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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

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Governador anuncia construção de restaurante universitário e auditório no campus Torquato Neto

Por Raíza Leão

Durante o discurso na solenidade de posse do Reitor Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro e da Vice-reitora Professora Doutora Fábia Buenos Aires, o Governador do Piauí, Rafael Fonteles, anunciou novos investimentos estruturantes para a Universidade Estadual do Piauí (UESPI), com destaque para a construção de um restaurante universitário no campus Torquato Neto e a autorização para a edificação de um novo auditório para a instituição.

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

Os anúncios foram feitos diante de professores, técnicos, estudantes e autoridades, em um momento que o governador classificou como histórico para a universidade. Segundo Rafael Fonteles, as medidas fazem parte de uma decisão firme do Governo do Estado de ampliar os investimentos na Uespi, reconhecendo o papel estratégico da instituição no desenvolvimento social e econômico do Piauí.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

“A nossa universidade estadual do Piauí pertence, sobretudo, ao povo do Piauí que a financia. É muito importante que a instituição nunca perca o norte da sua razão de existir”, afirmou o governador, ao reforçar que a universidade deve manter sintonia permanente com a sociedade que a sustenta por meio dos impostos.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Um dos principais anúncios foi a autorização imediata para o início do projeto do restaurante universitário no campus Torquato Neto, em Teresina. De acordo com o governador, a obra começa por esse campus e, posteriormente, será expandida para outras unidades da UESPI.

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

“Nós estamos autorizando hoje já começar a fazer o do Torquato Neto. Pode fazer o projeto que esse ano vai ser feito. Depois, com calma, nós vamos para o Clóvis Moura e, em seguida, para os campi do interior”, declarou Rafael Fonteles, ressaltando que a iniciativa fortalece a política de assistência estudantil e contribui para a permanência dos alunos na universidade.

Outro anúncio foi a autorização da construção de um auditório para a universidade, demanda antiga da comunidade acadêmica. O governador lembrou que o pedido havia sido feito pelo ex-Reitor Evandro Alberto, durante sua gestão. “Você me pediu um auditório de vergonha pra Uespi. Eu não atendi naquele momento, mas vou atender hoje. Nós vamos autorizar o auditório de vergonha pra UESPI”, afirmou.

Durante o discurso, Rafael Fonteles destacou que o Governo do Estado já anunciou cerca de R$100 milhões em obras para todos os campi da UESPI, tanto na capital quanto no interior. Segundo ele, todas as unidades possuem obras entregues ou em andamento, com a meta de conclusão neste ano.

Entre os municípios contemplados estão Parnaíba, Piripiri, Campo Maior, Teresina, Corrente, Uruçuí, Floriano, São Raimundo Nonato, Oeiras, Bom Jesus e Picos. “Todos os campi têm obras entregues ou em execução, e o nosso objetivo é concluir tudo até o próximo ano”, afirmou o governador.

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

Quatro novos campi

O governador também autorizou a retomada e expansão de campi presenciais da UESPI nos municípios de Paulistana, Valença, Barras e União. Segundo ele, a escolha dessas cidades segue critérios técnicos, considerando a demanda populacional e a necessidade de interiorização do ensino superior público. “Esses quatro territórios se justificam porque havia uma demanda reprimida e porque são regiões estratégicas do estado”, explicou.

Ao se dirigir diretamente ao novo reitor, Rafael Fonteles reafirmou o compromisso do governo com a qualidade do ensino e a valorização da comunidade acadêmica, garantindo que não haverá disciplinas sem professores na universidade, desde que haja planejamento responsável. “Não vai ter nenhuma disciplina sem professor na Universidade Estadual do Piauí. Mas é preciso planejamento, porque tudo tem impacto no orçamento”, pontuou.

Encerrando a fala, o governador reforçou o apoio à nova gestão da UESPI e destacou que os investimentos em infraestrutura, assistência estudantil e capital humano colocam a universidade em um novo patamar. “Quando há sintonia entre a universidade, o governo e o povo, os investimentos acontecem e quem ganha é a sociedade piauiense”, conclui.

UESPI inicia novo ciclo com posse do Reitor e da Vice-reitora durante celebração dos 40 anos

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizou, nesta terça-feira, a solenidade oficial de posse do Reitor, Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro, e da Vice-Reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires, marcando o início da nova gestão para o quadriênio 2026–2030. O evento aconteceu no teatro do Centro de Convenções de Teresina e reuniu autoridades políticas, gestores públicos, representantes institucionais e a comunidade acadêmica.

A cerimônia contou com a presença do Governador do Estado do Piauí, Rafael Fonteles, do presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Severo Eulálio, da Reitora da UFPI Professora Nadir Nogueira, Reitor do IFPI Professor Paulo Borges, Reitor da UFDPar Professor Doutor João Paulo Sales Macedo, ex-gestores da universidade, docentes, técnicos administrativos, estudantes e convidados. A solenidade também simbolizou um momento especial para a instituição, uma vez que a nova gestão coincide com as comemorações dos 40 anos da UESPI.

Créditos: Danilo kelvin ASCOM UESPI

Durante o ato, foram apresentados os princípios que nortearão a administração da universidade nos próximos quatro anos, com destaque para o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão, a valorização dos profissionais da educação, a ampliação da assistência estudantil e o avanço da interiorização do ensino superior público no estado.

Créditos: Danilo kelvin ASCOM UESPI

Ao assumir oficialmente o cargo, o Reitor Paulo Henrique Pinheiro destacou o clima de confiança e a importância do processo de transição para garantir a continuidade administrativa da instituição.

“Nossa gestão que se inicia hoje coincide com esse marco histórico da UESPI. Estamos muito tranquilos e confiantes em um bom início de gestão, porque fizemos todo um trabalho de transição, muito apoiados pela gestão do professor Evandro Alberto, que colocou sua equipe em contato com a nova equipe gestora, permitindo todo o encaminhamento necessário para esse começo. Viva a UESPI!”, afirmou.

Créditos: Danilo kelvin ASCOM UESPI

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

A Vice-reitora Fábia Buenos Aires ressaltou o caráter simbólico da solenidade e enfatizou os valores que irão orientar a nova administração, destacando a importância da transparência, do diálogo e da eficiência. “Hoje a universidade recebe a comunidade e a sociedade. O objetivo aqui é agradecer e, ao mesmo tempo, congratular a comunidade acadêmica. A posse solene, conduzida pelo nosso governador Rafael Fonteles, é marcada por um sentimento de gratidão e por muitas boas expectativas para este quadriênio. Teremos muito trabalho e, acima de tudo, transparência, respeito e eficiência como marcas da nossa gestão”, pontuou.

Créditos: Danilo kelvin ASCOM UESPI

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

O Governador Rafael Fonteles, responsável por oficializar a posse, reforçou o compromisso do Governo do Estado com a UESPI e destacou o papel estratégico da universidade no desenvolvimento do Piauí.

“Quero agradecer a presença dos professores, técnicos e estudantes, neste momento solene da posse do novo Reitor e da nova Vice-reitora, e também da prestação de contas da gestão anterior, do Reitor Evandro e do Vice-reitor Jesus. Isso demonstra que todos estão percebendo a importância da Universidade Estadual do Piauí. Há uma decisão firme do Governo do Estado e do povo do Piauí de investir cada vez mais nessa instituição, fundamental para o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.

