. Hoje a considero como parte da minha família, seus conselhos, sua ajuda, sua parceira foram e são essenciais para a pessoa que tenho me tornado e estou me tornando”, finaliza.

Marcela Oliveira, pesquisadora no projeto

Amanda Letícia, pós-graduada em docência do Ensino Superior, destaca que a pesquisa apresenta vários pontos importantes a serem ressaltados para os estudantes, professores e pesquisadores. Pois, destacam desde a história da inclusão de forma geral, a educação, lutas e conquistas, na qual, constam documentos presentes na Constituição, a LDB e o PNE que ajudaram a consolidar a inclusão nas escolas até os dias atuais.

Segundo ela, como o pensamento tradicional foi se desconstruindo aos poucos, mas também, como as práticas educacionais tornaram-se mais dinâmicas, adaptáveis e eficientes com o passar dos anos. Nesta pesquisa buscou-se compreender o papel do docente em suas ações e aprofundamentos diante da sua formação e na continuação dos estudos e saberes voltados para esse público alvo, juntamente, com as diretrizes curriculares da formação docente nas Universidades públicas de Teresina – UFPI e UESPI -.

“Fazer parte dessa pesquisa é de grande enriquecimento pessoal e profissional como professora e pesquisadora. Aborda uma temática muito gratificante de ser estudada, porque é um trabalho que está sendo feito/pensado minuciosamente com todo cuidado e atenção para os futuros leitores. A cada escrita e reunião é um novo aprendizado, ainda mais, com o auxílio da professora, Maria de Jesus, que nos dar todo o suporte, apoio e material necessário para o andamento da pesquisa. Além disso, é uma grande inspiração para mim como pedagoga e escritora”, encerra.

Amanda Letícia, pesquisadora no projeto

Para o pesquisador Francisco Fernando essa pauta é muito importante, pois trata de uma realidade do Estado que nem todos conhecem. “Esse tema me chamou, pois se trata de como a educação especial é vista e tratada no nosso Estado, em como muitas dessas escolas não tem uma estrutura completa para poder contemplá-las esses estudantes”.

Durante os seus 36 anos, a UESPI formou e fomentou pesquisas. Atualmente, contamos com 234 bolsas de incentivo à pesquisa transformando a educação e inovação no Piaui.

Campus Floriano: Curso de Educação Física promove Projeto de Extensão com ações voltadas a dança

Por Vitor Manoel

O curso de Educação Física, campus de Floriano, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) promove o Projeto de Extensão II Forma: Congresso piauiense de ações formativas, performativas e afirmativas em dança entre os dias 20 e 23 de julho com inscrições gratuitas.  

Esta é a segunda edição do evento, que vai trazer temas sobre refletir criticamente sobre o processo de formação em dança a partir de questões relacionadas ao afeto e a aprendizagem. O encontro conta com mesas redondas, submissão de trabalhos acadêmicos, performances, oficinas e publicação de e-book com os trabalhos aprovados, além disso os participantes inscritos receberão certificado de 40h/a.

O objetivo da realização do Congresso FORMA é celebrar a dança no Estado do Piauí e refletir sobre sua reverberação com outros locais e em diferentes contextos.  A intenção da proposta é afirmar a produção formativa, performativa e ativista da dança no Piauí.

Um dos coordenadores gerais do evento, Prof. Ireno Júnior destaca que esse evento é de suma importância para o estado, tendo em vista que viabiliza a potencialidade dos fazeres em dança, além de fomentar as pesquisas do segmento não só do Piauí, mas como de todo o Brasil.

“O congresso tem uma abrangência nacional e conta com a participação de pessoas pesquisadoras, artistas de outras universidades, como exemplo a Universidade Federal da Bahia (UFBA). O congresso promoverá atividades de fomento a pesquisa acadêmica e artística em dança, e as pessoas inscritas no evento poderão acompanhar discussões urgentes sobre os processos de aprendizagem, de feitura artística e afirmativa”.

O Coordenador Prof. Kácio dos Santos,  afirma que a importância da realização do II FORMA é  poder contribuir com a comunidade acadêmica referente à ampliação da produção do conhecimento. “Vamos promover um diálogo direto com a classe artística oportunizando a democratização dos saberes produzidos na Universidade em diálogo com a comunidade”, finaliza.

