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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

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Curso de Enfermagem: professoras participam de premiações internacionais

Por Vitor Gaspar e Clara Monte 

O Curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) está fazendo sucesso! Duas professoras participaram de premiações internacionais na última semana.

I Board Científico Latino-americano de líderes de opinião

A Professora Sandra Marina participou do I Board Científico, juntamente a doutores de diversos países da América Latina como México, Uruguai, Colômbia, Porto Rico, Chile e Brasil. No evento foi discutido evidências de antisséptico para tratamento de feridas e gestão de exsudato em feridas, além disso ficou definido elaboração de protocolo e publicação de estudos multicêntricos.

Prof. Sandra Marina apresentando o trabalho

Na oportunidade foram apresentadas as experiências exitosas de tratamento realizado em pacientes do Piauí pela equipe de Estomaterapia da UESPI, e para falar sobre isso, a Prof. Sandra Marina conta que o trabalho feito na Instituição utiliza as melhores tecnologias existentes no mercado, possuindo resultados exitosos.

“Por isso nós fomos chamados para participar desse encontro de líderes de opinião e como temos uma especialização creditada pela Sociedade de Estomaterapia e pelo Conselho Mundial, nós trabalhamos com as melhores evidências no tratamento de feridas, esses fatores fizeram com que a gente passasse a ser líderes de opinião”, comenta a docente.

Certificado de participação

Professora da Uespi foi vencedora do Prêmio Jürgen Döbereiner 2022

Herica Emilia Félix de Carvalho,  professora do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), foi vencedora do Prêmio Jürgen Döbereiner 2022, nacional, na modalidade Jovem Editor, outorgado pela Associação Brasileira de Editores Científicos – ABEC Brasil. O prêmio foi concedido pela   sua reconhecida contribuição na editoração científica a frente da Revista Prevenção em Infecção e Saúde (REPIS) como Editora Associada.

Professora Herica Carvalho

A REPIS é uma revista de enfermagem especializada, editada e publicada pelo programa de pós-graduação em enfermagem da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em parceria com o Núcleo de Estudos de prevenção e Controle de Infecção nos Serviços de Saúde da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Tem como escopo a Prevenção e o Controle de Infecções em serviços de saúde, bem como pesquisas epidemiológicas que busquem investigar o perfil das doenças mais prevalentes em ambiente hospitalar fornecendo contribuições para a área da saúde.

Atualmente ela é consultora de 9 revistas, sendo 4 delas internacionais, e acompanha as atualizações na editoração científica para conseguir implementar REPIS. Ela comenta que sua maior contribuição da revista foi na política para ciência aberta e comenta sobre a satisfação no recebimento desse prêmio.

“Esse prêmio é mais do que reconhecimento, é a concretização da minha contribuição com a ciência e, consequentemente, como o melhor para a sociedade. Estou muito feliz e honrada com a oportunidade de compartilhar essa experiência com vocês e a minha expectativa é que as revistas possam experimentar essas mudanças que estão ocorrendo na editoração científica, testar iniciativas que são adotadas por revistas internacionais, assim como a REPIS fez com o fast-track e que rendeu bons frutos”, encerra.

Professora Herica Carvalho durante uma apresentação

Ambas as conquistas, creditam a qualidade de ensino que é desenvolvido dentro da nossa instituição de ensino.

Especialização em Estomaterapia da UESPI realiza consultas gratuitas com pacientes que sofrem de Incontinência Urinária

Por Anny santos

A Coordenação da Especialização em Estomaterapia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), juntamente com o curso de Bacharelado em Enfermagem, está realizando uma capacitação de enfermeiros para atendimentos referentes a incontinência urinária, além de receber e tratar gratuitamente pacientes, previamente agendados, que possuam sintomas da doença, na Faculdade de Ciências Médicas (FACIME/UESPI).

De acordo com a professora Coordenadora da Especialização em Estomaterapia, Sandra Marina, a Estomaterapia é uma área de especialidade específica da enfermagem que trabalha e estuda sobre feridas, incontinências e estomias. Nesse momento, a Especialização encontra-se no módulo de Incontinência e o intuito é que os alunos e profissionais envolvidos possam contribuir para benefício da população, além de desenvolver as habilidades aprendidas.