Créditos: Danilo kelvin ASCOM UESPI

O governador enfatizou ainda que a universidade pertence à sociedade piauiense e deve manter sua missão pública como eixo central de sua atuação. “A UESPI pertence, sobretudo, ao povo do Piauí, que a financia. É importante que a instituição nunca perca o norte da sua razão de existir. Professores, técnicos, estudantes e a gestão precisam entender que é essa sintonia fina entre a universidade e o povo do Piauí que permitirá ousar mais: ampliar cursos, melhorar a qualidade do ensino, valorizar os profissionais e fortalecer a assistência estudantil. A universidade não é um fim em si mesma; ela existe para servir à sociedade”, completou.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Durante a solenidade, o ex-Reitor Evandro Alberto também foi homenageado e, em seu pronunciamento, destacou o papel coletivo da comunidade acadêmica na consolidação da universidade ao longo dos últimos anos.

“Quero falar de vocês, de todos que compõem a Universidade Estadual do Piauí. Dos guerreiros e guerreiras, professores e professoras, que acreditaram quando era mais fácil desistir; dos técnicos e colaboradores que seguraram a onda nos dias mais difíceis; dos diretores, coordenadores, assessores e chefes de departamento que viraram noites para fazer desta universidade um lugar melhor. Vocês são os verdadeiros construtores dessa nova UESPI. Minha gratidão transborda. E não posso deixar de agradecer, com toda a força do meu coração, a esse gigante que transformou a universidade: o governador Rafael Fonteles”, declarou.

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

Além dos atos formais, a solenidade foi marcada por um geral do evento que celebrou a história e a identidade da UESPI. O público presente pôde prestigiar uma exposição comemorativa dos 40 anos da universidade, instalada no hall do Centro de Convenções, reunindo registros históricos, imagens e marcos institucionais. A programação contou ainda com apresentações culturais, incluindo danças, performances artísticas e coral, valorizando a produção cultural e o talento da comunidade acadêmica.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Com mais de quatro décadas de atuação, a Universidade Estadual do Piauí reafirma, com a posse da nova administração superior, seu compromisso com a excelência acadêmica, a gestão democrática e o fortalecimento da educação pública piauiense, iniciando um novo ciclo de trabalho e desenvolvimento para o período de 2026 a 2030.

Créditos: Danilo kelvin ASCOM UESPI

“O sonho virou legado”: exposição UESPI 40 anos abre as comemorações do aniversário da instituição

Por Raíza Leão 

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizou, nesta terça-feira (20), em comemoração pelos seus 40 anos de fundação a abertura da exposição “UESPI 40 anos – o sonho virou legado” e a apresentação do espetáculo “UESPI de todos os cantos e encantos”, no Centro de Convenções de Teresina. As atividades integraram a solenidade de posse do Reitor, Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro, e da Vice-Reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires, que estarão à frente da instituição no quadriênio 2026–2030.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Em 2026, a UESPI completa quatro décadas de existência, tendo como marco histórico a realização do seu primeiro vestibular, em 1986. Na ocasião, foram ofertadas 240 vagas para os cursos de Licenciatura em Pedagogia/Magistério, Ciências/Biologia, Ciências/Matemática, Letras/Português e Letras/Inglês, voltados principalmente à formação de professores da Educação Básica, além do curso de Bacharelado em Administração de Empresas, aberto à população em geral. Desde então, a universidade consolidou-se como referência no ensino superior público estadual, com forte atuação na interiorização, na inclusão social e no desenvolvimento do Piauí.

Exposição percorre quatro décadas da história da UESPI

Aberta ao público no hall do Centro de Convenções de Teresina, a exposição “UESPI 40 anos – o sonho virou legado” apresenta um recorte histórico da universidade por meio de fotografias e documentos institucionais, organizados em quatro ilhas audiovisuais que representam diferentes fases da trajetória da instituição.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

A primeira ilha retrata o período de 1986 a 1996, destacando a criação da universidade e o início do processo de interiorização. A segunda aborda os anos de 1996 a 2006, marcados pela expansão da UESPI e pela consolidação do processo democrático interno, com a realização de eleições. A terceira ilha representa a década de 2006 a 2016, quando a universidade passou a integrar programas federais de ensino, como o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Já a quarta década, de 2016 a 2026, apresenta a UESPI contemporânea, caracterizada por investimentos em infraestrutura e por um olhar voltado para o futuro.

A exposição foi idealizada pelo Reitor Paulo Henrique Pinheiro e tem como curadores o técnico-administrativo da UESPI, Oscar Carvalho, a professora doutora em História, Daiane Rufino, e a jornalista Valéria Neves.

Durante a solenidade, a Vice-Reitora Professora Doutora Fábia Buenos Aires destacou que celebrar os 40 anos da UESPI é reafirmar o papel da universidade na transformação social do Piauí. Segundo ela, a programação une memória, cultura e educação, fortalecendo a identidade institucional e projetando novos desafios para o futuro da universidade pública estadual.

Espetáculo destaca identidade, diversidade e modernização da universidade

O espetáculo “UESPI de todos os cantos e encantos” foi apresentado em três atos e contou com a direção de Moisés Chaves. O diretor ressaltou o compromisso institucional com a arte e a cultura. “Chamou-me a atenção o compromisso com a arte, a cultura e a educação demonstrado pelo Reitor Paulo Henrique, que também é autor do texto do espetáculo. Fica muito fácil trabalhar com quem tem amor, respeito às diferenças e reconhecimento da contribuição de cada um para a construção de uma sociedade plural. O teatro é esse instrumento de comunicação entre o palco e o público”, afirmou.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

No primeiro ato, “Nossas origens: o chão que nos funda”, o coral indígena Jobaji Ywy Terra, coordenado pela cacique Aliã Wamiri Guajajara, reuniu 20 participantes e representou a memória ancestral do Piauí. Para o Reitor Paulo Henrique Pinheiro, idealizador do espetáculo, o momento simboliza a essência da universidade. “A UESPI nasceu neste mesmo chão, fundada no saber e na diversidade. As origens do Piauí e da UESPI se entrelaçam no respeito à história, à cultura e à diversidade. Esse ritual simboliza nossa identidade, resistência e sabedoria, lembrando que todo futuro se constrói honrando nossas raízes”, destacou.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

O segundo ato retratou o processo de interiorização e consolidação da UESPI como uma das principais instituições de ensino superior do Piauí, com a participação do grupo afro-cultural Coisa de Nêgo, coordenado por Gilvano Quadros. O canto e a dança afro simbolizaram a força, a resistência e a criatividade do povo piauiense, representando os caminhos abertos e os saberes que se espalham pelo estado, assim como a expansão da universidade.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

O terceiro e último ato expressou a modernização da UESPI por meio da dança “As Rendeiras”, apresentada pelo corpo de dança da instituição, com direção de Derson Rodrigues e coordenação da professora Renata Batista Pinheiro. A coreografia simboliza a transmissão de saberes entre gerações, unindo tradição e inovação. “Ao unir dança popular e folclórica, a obra homenageia a delicadeza da renda e a força do trabalho manual, exaltando a cultura ancestral e a resistência do nosso povo. É uma coreografia que emociona, educa e reafirma a importância de preservar nossas manifestações culturais”, destacou a professora.

