Por Roger Cunha
A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) inaugurou o Ambulatório de Estomaterapia “Enfermeira Elaine Carininy”, um espaço voltado à assistência especializada em saúde, à formação acadêmica e ao desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão. A unidade está vinculada ao Núcleo de Biotecnologia e Biodiversidade da UESPI.

Ambulatório de Estomaterapia é inaugurado e fortalece ensino, pesquisa e extensão na UESPI
O ambulatório oferece atendimento especializado a pessoas com feridas, estomias e incontinências, utilizando práticas baseadas em evidências científicas e no cuidado humanizado. A iniciativa amplia o acesso da população a serviços especializados e contribui para o fortalecimento da rede de atenção à saúde.
A estomaterapia é uma especialidade da Enfermagem voltada ao cuidado de pessoas com estomias, aberturas cirúrgicas realizadas no corpo para a eliminação de fezes, urina ou secreções, além do tratamento de feridas agudas e crônicas e do manejo de incontinências urinária e fecal. A atuação do estomaterapeuta envolve ações de prevenção, tratamento, reabilitação e orientação aos pacientes e familiares, promovendo qualidade de vida e autonomia.
Além do atendimento à comunidade, o ambulatório funcionará como campo de prática para os 65 discentes matriculados na Especialização em Estomaterapia da UESPI, fortalecendo a formação profissional e a integração entre teoria e prática. O espaço possibilita aos estudantes o desenvolvimento de competências técnicas, científicas e humanas, alinhadas às demandas do sistema público de saúde.

Ambulatório de Estomaterapia é inaugurado e fortalece ensino, pesquisa e extensão na UESPI
O Reitor da Universidade Estadual do Piauí, Professor Doutor Evandro Alberto de Sousa, destacou o significado da entrega do novo espaço para a consolidação das políticas institucionais de saúde, ensino e extensão desenvolvidas pela universidade. Para o gestor, o ambulatório representa não apenas mais uma obra entregue, mas um equipamento estratégico voltado à promoção da dignidade humana e ao fortalecimento da rede pública de saúde. O Reitor ressaltou que o projeto é resultado de um esforço coletivo, sustentado por parcerias institucionais e investimentos voltados à qualificação da assistência e da formação profissional. Nesse sentido, ele reconheceu o trabalho técnico e humano desenvolvido pela coordenação da especialização em Estomaterapia, além do apoio obtido para a aquisição de insumos e equipamentos. “Primeiro, é importante reconhecer o papel fundamental da atuação da professora Sandra Marina, assim como o apoio do deputado Marcos Aurélio Sampaio, que destinou emenda para a compra de insumos e equipamentos”, afirmou.
Segundo ele, o ambulatório se configura como um espaço de atuação integrada, que dialoga diretamente com a rede pública de saúde e com diferentes setores da sociedade. Para ele, o impacto do serviço ultrapassa a dimensão acadêmica, alcançando diretamente a vida das pessoas atendidas. “Este laboratório é fundamental porque realiza um trabalho de grande dimensão no cuidado de pessoas com estomias. É uma atuação feita com dedicação, sensibilidade e humanidade, que transforma realidades”, destacou.

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Ao enfatizar o caráter humanizado do atendimento, o Reitor chamou atenção para os resultados concretos alcançados pelo trabalho desenvolvido no ambulatório, especialmente na prevenção de agravos e na preservação da qualidade de vida dos pacientes. “Muitas pessoas deixaram de sofrer amputações porque a professora Sandra não desiste dessas vidas. Ela acolhe, acompanha e luta por essas pessoas. Isso mostra a força de um trabalho verdadeiramente humano”, pontuou.
O gestor também destacou a estrutura física e tecnológica do espaço, implantado no Núcleo de Biotecnologia e Biodiversidade, ressaltando a qualidade dos equipamentos disponíveis e o potencial do ambulatório como unidade de referência. “Estamos entregando este laboratório em um núcleo gerido com excelência pelo professor Maia, com equipamentos que, em alguns casos, só existem em poucos locais de Teresina. Isso representa um avanço significativo no tratamento em estomaterapia”, afirmou.
Por fim, o Reitor reforçou que a universidade já trabalha para organizar o fluxo de atendimento à população, garantindo o acesso aos serviços por meio do Sistema Único de Saúde, em parceria com a Fundação Municipal de Saúde, além de destacar o reconhecimento nacional da especialização ofertada pela UESPI. “Este laboratório foi pensado para atender a sociedade e trazer dignidade às pessoas. O trabalho desenvolvido aqui posiciona o Piauí entre as melhores referências em estomaterapia do país, e a universidade vai continuar apoiando essa iniciativa”, concluiu.