Participações:

As inscrições para o II Congresso FORMA estão abertas e são gratuitas através do preenchimento do formulário: https://www.even3.com.br/2congressoforma

Modalidades e datas de inscrição:

– Participante (até 19/07/2022);

– Submissão de resumos (até 15/07/2022):

– Mostra artística (até 15/07/2022).

 

Curso de Zootecnia promove Projeto de Extensão destinado a alunos do Ensino Médio

Por Vitor Manoel

O curso de Zootecnia da UESPI no campus Poeta Torquato Neto, promove o Projeto de Extensão “Zootecnia 4.0: itinerários formativos aproximando a educação agrária do ensino superior com o ensino médio”, de forma presencial com alunos do 3° ano do Ensino Médio na Unidade Escolar Joel Ribeiro, no bairro Matadouro, zona norte de Teresina.

Discentes do curso e voluntários do curso de Agronomia estiveram presentes na ação

O projeto é desenvolvido pelo Professor e Coordenador Francisco Cardozo, juntamente com a discente e bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Extensão Universitária (PIBEU), Patricia Lima do 5º bloco, responsável pela execução na escola, com auxílio de discentes voluntários da turma de Agronomia.

A ação tem como objetivo divulgar o curso e o profissional zootecnista para alunos do 3° ano do Ensino Médio criando espaços, com tempos de diálogo, rodas de conversa e apresentação de temas a respeito do curso de forma didática.

A professora do curso e colaboradora na ação, Dinara Silva comenta que esse projeto é de suma importância para que haja uma maior divulgação do profissional da área. Segundo ela, difundir é apresentar a sociedade a importância desse profissional que tanto faz a diferença no agronegócio no Brasil e no Piauí.

“O Piauí tem como característica histórica ser um estado em que a pecuária se fez presente desde a sua colonização, então essa disciplina anda junto com o desenvolvimento do Piauí no sentido de criação agropecuária e de difusão de todo conhecimento da produção animal. Então esse projeto é de suma importância para divulgar o curso, pois são nessas escolas agrícolas que muitos dos nossos alunos saem, então eles podem ter a continuidade seus estudos em um nível de graduação aqui na nossa UESPI aqui em Teresina”, finaliza.

Alunos da Unidade Escolar Joel Ribeiro acompanhando as palestras

Para a aluna e bolsista Patricia Lima do 5º Bloco, muitos alunos do ensino médio desconhecem a profissão, dessa forma o graduando irá estimular a sua participação como mobilizadores das potencialidades comunitárias, motivando a descoberta de novos futuros profissionais que darão continuidade ao que é proposto para a Ciência Zootécnica.

“De acordo com a comissão Nacional de Educação em Zootecnia, a divulgação do curso deve ser premissa básica de ações na instituições de Ensino Superior e órgãos governamentais, com o objetivo de criar espaços para discussões e articulações com os diversos segmentos da sociedade, assim fortalecendo o crescimento e consolidação dessa área nas distintas regiões do Brasil”, encerra.

Os encontros acontecem semanalmente às segundas-feiras a partir de 10:20 na Unidade Escolar Joel Ribeiro. Para mais informações, os organizadores divulgam todas as ações em um perfil no Instagram @zootecniaemfoco_uespi e no site da disciplina.

 

CAPES seleciona até 30 projetos conjuntos com a Alemanha

Divulgação: A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CCS/CAPES)

A CAPES divulgou o Edital nº 21/2022, com as orientações para a apresentação de propostas ao Programa CAPES/DAAD – Probral. A parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) vai selecionar até 30 projetos de pesquisa conjuntos entre o Brasil e a Alemanha, em todas as áreas do conhecimento. O documento foi publicado no Diário oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 18.

Com a iniciativa, a parceria pretende intensificar a cooperação entre programas de pós-graduação de instituições de ensino superior (IES) brasileiras e alemãs para desenvolver e publicar pesquisas de alto impacto acadêmico, criando redes de pesquisa e de colaboração internacional. Além disso, incentiva o intercâmbio científico entre grupos de pesquisa dos dois países e apoia a mobilidade de professores e pesquisadores em nível de pós-doutorado e alunos em nível de doutorado.