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

Presente na solenidade, o governador do Estado do Piauí, Rafael Fonteles, ressaltou a importância da UESPI para o desenvolvimento do estado. “Estou muito feliz em participar desse momento solene da nossa Universidade Estadual do Piauí, que completa 40 anos, juntamente com a posse do novo Reitor, Professor Paulo Henrique, e da Vice-reitora, Professora Fábia. Encerramos também um ciclo muito exitoso da gestão do Professor Evandro Alberto e do Vice-reitor Doutor Jesus, que fizeram muito pela instituição, com o apoio do povo do Piauí por meio do Governo do Estado. Não tenho dúvidas de que o próximo mandato dará continuidade a esse trabalho”, afirmou.

Créditos: Raíza Leão ASCOM UESPI

Para o estudante Maycks Filho, aluno do curso de direito da UESPI, participar desse momento histórico foi motivo de orgulho. “É muito gratificante perceber o quanto a universidade evoluiu nesses 40 anos. Como aluno, dá para ver que houve muito avanço, e com a nova gestão do Reitor e da Vice-reitora, a tendência é evoluir ainda mais. Foram 40 anos de crescimento e, com certeza, muitos outros virão pela frente”, afirmou.

Ao articular memória institucional e expressão artística, a programação que abre as comemorações pelos 40 anos da UESPI reafirma o compromisso da universidade com a valorização de sua história, da diversidade cultural e da educação pública de qualidade, projetando o futuro da instituição como agente fundamental de transformação social, cultural e educacional no Piauí.

 

Reitor empossa novos Pró-reitores com destaque para a qualificação técnica da gestão

 Por Raíza Leão

O Reitor da Universidade Estadual do Piauí, Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro empossou os novos Pró-reitores da instituição, que serão responsáveis pelas políticas de ensino, pesquisa, extensão, administração e planejamento da Universidade.

A solenidade aconteceu na manhã desta terça-feira (20),  no Auditório do Palácio Pirajá, no Campus Poeta Torquato Neto, em Teresina, e marcou a posse dos integrantes da nova Administração Superior da UESPI para o quadriênio de janeiro de 2026 a janeiro de 2030. O ato consolida a equipe da nova gestão e reafirma o compromisso da universidade com a educação pública de qualidade, o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão, além do desenvolvimento social do Estado do Piauí.

Magnífico Reitor Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro/Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

O Magnífico Reitor Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro, oficializou os nomes que estarão à frente das principais Pró-Reitorias da UESPI, responsáveis pela formulação e execução das políticas acadêmicas, administrativas, financeiras, de pesquisa, extensão e de assistência estudantil ao longo da nova gestão.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Durante o evento, o Reitor da UESPI, Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro, destacou a expectativa positiva em relação ao trabalho da nova equipe e ressaltou o caráter representativo e técnico dos gestores empossados. “A expectativa é a melhor possível. A equipe técnica escolhida é muito competente e representativa, a exemplo da gestão anterior. Ao longo do dia, vamos vivenciar uma série de eventos que fazem parte do rito de transmissão de cargo e da transição entre as gestões”, afirmou o Reitor.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

 

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

A Vice-reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires, ressaltou o significado do momento e enfatizou os princípios que nortearão a atuação da nova equipe gestora. “É um momento de muita alegria receber a nossa equipe e parabenizá-la por aceitar o convite de fazer parte da gestão da universidade. O nosso trabalho é técnico e profissional, mas, acima de tudo, é humano”, destacou.

Segundo a Vice-reitora, a nova gestão seguirá pautada por valores que orientam a relação com a comunidade acadêmica. “Acolhimento, respeito, transparência e eficiência são pilares da nossa gestão. O nosso desejo é que essas palavras não sejam apenas discurso, mas que representem, de fato, aquilo que vivenciamos diariamente na universidade”, reforçou.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Durante a solenidade, o Magnífico Reitor Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro e a Vice-Reitora Professora Doutora Fábia Buenos Aires,  também realizaram a entrega das portarias de nomeação e dos atos de posse dos cargos de assessoramento da Universidade Estadual do Piauí.

Foram nomeados: Nouga Cardoso Batista, como Assessor Técnico Especial para Educação a Distância; Jesus Antônio de Carvalho Abreu, como Assessor Técnico Especial para Hospitais Escola; Luís Gonzaga Medeiros de Figueiredo Júnior, como Assessor Técnico Especial de Infraestrutura e Obras; Maurício Rego Mota da Rocha, como Assessor Técnico Especial de Tecnologia da Informação e Inteligência Artificial; Lya Rachel Brandão e Mendes Pinheiro, como Chefe da Assessoria Jurídica; e Maria de Jesus Daiane Rufino Leal, como Diretora de Comunicação.

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Conheça a equipe de Pró-reitores da UESPI

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG)
A PREG passa a ser conduzida pelo Professor Doutor Arnaldo Silva Brito, tendo como Pró-reitora adjunta a Professora Doutora Roselis Ribeiro Barbosa Machado.

Natural de Buriti dos Lopes (PI), Arnaldo Silva Brito é graduado em Matemática pela UFPI, mestre pela UFC e doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pela UFRJ. Professor efetivo da UESPI desde 2004, possui ampla experiência em gestão acadêmica, com passagens pela coordenação de cursos, PROFMAT, NEAD, Universidade Aberta do Piauí (UAPI) e pela SEDUC.

Pró-reitor da PREG, Professor Doutor Arnaldo Silva Brito/ Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Roselis Machado é graduada em Ciências Biológicas, mestre em Botânica e doutora em Geografia, com trajetória consolidada na gestão educacional e atuação nas áreas de Botânica Aplicada, Biogeografia e Educação.

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROP)
A PROP será liderada pela Professora Doutora Ivoneide Pereira Alencar, com a Professora Doutora Brunna Verna Castro Gondinho como pró-reitora adjunta.

Pró-Reitora da PROP, Professora Doutora Ivoneide Pereira Alencar

Ivoneide possui formação multidisciplinar, com doutorado em Educação e pós-doutorado em Direito pela Università degli Studi di Messina, na Itália. Na UESPI, já exerceu a Pró-Reitoria de Extensão, acumulando experiência na condução de políticas institucionais.

Brunna Gondinho é graduada em Odontologia, com mestrado e doutorado pela UNICAMP, docente e coordenadora do curso de Odontologia da UESPI, com atuação na saúde coletiva.

Pró-reitora adjunta, Professora Doutora Brunna Verna Castro Gondinho/ Créditos: Danilo Kelvin ASCOM

Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX)
A PREX será conduzida pela Professora Doutora Fabiana Teixeira de Carvalho Portela, com a Professora Rosineide Candeia de Araújo como Pró-reitora adjunta.

Pró-Reitora da PREX, Professora Doutora Fabiana Teixeira de Carvalho Portela/ Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Fabiana é fisioterapeuta, doutora em Engenharia Biomédica e professora da UESPI desde 2009, com atuação na coordenação de curso, direção de centro e conselhos superiores.