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A coordenadora da Especialização em Estomaterapia da Universidade Estadual do Piauí, professora doutora Sandra Marina Gonçalves Bezerra, destacou que o novo ambulatório representa um avanço importante para a formação acadêmica e para a assistência em saúde no estado. Segundo ela, o espaço consolida um modelo de atendimento baseado em evidências científicas, integrando ensino, pesquisa e extensão. “A importância desse laboratório é atender pessoas com feridas, estomias e incontinências com as melhores evidências científicas. Hoje contamos com tecnologias como laser e ozonioterapia e, em breve, teremos também concentrados sanguíneos. É um sonho realizado”, afirmou.
A docente explicou ainda que o funcionamento do ambulatório ocorrerá em parceria com a Fundação Municipal de Saúde, com foco inicial em pacientes da Zona Norte de Teresina que já recebem acompanhamento domiciliar. “A ideia é avaliar essas pessoas, fazer a caracterização clínica e, a partir disso, tratar e promover a cicatrização. Já comprovamos, por meio de pesquisas, que o atendimento eficaz gera resultados concretos”, concluiu.
O presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), Samuel Freitas, destacou que a inauguração do Ambulatório de Estomaterapia representa um avanço significativo para o fortalecimento da Enfermagem no estado e para a ampliação do atendimento especializado à população. “Esse ambulatório é a concretização de um sonho da Enfermagem em estomoterapia. Ele amplia as oportunidades de atendimento aos usuários e fortalece uma área da Enfermagem que cresce cada vez mais”, afirmou.

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Samuel Freitas também ressaltou que o novo espaço contribui para enfrentar desafios importantes da saúde pública no Piauí, como os altos índices de amputações decorrentes do diabetes, além de incentivar a pesquisa e a qualificação profissional na área.
A gerente da Gerência de Ações Estratégicas da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Elizabeth Lima, destacou a importância da parceria com a Universidade Estadual do Piauí para a ampliação do atendimento a pessoas com estomias e feridas, especialmente na Zona Norte de Teresina. “Essa parceria é muito importante porque amplia a quantidade de pacientes que podem ser atendidos. Atualmente, não existe ambulatório de feridas na Zona Norte, e esse novo espaço chega para contribuir diretamente com o atendimento à população dessa região”, afirmou.
A aluna do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí, Amanda Versoza, destacou a importância do novo ambulatório para a formação acadêmica e para o fortalecimento da estomaterapia como área de atuação profissional. “A estomaterapia é uma área muito importante para a Enfermagem. Com esse núcleo, teremos mais oportunidades para desenvolver pesquisas, atuar na cicatrização de feridas e ampliar a formação acadêmica. É uma área muito procurada e que ainda tem poucos pontos de atendimento no Piauí, então esse espaço vai permitir alcançar mais pessoas que precisam desse cuidado”, afirmou.

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O ambulatório recebe o nome de “Enfermeira Elaine Carininy” em homenagem à profissional cuja trajetória foi marcada pela dedicação à Enfermagem, pela atuação ética e pela contribuição significativa na área da estomaterapia. A iniciativa reconhece seu legado e sua importância para a formação e o cuidado em saúde.
O esposo da homenageada, Antônio Newton, um dos representantes da família de Elaine Carininy, destacou o significado da homenagem e o legado construído ao longo da trajetória profissional da enfermeira, marcada pela dedicação à estomaterapia e pelo cuidado humano. “Desde que ingressou na Enfermagem, Elaine sempre teve o sonho de trabalhar com a estomaterapia e com o cuidado às pessoas com feridas. Ela aprofundou seus conhecimentos, compartilhou o que sabia e, acima de tudo, ajudou muitas pessoas. A estomaterapia, para ela, era mais do que uma especialidade, era um instrumento para cuidar, acolher e transformar vidas”, afirmou.

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Antônio Newton ressaltou ainda que a homenagem representa o reconhecimento de uma trajetória pautada pela ética, pela sensibilidade e pelo compromisso com o outro. “Ela usou o estudo, o conhecimento e o trabalho para ajudar as pessoas. Esse foi o maior legado que ela deixou. Por isso, ter o nome dela eternizado neste espaço é algo muito justo e significativo para toda a família”, concluiu.