O valor investido será de até R$ 42.406.106,40 ao longo de quatro anos – tempo máximo de duração dos projetos. Durante esse período, estes receberão até 12 bolsas no exterior, além de recursos para auxílio de custeio e missões de trabalho.

Cronograma
As propostas devem ser apresentadas simultaneamente à CAPES e ao DAAD, até o dia 31 de maio. A solicitação de cadastramento de IES do Brasil e do exterior no Sistema de Inscrições da CAPES (Sicapes) só poderá ser feita até o dia 24 do mesmo mês. O resultado será divulgado até o início de dezembro de 2022 e as atividades começam em janeiro de 2023. As bolsas serão implementadas em março e setembro de cada ano.

CRI/UESPI

Em caso de dúvidas, esta Coordenação de Relações Internacionais CRI/UESPI está à disposição para prestar assessoria aos interessados.

Live Edital Ideiaz: saiba como transformar projetos em negócios

Por Liane Cardoso

Nesta quarta-feira (11) aconteceu a apresentação do Edital Ideiaz, no canal do Youtube da UESPI. O objetivo da transmissão era esclarecer sobre as principais abordagens do edital, bem como responder as principais dúvidas relacionadas aos projetos e ideias. O professor Rodrigo Baluz mediou a live, que contou com a presença da professora Vanessa Alencar, diretora do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual do Piauí, e da gerente de projetos da ANPROTEC, Ana Roberta.

“O NIT tem também a função de promover e difundir o empreendedorismo e a inovação dentro da comunidade acadêmica, por isso apoiamos iniciativas como essa”, disse a prof.ª Vanessa na abertura da Live.

A live aconteceu na tarde desta quarta-feira (11)

Programa 

O Programa Ideiaz é realizado pela Anprotec, Sebrae e Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), e visa atender com abrangência nacional, ideias e projetos de negócios inovadores em estágio inicial de todas as regiões do país.

A gerente de projetos da Anprotec explicou que o programa que acontecerá 100% online e atenderá todas as regiões do país. “Serão atendidas mais de 1000 ideias e projetos inovadores neste ano e durante 10 semanas estes empreendimentos receberão 25 horas de apoio”, destacou Ana Roberta.

Critérios e requisitos

Para participar do edital é necessário apresentar uma ideia inovadora ou um projeto de impacto socioambiental, que esteja na fase de criação ou ideação, ou seja, não pode ter sido executado ou comercializado. Também deve ter fins lucrativos.

Como se inscrever

A Equipe deve ter pelo menos 02 pessoas e no máximo 05 para a execução da proposta. Para realizar a inscrição, os candidatos devem acessar a plataforma, preencher o formulário e gravar um vídeo de 03 minutos explicando a proposta submetida.

Em caso de dúvidas, envie um e-mail para: ideiaz@anprotec.org.br

Assista a live completa:

 

#ContaPraGente: aluno explica como é possível simular estruturas vasculares através de cálculos matemáticos

Por Liane Cardoso

Na próxima quarta-feira (11) acontece mais uma live do quadro #ContaPraGente. O aluno Vinicius Marques, estudante do 8º período do curso de Ciências da Computação, da Universidade Estadual do Piauí, contará sua experiência com o trabalho que desenvolve: identificação de anomalias sanguíneas através de cálculos matemáticos.

O projeto começou a ser desenvolvido nesse ano e conta com a orientação do professor Pitágoras Pinheiro e com a colaboração do acadêmico Marcos Vinicius de Oliveira. O trabalho do grupo consiste em simular fenômenos sanguíneos do ponto de vista matemático, médico e computacional, sem a necessidade de intervir diretamente nos pacientes.

A partir de imagens médicas obtidas por meio de softwares, são construídas malhas matemáticas que permitem visualizar a simulação de fluidos. “Com isso também conseguimos simular diversas situações presentes no meio médico, além de possibilitar diversos cálculos para prever, por meio da malha gerada, alguns tipos de problemas de saúde”, relatou Vinicius.

Na live, o estudante detalhará como o projeto é desenvolvido, quais são os recursos utilizados e em que se baseiam seus estudos. A transmissão acontecerá no canal do Youtube da UESPI Oficial a partir das 13h.