Pró-reitora adjunta da PREX, Professora Rosineide Candeia de Araújo

Rosineide é engenheira agrônoma, mestre em Manejo e Conservação do Solo, docente da UESPI desde 2004 e ex-vice-reitora da instituição, com ampla experiência na gestão universitária.

Pró-Reitoria de Administração (PRAD)
A PRAD passa a ser comandada pelo Professor Doutor Evandro Alberto de Sousa, tendo como Pró-reitor adjunto Gerson Almeida da Silva.

Pró-reitor da PRAD, Professor Doutor Evandro Alberto de Sousa

Evandro é jornalista, doutor em Serviço Social e professor da UESPI, com passagem pelos cargos de Diretor de campus, Vice-reitor e Reitor da universidade.

Pró-reitor adjunto Gerson Almeida da Silva.

Gerson Almeida é advogado e técnico administrativo efetivo da UESPI desde 2006. Sua nomeação representa um marco histórico, sendo a primeira vez que um técnico administrativo integra a Administração Superior da instituição.

Pró-Reitoria de Planejamento e Finanças (PROPLAN)
A PROPLAN será liderada pelo Professor Kerle Pereira Dantas, com o Professor Lucídio Beserra Primo como pró-reitor adjunto.

Pró-reitor da PROPLAN, Professor Kerle Pereira Dantas

Kerle é professor do Campus Clóvis Moura e analista do Tesouro Estadual da SEFAZ-PI, com experiência na elaboração do Plano Plurianual (PPA) e em projetos estratégicos de planejamento governamental.

Pró-reitor adjunto, Professor Lucídio Beserra Primo/ Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Lucídio é mestre em Controladoria, professor da UESPI e já exerceu a Pró-Reitoria de Planejamento e Finanças entre 2022 e 2025.

Com a posse dos novos Pró-Reitores, a Universidade Estadual do Piauí consolida uma equipe plural, experiente e comprometida com o fortalecimento institucional, a valorização da comunidade acadêmica e a ampliação do papel social da universidade pública no estado.

Durante a cerimônia, o Magnífico Reitor Paulo Henrique convidou os presentes e também contextualizou a programação institucional que marcou o dia, integrando a posse administrativa às comemorações dos 40 anos da UESPI.

“Além da transmissão de cargo no Salão da Reitoria e da posse dos pró-reitores, no final da tarde haverá ainda a abertura de uma exposição no Centro de Convenções alusiva aos 40 anos da universidade, seguida do espetáculo cultural “UESPI de Todos os Cantos e Encantos’” e, posteriormente, da posse solene, com a presença do governador e de demais autoridades”, completou.

UESPI realiza solenidade de transmissão de cargo de Reitor e Vice-Reitora e inicia novo ciclo administrativo para o quadriênio 2026–2030

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) promoveu, nesta terça-feira (20), no Salão da Reitoria do Palácio Pirajá, em Teresina, a cerimônia administrativa de transmissão de cargo da Reitoria. O evento oficializou a passagem da gestão do Professor Doutor Evandro Alberto e do Vice-reitor, Professor Doutor Jesus Abreu, para o Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro e a Professora Doutora Fábia Buenos Aires, que assumem a condução da universidade no quadriênio 2026–2030, reafirmando o compromisso da instituição com a educação pública, a ciência e o desenvolvimento social do Piauí.

Reitor Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro e a Vice-reitora Professora Doutora Fábia Buenos Aires/ Créditos: Filipe Benson ASCOM UESPI

Realizada em ambiente solene e institucional, a cerimônia simbolizou o início de um novo ciclo administrativo e o fortalecimento das ações da UESPI, consolidando a transição para uma nova etapa administrativa. Durante seu pronunciamento, o Reitor destacou o processo de construção coletiva do plano de gestão e a importância do diálogo com a comunidade acadêmica.

Cerimônia Administrativa de transmissão de cargo para o Reitor, Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro, e a Vice-reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires./ Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

“Recebemos esse momento com serenidade e tranquilidade. Ele é o coroamento de um esforço desenvolvido no ano passado, quando ouvimos a comunidade acadêmica dos 18 campi e centros para construir nosso plano de gestão, que foi aprovado por quase 70% dos votos válidos”, afirmou o Reitor Paulo Henrique Pinheiro.

Reitor, Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro/ Créditos: Filipe Benson ASCOM UESPI

O gestor também ressaltou a importância do processo de transição administrativa realizado em diálogo com a gestão anterior, o que permitiu um diagnóstico detalhado das pró-reitorias e das principais demandas da instituição. “Houve uma abertura muito importante da gestão do professor Evandro, permitindo que as equipes se aproximassem para realizar diagnósticos situacionais. Isso nos possibilitou mapear as necessidades mais urgentes, especialmente para o início do período letivo de 2026.1, garantindo que a nova equipe assuma com a missão de organizar o semestre da forma mais tranquila possível”, completou.

Reitor Professor Doutor Paulo Henrique Pinheiro e o ex Reitor Doutor Evandro Alberto/Créditos: Filipe Benson ASCOM UESPI

A Vice-reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires, destacou o sentimento de gratidão e o compromisso com uma gestão colaborativa, voltada para o fortalecimento institucional da universidade. “Sinto, antes de tudo, gratidão pela confiança que a comunidade acadêmica depositou na nossa chapa e na nossa gestão. É também uma satisfação fazer parte da UESPI, uma universidade que representa muito para o Piauí e também para o Maranhão, de onde eu venho”, pontuou.

Vice-reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires/ Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Segundo a Vice-reitora, o papel da vice-reitoria será de somar esforços e contribuir diretamente para o crescimento da instituição. “Como Vice-Reitora, meu objetivo é estar à disposição do magnífico reitor, dentro do que o estatuto permite, e contribuir para esse processo de organização, ampliação e engrandecimento que a universidade vive”, afirmou.

Vice-reitora, Professora Doutora Fábia Buenos Aires / Créditos: Danilo Kelvin ASCOM UESPI

Ao tratar das prioridades da nova gestão, Fábia Buenos Aires destacou a necessidade de avançar em áreas estratégicas, como pesquisa, pós-graduação e qualificação do ensino. “Tivemos avanços importantes na área de infraestrutura, mas precisamos investir ainda mais na pesquisa e nas pós-graduações. Nosso maior objetivo é qualificar o ensino, zerar disciplinas em aberto e ampliar a formação dos servidores, fortalecendo a contribuição da UESPI para o desenvolvimento do Piauí”, enfatizou.

Ao longo de sua história, a UESPI construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública e pela participação ativa da comunidade acadêmica, princípios que se reafirmam neste novo ciclo de gestão.

A cerimônia foi encerrada com uma apresentação do Coral da Universidade, que prestou uma homenagem especial ao momento, reforçando o caráter simbólico e institucional da solenidade. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da UESPI no YouTube, permitindo o acompanhamento da comunidade acadêmica e da sociedade em geral.

UESPI passa a contar com Programa de Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Neonatal

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) passa a contar com o Programa de Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Neonatal, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI), a Escola de Saúde Pública (ESP) e a Maternidade Dona Evangelina Rosa. A iniciativa amplia a oferta de formação especializada em uma área estratégica para a saúde pública e prevê bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde para profissionais de Fisioterapia, Enfermagem e Psicologia.