Enfermeira e monitora da Pós-Graduação em Fisioterapia da UESPI, Edimária Carvalho, enfermeira e Doutoranda Elaine Carininy e Coordenadora da Especialização em Estomaterapia, Sandra Marina.

Enfermeira e monitora da Pós-Graduação em Fisioterapia da UESPI, Edimária Carvalho, enfermeira e Doutoranda Elaine Carininy e Coordenadora da Especialização em Estomaterapia, Sandra Marina.

“Convidamos profissionais renomadas, entre elas a enfermeira e professora Gisela Assis, do Instituto Fluir, que trabalha na prevenção e tratamento das Disfunções Pélvicas, para capacitação dos nossos profissionais, tanto do interior quanto da capital. Qual de fato é o grande problema atual, em relação a incontinência urinária? A desinformação e a falta de diálogo sobre a temática. Perder xixi não é normal e, de maneira geral, mulheres acham que sim”.

Segundo a professora, a musculatura que sustenta a bexiga é a mesma que sustenta o útero e essa musculatura fica frouxa conforme o passar dos anos, mas isso não significa que apenas mulheres mais velhas vivenciem o problema, a doença atinge diferentes faixas etárias. Além disso, ela destaca a diferença entre Incontinência urinária de esforço, caracterizada pela perda involuntária de urina durante esforço, prática de exercício, ao tossir ou espirrar e a Incontinência urinária de urgência, que é a perda de urina precedida de urgência miccional.

O intuito é manter o acompanhamento dessas mulheres que estão sendo atendidas entre hoje e amanhã, dia 02 de setembro. Já estamos montando um ambulatório de Incontinência no Hospital Getúlio Vargas, ambulatório azul, já contamos com uma sala de estomaterapia. O atendimento dessas pessoas e a capacitação dos profissionais reitera o papel da universidade na tríade ensino, pesquisa e extensão”, finaliza Sandra Marina.

Maria Telma Lima, de 66 anos, é uma das inúmeras mulheres atendidas na ação. Para ela, que convive com o problema há cerca de 5 anos, atendimentos de qualidade e gratuitos fazem toda a diferença na melhoria da qualidade de vida. “Eu estava me arrumando hoje pela manhã e vi na TV uma entrevista da doutora sobre incontinência urinária. Tenho esse problema, mas nunca consegui tratamento. Além do constrangimento de passar por isso em situações públicas, é difícil encontrar tratamentos que não recorram a cirurgia, isso torna tudo mais complicado. Apesar de me cuidar ainda preciso de tratamento, logo que vi a matéria corri para ser atendida. Essa ação faz toda a diferença”.

Coordenadora da Especialização em Estomaterapia, Sandra Marina, paciente Maria Telma Lima,e enfermeira e monitora da Pós-Graduação em Fisioterapia da UESPI, Edimária Carvalho.

Coordenadora da Especialização em Estomaterapia, Sandra Marina, paciente Maria Telma Lima e enfermeira e monitora da Pós-Graduação em Fisioterapia da UESPI, Edimária Carvalho.

Para Gisela Assis, fundadora do Instituto Fluir e parceira na ação e capacitação, é importante mostrar para a população que não é normal perder urina e que existem medidas fáceis para resolver e capacitar enfermeiros para fazer o melhor, através da primeira linha de tratamento que são as modificações comportamentais e o treinamento da musculatura.

Gisela Assis, fundadora do Instituto Fluir e parceira na ação e capacitação.

Gisela Assis, fundadora do Instituto Fluir e parceira na ação e capacitação.

“O sistema de saúde hoje, no Brasil, não utiliza a primeira linha de tratamento. Então, a recomendação no mundo, por todas as diretrizes, é que a pessoa que perde urina treine o assoalho pélvico, com exercício simples, além de mudar hábitos prejudiciais adquiridos ao longo da vida. A primeira linha de tratamento resolve quase que 80% dos casos e no Brasil não existe esse tratamento. Se a pessoa sofre com incontinência urinária e procura o serviço de saúde ela é encaminhada para uma cirurgia que não tem necessidade”.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipec (Inteligência e Pesquisa e Consultoria), sob encomenda da Bigfral, empresa especializada em produtos para incontinência urinária, com cerca de 2.000 pessoas aponta que 30% da população brasileira sofre com incontinência urinária. As mulheres são a maioria, somando 68%.

