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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

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Projeto de Extensão lança boletim epidemiológico sobre a Tuberculose em Parnaíba

Por João Fernandes

Em alusão ao dia mundial do combate à Tuberculose, comemorado no dia 24 de março, professora e alunos do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), do Campus de Parnaíba, lançaram um boletim epidemiológico traçando o perfil da doença em Parnaíba no período de 2017 a 2021.

O estudo foi desenvolvido por meio do projeto de extensão intitulado “INFPAC – Informação para a Ação como estratégia de enfrentamento às doenças e agravos de notificação compulsória no município de Parnaíba”. O projeto consiste em desenvolver atividades com o intuito de conhecer a situação da saúde do município, através da elaboração de Boletins Epidemiológicos e ações voltadas à comunicação em saúde. 

Além disso, um dos propósitos primordial do projeto é auxiliar na democratização do aprendizado, permitindo que os profissionais da saúde e a comunidade parnaibana tenham acesso às informações atualizadas em torno das doenças e agravos de notificações compulsórias.

Segunda a professora Dr. Thatiana Araújo Maranhão, coordenadora do projeto, os Boletins Epidemiológicos são de suma importância, haja vista que sua publicação contribui para avaliação da realidade epidemiológica da área, fundamental para a elaboração de ações e orientação da gestão dos serviços de saúde para a tomada de decisões no combate e controle da Tuberculose. 

“O resultado do trabalho é um ´retrato` da situação da doença. Espera-se que estes dados possam contribuir para a atualização e qualificação dos profissionais de saúde envolvidos no manejo da Tuberculose quanto à situação da doença de modo a subsidiar e orientar as tomadas de decisão, além de auxiliar na implementação de medidas focadas na redução da mortalidade, incidência e abandono do tratamento “, destaca a professora.

As principais conclusões do boletim foram:

1.  O perfil da Tuberculose em Parnaíba mostra que a maioria dos indivíduos acometidos eram homens, pardos, na faixa etária de 20 a 35 anos. O mesmo perfil observado em todo o Brasil.

2. Percebeu-se uma estabilidade na incidência da doença em Parnaíba no período de 2017 a 2021. No entanto, a partir de 2018, evidenciou-se também o preocupante aumento da taxa de abandono do tratamento, quando comparado ao ano de 2017. 

3. Observou-se um aumento da taxa de mortalidade e de letalidade a partir de 2020, acompanhada da diminuição da realização de exames diagnósticos, como a cultura de escarro e a testagem para o HIV. Esses resultados são justificados pela pandemia da COVID-19, visto que a situação de urgência sanitária vivenciada com várias restrições e isolamento social, levou a  diminuição do acesso aos serviços de saúde que dificultaram o diagnóstico. Assim, a gestão e o manejo da Tuberculose foram amplamente prejudicados, levando a consequente quebra na linha de cuidados às pessoas com a doença no mundo inteiro. 

4. Os dados apresentados neste boletim também indicaram expressiva diminuição da taxa de cura a partir de 2019, sendo o abandono do tratamento fator decisivo que contribuiu para este problema.

5. O percentual de Tratamento Diretamente Observado (TDO) vem caindo desde 2017 e essa diminuição se intensificou ainda mais a partir do início da pandemia de COVID-19. 

As principais recomendações foram:

1. Recomenda-se o fortalecimento das ações da vigilância epidemiológica do município junto aos serviços de saúde no que tange às ações que promovam a realização da busca ativa de sintomáticos respiratórios, diagnóstico precoce, tratamento oportuno, prevenção e educação em saúde. 

2. Aumento da cobertura do TDO que possibilitam a redução das taxas de abandono do tratamento, letalidade e mortalidade e elevam a taxa de cura.

Confira o Boletim na Íntegra

Projeto de Extensão visa levar à comunidade externa temáticas relativas ao Direito, Cidadania, Educação e participação social

Por João Fernandes

Professora e alunos do curso de Direito da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Clóvis Moura, desenvolvem o projeto de extensão intitulado “Socializando o Direito: Educação para a Democracia”. O objetivo principal do projeto é levar à comunidade externa da UESPI temáticas relativas ao Direito, Cidadania, Educação e participação social.

De acordo com a professora de Direito e coordenadora do projeto, Hilziane Brito, a iniciativa representa uma excelente  oportunidade aos discentes realizarem atividades complementares de cunho profissional, humano e cidadã, de modo que possam contribuir de forma concreta e diretamente com a vida da sociedade, haja vista que o projeto se trata de um conjunto de atividades integradas de caráter social, cultural, educativo e científico.

“O projeto leva em conta que a extensão universitária também atua sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo interdisciplinar educativo, cultural, científico e político, que promove a interação transformadora entre a Universidade e outros setores da sociedade”, destaca a coordenadora do projeto.

Ainda de acordo com a professora, o projeto visa dilacerar o bloqueio existente entre a infância e juventude e o meio jurídico, levando a discentes do Ensino Fundamental e Médio das escolas públicas situadas no Bairro Dirceu Arcoverde, Zona Sudeste de Teresina, as noções basilares do conhecimento do Direito, bem como acerca de temáticas jurídicas rotineiros do cidadão, como direito ao voto, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Maria da Penha, Conselho Tutelar, Direitos sociais e assistência jurídica gratuita.

Dentre as atividades interdisciplinares, serão realizados seminários, palestras, jornadas e colóquios com participação de profissionais da área jurídica e discentes das escolas atingidas pelo projeto, com o protagonismo desses últimos como mediadores das discussões realizadas durante todo o projeto.

Segundo Isabella Novaes, aluna do 4º período e bolsista do projeto, a iniciativa surgiu a partir da motivação por contribuir de forma efetiva com a Sociedade. Para ela, será uma importantíssima contribuição para a formação de cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres e conhecedores da própria realidade. 

“Nossa expectativa é impactar diretamente na melhoria da realidade social do público-alvo, que, por vezes, desconhece direitos básicos, tendo em vista que o conhecimento de noções jurídicas é, sem dúvidas, essencial para a consolidação da consciência crítica e social de crianças e jovens discentes atingidos pelo projeto”, ressalta as aluna.

A aluna destaca ainda que o projeto agregará conhecimentos e proporcionará experiências que terão um significativo impacto positivo em sua formação acadêmica e profissional.

“É uma oportunidade única para mim, bolsista do projeto, e para os outros discentes extensionistas de participar de atividades práticas aplicando aquilo estudado no nosso cotidiano da vida acadêmica, proporcionando para nós uma formação profissional, mais humana e cidadã. Com isso, a nossa comunidade acadêmica  ganha ao aprender com a comunidade formas de realização da justiça social”, finaliza.

Isabella Novaes, aluna do quarto período e bolsista do projeto