A implantação do novo programa está inserida no processo de expansão das residências em saúde da UESPI. Para o Pró-Reitor da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROP), Prof. Dr. Rauirys Alencar, o programa representa um avanço estruturante na política de formação em saúde da instituição. “A aprovação do Programa de Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Neonatal representa um avanço estruturante para a política de formação em saúde da UESPI. Nos últimos quatro anos, a universidade consolidou um processo de expansão contínua das residências, passando de 2 para 6 programas e elevando o número de residentes de 31 para aproximadamente 150 apenas nas modalidades multiprofissionais”, destacou.

Segundo o Pró-Reitor, esse crescimento é resultado de investimentos em planejamento acadêmico, fortalecimento da preceptoria e articulação com a SESAPI e o Ministério da Saúde. “O novo programa, com bolsas financiadas pelo próprio Ministério e vagas para Fisioterapia, Enfermagem e Psicologia, amplia a capacidade da instituição de formar profissionais especializados em áreas críticas para o SUS”, completou.

A coordenadora da Comissão de Residência Multiprofissional (COREMU), Profa. Dra. Sonia Campelo, ressaltou que a criação da residência responde a demandas concretas dos serviços de saúde do estado. “A criação da Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Neonatal atende a uma demanda concreta dos serviços de saúde do Estado do Piauí. A Neonatologia requer equipes multiprofissionais com formação específica, considerando a complexidade do cuidado ao recém-nascido de alto risco”, afirmou.

Ela destacou ainda que o programa está alinhado à estratégia institucional da UESPI de qualificar profissionais para áreas prioritárias e fortalecer as redes assistenciais. “O crescimento das residências nos últimos anos resulta de um esforço institucional consistente e estabelece bases sólidas para ampliar a capacidade formativa e contribuir para a melhoria dos indicadores de saúde no estado”, pontuou.

Com coordenação da profa. Dra. Laysa Falcão, a Residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Neonatal nasce integrada às necessidades reais do campo assistencial, especialmente no cuidado neonatal de alta complexidade. 

 

Ouvidoria da UESPI conquista 2º lugar no III Concurso de Boas Práticas em Ouvidoria Pública

Por Raíza Leão

A Ouvidoria da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) foi certificada pela Ouvidoria-Geral do Estado do Piauí (OGE/PI) com o 2º lugar da Categoria 1 doIII Concurso de Boas Práticas em Ouvidoria Pública”, reconhecimento que destaca o trabalho desenvolvido pela instituição na promoção da escuta qualificada e do atendimento ao cidadão.

2º lugar da Categoria 1 do “III Concurso de Boas Práticas em Ouvidoria Pública” – Imagens Danilo Kelvin/ ASCOM UESPI

O concurso tem como objetivo reconhecer, valorizar e incentivar as ouvidorias setoriais que se destacam na prestação de serviços à população, além de identificar práticas inovadoras e eficientes que contribuam para o fortalecimento da rede de ouvidorias do Estado do Piauí. Participam da iniciativa as ouvidorias vinculadas à rede do Governo do Estado, reforçando o compromisso com a transparência, a melhoria contínua da gestão pública e a participação social.

Imagens Danilo Kelvin/ ASCOM UESPI

Durante a solenidade de certificação, o Reitor da UESPI, Professor Doutor Evandro Alberto, parabenizou a equipe pelo resultado alcançado e destacou o trabalho desenvolvido pela Ouvidoria da universidade. “A Ouvidoria da UESPI conquistou o segundo lugar na primeira categoria do concurso, resultado de um trabalho sério e comprometido, desenvolvido sob a coordenação da professora Beneilde. Parabenizo toda a equipe pela conquista e pela dedicação demonstrada”, ressaltou o Reitor.

2º lugar da Categoria 1 do “III Concurso de Boas Práticas em Ouvidoria Pública” – Imagens Danilo Kelvin/ ASCOM UESPI

A ouvidora da UESPI, professora Beneilde Cabral Moraes, enfatizou que a premiação é fruto de um esforço coletivo e do apoio institucional da gestão superior. “Esse reconhecimento é resultado do trabalho contínuo que desenvolvemos na Ouvidoria da UESPI. Um esforço coletivo que só foi possível graças ao apoio institucional da Reitoria. Agradeço, em especial, ao professor Evandro pelo incentivo e confiança”, afirmou.

2º lugar da Categoria 1 do “III Concurso de Boas Práticas em Ouvidoria Pública” – Imagens Danilo Kelvin/ ASCOM UESPI

O Ouvidor-Geral do Estado do Piauí, Raimundo Dutra, que também é docente da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), destacou a importância do concurso como instrumento de valorização das boas práticas no serviço público. “O Concurso de Boas Práticas é uma forma de reconhecer o esforço das ouvidorias setoriais em aprimorar o atendimento à população e fortalecer a cultura de escuta e participação social. Cada edição reafirma o compromisso do Governo do Estado com a transparência, a eficiência e a valorização das boas iniciativas no serviço público”, pontuou.

Ouvidor-Geral do Estado do Piauí, Raimundo Dutra – Imagens Danilo Kelvin/ ASCOM UESPI

Na mesma ocasião, a OGE/PI também realizou a entrega da premiação do II Concurso de Fotografia, que teve como tema o “Patrimônio Histórico do Piauí”. A iniciativa busca destacar o olhar criativo do cidadão sobre a relação entre sociedade e gestão pública, estimulando a expressão artística e o engajamento social.

Entre os premiados, o estudante Mikael Lopes, do curso de Jornalismo da UESPI – Campus de Picos, e estagiário da Assessoria de Comunicação da universidade, conquistou o 2º lugar na categoria fotografia, reforçando o protagonismo estudantil e o talento acadêmico da instituição.

Foto de Mikael Lopes que conquistou 2º lugar na categoria fotografia

Ao comentar a conquista, Mikael  Lopes destacou a importância do reconhecimento em nível estadual e o valor do registro fotográfico como instrumento de preservação da memória. “Receber a notícia dessa premiação foi uma grande alegria. Trata-se de um concurso em nível estadual, com diversas etapas de avaliação, e estar entre as duas melhores fotografias é uma grande satisfação. Esse reconhecimento reafirma a importância do registro que realizei, não apenas para minha cidade, Bocaina, onde a fotografia foi produzida, mas para toda a riqueza cultural, histórica e patrimonial existente no Piauí. É uma forma de valorizar e divulgar esses patrimônios como acervo histórico”, afirmou.

O estudante também ressaltou que a premiação representa um marco em sua trajetória acadêmica e profissional, refletindo a formação recebida na UESPI. “Encaro esse prêmio como resultado da formação que venho recebendo na UESPI, especialmente do empenho dos docentes, que incentivam a produção dos estudantes, a participação em eventos e a coragem de enfrentar processos seletivos. Mais do que um certificado, esse reconhecimento reforça que estou no caminho certo, desenvolvendo um olhar sistêmico, essencial para o jornalista e, principalmente, para o fotojornalista”, destacou.