A enfermeira e monitora da Pós-Graduação em Fisioterapia da UESPI, Edimária Carvalho, ressalta a importância da ação realizada. “A pós-graduação está trazendo essas possibilidades de darmos tratamento a essas pessoas, pacientes que perdem xixi e possuem disfunção do assoalho péssimo, não somente na incontinência urinaria, mas também nessa parte de tensão, tensão muscular, dor na relação sexual e pacientes que possuem histórico de incontinência, que podemos oferecer o tratamento adequado”.

Como agendar a consulta?

As consultas estão sendo realizadas na Faculdade de Ciências Médicas (FACIME/UESPI) localizada na R. Olavo Bilac, 2335 – Centro (Sul), Teresina – PI, 64001-280.

É necessário que os interessados procurem a disponibilidade de vagas de forma online, através do WhatsApp: (86) 9 8876-1655

Especialização em Estomaterapia realiza I Encontro Pós Pandemia de Pessoas com Estomias

Por Arnaldo Alves

A Coordenação da Especialização em Estomaterapia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) promoveu I Encontro Pós Pandemia de Pessoas com Estomias, nesta quarta-feira (25), no auditório do Lineu Araújo – Teresina.

Participantes do evento

Participantes do evento

De acordo com a Coordenadora da Especialização em Estomaterapia e Professora da UESPI, Sandra Marina, 40 pessoas estiveram presentes no Encontro.

“Esse momento foi importante para estimular a reativação da Associação de Pessoas com Estomias. Hoje, nós temos cerca de 700 pacientes que necessitam de politicas publicas para realizar seus procedimentos. Desde setembro de 2021, a pós-graduação em Estomaterapia e o curso de Enfermagem da UESPI estão realizando o recadastramento destes pacientes, seguindo a portaria municipal”, aponta.

Equipe responsável pela recadastramento

Equipe responsável pela recadastramento

O evento teve a participação de pacientes, professores, alunos e profissionais da área. A programação contou com apresentação cultural, dinâmicas, palestras e troca de experiências.

Isabel Cristina, aluna da especialização em Estomaterapia, disse que o Encontro oportunizou uma maior aproximação entre pacientes e profissionais que realizam os atendimentos. “Esses depoimentos nos mostram a importância do especialista estomaterapeuta na vida dessas pessoas, tanto no acolhimento como nas orientações. Aprendemos que não é apenas trocar um equipamento coletor (bolsa), mas que damos qualidade de vida. A cada atendimento aprimoramos nosso aprendizado”, ressalta.

Eliezer da Silva Soares é um dos pacientes e estava no Encontro. Para ele, o evento se tornou um centro de condicionamento e encorajamento pra pessoas com Estomias.

“O evento pra mim além de uma demonstração de amor e inclusão, foi um ponto de partida pra eu continuar evoluindo, me aceitando e exercitando a mim mesmo em como ser melhor e buscar o bem coletivo. Sobre o acompanhamento, faltam palavras para expressar minha gratidão. Nunca tinha recebido tamanha segurança, empatia e um tratamento tão delicado e preciso como a coordenadora e sua leal equipe fazem. Nos dando atenção e cuidados clínicos, com paciência e educação. Isso faz com que o processo de reversão da colostomia ocorra com celeridade e confiança e aos que são em caráter definitivo se torne mais leve e com mais qualidade de vida”, destaca.

Roda de conversa do Encontro

Roda de conversa do Encontro

Para a professora da UESPI, Ana Lívia, esse tipo de encontro é de extrema importância para que as pessoas entendam que não estão sozinhas durante o processo de tratamento. “Fui convidada  para realizar uma palestra sobre promoção de saúde mental de pessoas com estomias, adotamos a musicoterapia como metodologia e os alunos também participaram desse momento. Pude entender a beleza que é esse projeto de assistência gratuito ofertado no Liceu e como os profissionais que trabalham com isso tem verdadeira paixão pelo o que estão fazendo”, ressalta.

Além da Especialização em Estomaterapia, o evento foi realizado pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Residência em Coloproctologia da UESPI e Centro Integrado der Saúde Lineu Araújo.

Professoras Sandra Marina e Ana Livia

Professoras Sandra Marina (camisa rosa) e Ana Livia