Sobre a escolha do tema, Mikael explicou que a fotografia premiada integra um projeto documental desenvolvido no âmbito acadêmico. “O que me motivou foi um projeto documental realizado para a disciplina de Fotografia e Fotojornalismo, ministrada pela professora Ruth Costa. O trabalho abordou a demolição da igreja centenária de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Bocaina, onde resido. Percebi que o registro fotográfico seria uma forma de preservar a memória desse patrimônio histórico, já que, com o passar dos anos, esse será um dos poucos registros físicos existentes. A fotografia surge com o intuito de sensibilizar sobre a importância da preservação do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico das cidades piauienses”, concluiu.

UESPI lança Guia Oncológico de Quimioterapia para fortalecer cuidado humanizado a pacientes no Piauí

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizou, no dia 27 de novembro, o lançamento oficial do Guia Oncológico de Quimioterapia, material educativo voltado à orientação de pacientes e familiares em tratamento quimioterápico. A data escolhida para o lançamento marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer, reforçando o compromisso institucional com a promoção da saúde e a humanização da assistência oncológica.

Lançamento oficial do Guia Oncológico de Quimioterapia

O Guia é resultado de uma articulação interinstitucional entre a UESPI, o Programa de Residência Multiprofissional em Atenção à Oncologia (PRMAO/UESPI) e os profissionais da assistência da UNACON do Hospital Getúlio Vargas (HGV). A publicação está disponível em versão impressa, com registro ISBN, e em versão digital, acessível por meio de QR Code, o que possibilita sua ampla divulgação e acesso em todo o estado. O Guia Oncológico de Quimioterapia está disponível para acesso gratuito no link:
https://editora.uespi.br/index.php/editora/catalog/view/279/262/1423-1

Guia Oncológico de Quimioterapia

De acordo com a coordenadora do PRMAO, Profa. PhD. Veruska Cronemberger Nogueira Rebêlo, a iniciativa surgiu a partir da vivência cotidiana dos profissionais e residentes na assistência oncológica. “Identificamos a necessidade de um material educativo acessível, confiável e humanizado, que contribuísse para tornar o paciente mais ativo em todo o processo oncológico”, explica.

Lançamento oficial do Guia Oncológico de Quimioterapia

O principal objetivo do Guia é empoderar o paciente por meio da informação, oferecendo orientações sobre os cuidados durante o tratamento, alimentação adequada, possíveis efeitos colaterais, sinais de alerta e as diferentes vias de administração dos quimioterápicos. “Ao promover esse conhecimento, o Guia fortalece a autonomia, reduz inseguranças e favorece uma participação mais consciente e segura do paciente e de seus familiares no cuidado oncológico”, destaca a coordenadora. Além de orientar, o material busca oferecer mais segurança emocional e prática aos pacientes e familiares. “Quando a informação chega de forma clara e cuidadosa, ela diminui o medo do desconhecido, traz mais tranquilidade e fortalece a relação com a equipe de saúde”, ressalta Veruska Rebêlo.

A construção do Guia evidencia a importância da parceria entre ensino, serviço e comunidade. “A UESPI, por meio do PRMAO, contribui com a formação crítica dos residentes, enquanto a UNACON do Hospital Getúlio Vargas apresenta as demandas reais da assistência. Essa articulação possibilitou um material alinhado à realidade do SUS e sensível às necessidades dos pacientes”, afirma.

Lançamento oficial do Guia Oncológico de Quimioterapia

A proposta agora é disponibilizar o Guia na plataforma digital da UESPI, ampliando o acesso à informação em todo o território piauiense. “Isso fortalece a equidade no acesso ao conhecimento, contribui para a educação em saúde e pode impactar positivamente a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes oncológicos”, avalia a coordenadora.

Para a formação dos residentes, ações como essa representam um diferencial importante. “Estimula o protagonismo, o trabalho multiprofissional e o compromisso social, além de traduzir o conhecimento técnico-científico em práticas acessíveis e humanizadas”, completa.

O lançamento contou com a presença da Profa. Dra. Sônia Campelo, diretora da CORE-MUL (Comissão das Residências Multiprofissionais), além de preceptoras, coordenadoras e membros de diversos programas de residência da UESPI. Estiveram presentes a Profa. Dra. Francisca Aline Amaral da Silva, a Profa. PhD. Aline Martins Diolindo Meneses e a Profa. Dra. Iara Sayuri Shimizu, que integram a equipe de preceptoras do PRMAO, juntamente com residentes e representantes de outros programas multiprofissionais da instituição.

Lançamento oficial do Guia Oncológico de Quimioterapia

 

Projeto UESPI-TECH II impulsiona fruticultura de precisão e fortalece a cajucultura no Piauí

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) avança em inovação e tecnologia aplicada ao agronegócio com o projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no Manejo da Cajucultura com Integração de Solo, Fitossanidade e Drones”, coordenado pela professora Melissa Oda Souza, do curso de Engenharia Agronômica. A iniciativa é um dos projetos contemplados no edital do UESPI-TECH II, programa institucional que investe recursos próprios da universidade para fomentar pesquisas de impacto social, ambiental e econômico. O edital, que ultrapassa R$1,2 milhão em investimentos, destinou mais de R$24 mil ao projeto de fruticultura de precisão, reforçando o compromisso da instituição em fortalecer práticas inovadoras no campo e promover soluções tecnológicas acessíveis para agricultores e instituições parceiras.

Projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no Manejo da Cajucultura com Integração de Solo, Fitossanidade e Drones”

Com um cenário marcado pela queda de mais de 21% na produtividade da cajucultura entre 2020 e 2021, o estado enfrenta desafios relacionados a pragas, doenças, falhas no manejo e ausência de tecnologias acessíveis de monitoramento. Foi diante desse contexto que surgiu o projeto. De acordo com a professora Melissa Oda, o objetivo central é desenvolver um modelo moderno de monitoramento adaptado à realidade do Piauí, integrando informações do solo, da sanidade das plantas e de imagens aéreas captadas por drones.

“A proposta é criar diagnósticos precisos que orientem produtores e instituições sobre as melhores práticas de manejo, aumentando a eficiência e reduzindo perdas na produção de caju”.

Projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no Manejo da Cajucultura com Integração de Solo, Fitossanidade e Drones”

A docente explica que a motivação para o desenvolvimento da pesquisa está diretamente ligada aos principais entraves da cadeia produtiva.“Há uma falta de assistência técnica contínua, pouco uso de análises de solo e inexistência de ferramentas acessíveis de monitoramento. Nosso objetivo é suprir essas lacunas com tecnologia”.

As primeiras etapas já foram iniciadas, como o levantamento histórico da área estudada, o georreferenciamento, o planejamento logístico das coletas e a execução dos voos com drone entre novembro e dezembro. Também já foram coletadas amostras de solo em 30 pontos, encaminhadas para análise laboratorial. As próximas fases incluem campanhas de diagnóstico para pragas e doenças como mosca-branca, oídio, antracnose e nematoides, além do processamento das imagens e da integração multicritério para a elaboração de mapas temáticos que orientarão recomendações de manejo. Em 2026, o projeto também oferecerá cursos de extensão em geotecnologias e agricultura de precisão, voltados para alunos, produtores rurais e técnicos agrícolas, com atividades práticas no Centro de Ciências Agrárias.

Projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no Manejo da Cajucultura com Integração de Solo, Fitossanidade e Drones”

O projeto recebeu R$ 24.962,09 do edital UESPI-TECH II, sendo R$ 4.847,20 destinados ao custeio (análises de solo, materiais e consumíveis) e R$ 20.114,89 para aquisição de itens de capital, como um drone DJI Mini 4 Pro, estufa de secagem, pHmetro portátil, datalogger climático e outros equipamentos essenciais para o monitoramento e diagnóstico. Para a professora Melissa, esse investimento é determinante para fortalecer a pesquisa aplicada na UESPI.

“O financiamento permite que o curso estruture um núcleo de pesquisa aplicada, gere dados inéditos sobre a cajucultura local e proporcione aos alunos prática com tecnologias que realmente transformam a realidade do produtor”. 

Oito alunos de Engenharia Agronômica participam diretamente da execução das atividades, atuando nas coletas de solo, avaliações fitossanitárias, operação assistida do drone, geoprocessamento e processamento de imagens. A professora destaca que essa vivência prática tem impacto direto na formação técnica e científica dos estudantes. “Os alunos vivenciam metodologias reais usadas por grandes centros de pesquisa e se aproximam da realidade do produtor. É uma formação completa, que integra teoria, prática, tecnologia e impacto social”.

Projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no Manejo da Cajucultura com Integração de Solo, Fitossanidade e Drones”

A pesquisa também ganhou uma dimensão social significativa. Após um incêndio comprometer a área inicialmente planejada, o projeto passou a ser realizado em parceria com a Fazenda da Paz, instituição referência no acolhimento e reinserção social no Piauí, que tem na produção de cajuína uma importante fonte de renda.

Projeto “Fruticultura de Precisão: Inovação no Manejo da Cajucultura com Integração de Solo, Fitossanidade e Drones”

“A presença do projeto na Fazenda da Paz permite aprimorar o manejo dos cajueiros, melhorar a qualidade dos frutos e da cajuína, e aplicar a fruticultura de precisão em um ambiente socialmente transformador.”, explica Melissa Oda.

A iniciativa aproxima ainda mais a UESPI das demandas do território, reforçando seu papel social e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. 

Projeto VIVA+: Tecnologia, cuidado integral e impacto social marcam iniciativa contemplada pelo UESPI-Tech II

Por Raíza Leão

O Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí é um dos destaques do  edital do UESPI-Tech II, programa institucional da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) que financia iniciativas de inovação com recursos próprios. Nesta edição, o edital investe R$25 mil em cada projeto selecionado, reforçando o compromisso da universidade com a produção de soluções aplicadas que geram impacto social, ambiental e econômico no estado.

Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí

Coordenado pelo professor Dr. Vinícius Alexandre da Silva Oliveira, o VIVA+ integra tecnologia, atendimento multiprofissional e ações remotas para promover saúde, bem-estar e acompanhamento de indicadores clínicos de servidores públicos. A proposta se destaca pela abrangência: envolve 50 alunos bolsistas, 13 professores e parcerias diretas com a Secretaria de Estado da Administração (SEAD) e a Secretaria de Segurança Pública.

Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí

Ao apresentar o projeto, o professor Vinícius Alexandre explica que a criação do VIVA+ responde a uma deficiência histórica: o acesso desigual de servidores do interior às ações de promoção à saúde. “Determinados órgãos tendem a realizar atividades focadas na capital, excluindo o servidor que está no interior. O VIVA+ incorpora tecnologia e permite trabalhar à distância, sem deixar de fora essa faixa importante da população”, afirma.

O projeto é estruturado por uma plataforma digital e um aplicativo, ambos desenvolvidos por alunos da área de TI, que permitirão monitoramento de biomarcadores e devolutivas personalizadas aos servidores. “A ideia é monitorar indicadores de saúde e oferecer feedback para melhorar condições de vida e bem-estar”, explica o professor.

Dados populacionais e de saúde pública serviram de base para justificar o projeto:

  • Envelhecimento acelerado da população brasileira;
  • Mais de 50% dos brasileiros com obesidade ou sobrepeso;
  • Sedentarismo crescente;
  • Aumento significativo de problemas de saúde mental no pós-pandemia, afetando cerca de 25% da população.

“Pensamos em um projeto abrangente, inclusivo e capaz de chegar às pessoas mais distantes”, pontua Vinícius Alexandre.

Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí

As equipes das áreas da saúde já passaram por oficinas, treinamentos e qualificações. Alunos de Sistemas de Informação e Computação estão finalizando a plataforma e o aplicativo, aguardando apenas definição de hospedagem para iniciar o teste piloto, que contará com 100 servidores.

O recurso do UESPI-Tech II tem papel decisivo no desenvolvimento da iniciativa. “O edital nos permite desenvolver soluções dessa envergadura. Ele valoriza profissionais e alunos da nossa casa que têm ideias e capacidade de criar projetos transformadores”, afirma o coordenador.

A estudante Taynara Medeiros, do 8º bloco de Educação Física, participa das ações junto aos servidores do Tribunal de Justiça e destaca a importância da vivência prática: “O VIVA+ contribui de maneira muito significativa. Vivencio na prática conteúdos que aprendo em sala e desenvolvo habilidades de planejamento, condução e avaliação. Essa experiência amplia minha visão e me dá mais segurança como futura profissional”. Para ela, o impacto do projeto é duplo: “Para os acadêmicos, abre novas possibilidades. Para os servidores, promove exercícios físicos e qualidade de vida”.

Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí

A estudante Raiane Rodrigues, do 11º período de Psicologia, integra a equipe discente fundadora do projeto e atua em plantão psicológico, ações grupais e atividades de pesquisa. Para ela, o VIVA+ se consolida como um espaço privilegiado de formação, no qual teoria, prática e inovação tecnológica se articulam de forma orgânica.

Raiane Rodrigues explica que a experiência no projeto tem permitido compreender, na prática, as demandas reais de saúde mental dos servidores, especialmente no contexto pós-pandemia, marcado por estresse, ansiedade e desafios emocionais. “O projeto possui uma proposta abrangente, que articula teoria e prática de maneira consistente. O aprendizado ativo fortalece o desenvolvimento de competências profissionais e transforma o modo de atuar como futura psicóloga”.

Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí

Ela ressalta que o VIVA+ cria um ambiente de cuidado contínuo, interdisciplinar e sensível às necessidades dos trabalhadores, o que amplia a compreensão sobre o fazer psicológico dentro de políticas públicas e contextos institucionais.

Outro ponto destacado por Raiane Rodrigues é o diferencial tecnológico do projeto, que fortalece a integração entre saúde e inovação: “A plataforma digital e o aplicativo desenvolvidos pelos próprios alunos ampliam o acesso dos servidores às ações de saúde, permitindo maior alcance, agilidade e personalização. Essa combinação aproxima a comunidade acadêmica dos serviços ofertados e fortalece o vínculo entre universidade e servidores”.

Ao comentar o apoio do UESPI-Tech II, ela enfatiza que a iniciativa foi determinante para consolidar as ferramentas digitais e profissionalizar o alcance do projeto. “O edital é essencial para o desenvolvimento e consolidação das ferramentas tecnológicas do projeto. Ele garante que a inovação seja incorporada efetivamente às práticas de cuidado integral e amplia o alcance das ações para além da universidade”.

Projeto VIVA+: Uma Estratégia de Cuidado de Saúde Integral para Servidores Públicos do Piauí

O UESPI-Tech é o maior programa de incentivo à inovação interna já desenvolvido pela UESPI. Em sua segunda edição, impulsiona projetos nas áreas de saúde, agro, química, energia e tecnologia, reafirmando o compromisso institucional com a pesquisa aplicada e o desenvolvimento do Piauí. “Todos os projetos aprovados são relevantes. Esperamos que essa perspectiva de editais e valorização da produção acadêmica continue”, conclui o professor Vinícius Alexandre.

O Gancho, o laboratório de jornalismo impresso da UESPI, chega às edições 50 e 51

Por Raíza Leão

“Vivenciar o jornalismo impresso é vivenciar a verdadeira experiência de contar histórias”.  A frase da estudante Isadora Santos resume o sentimento da turma que, neste semestre, deu vida às edições 50 e 51 do Gancho, o jornal laboratório do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

O Gancho, que completa duas décadas de existência, retorna às salas e corredores da UESPI com duas novas edições produzidas pelos alunos do 3º período, nas disciplinas “Design Jornalístico e Redação, Produção e Edição para Mídias Impressas”, sob orientação da professora Ohana Luize. Durante semanas, a rotina acadêmica assumiu o ritmo de uma redação, aproximando os estudantes da prática real do jornalismo, com suas exigências, desafios e descobertas.

Para a professora Ohana Luize, conduzir o projeto tem um significado especial. Ela mesma foi aluna e editora do Gancho durante a graduação. Hoje, ao retornar como docente responsável, enxerga a experiência como um ciclo que se fecha e outro que se abre. “A turma produz as matérias e também a diagramação, que é o design. Acompanhei a turma anterior, quando ministrei Design, enquanto a disciplina de Redação era ministrada pela professora Sammara Jericó. Naquela ocasião, finalizamos a edição 49. Neste semestre, dentro do planejamento, couberam duas edições, então produzimos a 50 e a 51. É muito simbólico voltar ao Gancho neste outro papel, o da docência”, afirma.

Ohana Luize enfatiza que o Gancho não é apenas um exercício acadêmico, mas um espaço em que os estudantes experimentam o jornalismo no seu formato mais artesanal, exigente e detalhista. “É no laboratório que eles entendem o peso de cada escolha editorial, cada fonte e cada palavra”, complementa.

A pauta das edições se estruturou a partir de reflexões sobre o jornalismo contemporâneo e sobre o compromisso do curso com a comunidade. A orientação era pensar o local, Teresina, o Piauí e o próprio ambiente universitário.

Os estudantes definiram editorias, selecionaram temas que dialogassem com suas realidades e criaram a estética das novas edições, escolhendo cores, fontes, estilos fotográficos e padrões gráficos. Só depois disso partiram para a fase de campo, sempre com o repórter em protagonismo.

A estudante Ana Cecilia de Carvalho conta que vivenciou momentos contrastantes durante o processo de produção. “O processo de produção foi algo meio 50/50. Fiz duas matérias em colaboração com algumas colegas, e uma delas foi muito tranquila. Mas a matéria especial foi complexa porque dependíamos da resposta de terceiros, e isso atrasou muito”.

O Gancho, edição 50

Ela destaca que o trabalho a fez compreender, pela primeira vez, o ritmo real de uma redação. Da ansiedade ao realizar entrevistas à frustração diante de fontes que não respondiam, Ana Cecilia percebeu que o jornalismo é feito de imprevisibilidades e de persistência. “Esse foi um dos melhores projetos que já participei. Entendi como funciona o processo criativo de produção de pautas e o que realmente é construir um jornal do zero. Foi leve, apesar das dificuldades, e muito transformador”.

A estudante Isadora Santos, que participou da produção da matéria especial da edição 50, explica que a turma se organizou em duplas ou trios, com cada grupo responsável por uma pauta e pela diagramação de outra edição. O primeiro desafio foi a criatividade: como não poderiam trabalhar com temas factuais, já que a edição levaria meses para ficar pronta, foi necessário pensar assuntos atemporais, mas interessantes. “Meu primeiro desafio foi a criatividade. O segundo foi buscar fontes e ajustar o tempo dos entrevistados”.

A matéria especial que ela e Ana Cecília ficaram responsáveis pedia sensibilidade e rigor: contar a história do próprio jornal laboratório, desde sua criação em 2005 pela professora Ana Célia, até sua consolidação como um dos pilares da formação no curso de Jornalismo da UESPI. “Era o maior desafio de todos. Queríamos fazer jus à história do Gancho, que segue sendo essencial para os estudantes”, relata Isadora Santos.

O Gancho, edição 51

Para ela, experienciar o jornalismo impresso foi uma novidade que impactou profundamente sua visão profissional. “Aprendi a ser mais criteriosa. No impresso, não há como corrigir depois. Essa responsabilidade nos faz entender o peso de apurar com zelo, de valorizar as narrativas”.

A professora Ohana avalia que as edições 50 e 51 revelam uma turma criativa, comprometida e conectada ao seu tempo. “Eles entregaram matérias pertinentes, atuais e ligadas ao universo deles como estudantes e cidadãos”. Segundo ela, o jornalismo só se aprende fazendo e o Gancho garante justamente essa vivência integral: apuração, escrita, edição, design, tomada de decisões e responsabilidade sobre os resultados.

Ao completar duas décadas e chegar às edições 50 e 51, o Gancho reafirma seu papel como um dos projetos mais tradicionais e formadores do curso de Jornalismo da UESPI. Mais do que um produto final, ele representa um processo, uma travessia que marca a vida acadêmica dos estudantes e os prepara para a prática profissional.

Entre criatividade, inseguranças e descobertas, o jornal se torna parte da memória coletiva do curso. Cada edição registra não apenas histórias externas, mas também a própria história da turma que a produziu. E, como mostram as novas páginas do Gancho, é dessa mistura de teoria, prática e sensibilidade que surgem os jornalistas que, no futuro, irão contar as histórias do Piauí e além.

Link das edições: 50 e 51

UESPI avança em pesquisa sobre biodiversidade da Caatinga com projeto do UESPI-TECH II em São Raimundo Nonato

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) segue fortalecendo a pesquisa científica e a inovação com o lançamento da segunda edição do programa UESPI-TECH, iniciativa que investe recursos próprios em projetos aplicados de impacto social, ambiental e econômico no estado. Entre os estudos contemplados está o projeto “Identificação, catalogação e utilização biotecnológica de espécies da coleção botânica da UESPI em São Raimundo Nonato, Piauí, Brasil”, coordenado pela professora Janilde de Melo Nascimento.

Com investimento de R$24.900,00, o projeto avança na catalogação de espécies vegetais da Caatinga e na investigação do potencial biotecnológico das gomas exsudadas por angiospermas da região da Serra da Capivara. O objetivo é desenvolver sistemas de liberação de substâncias larvicidas que auxiliem no controle do mosquito Aedes aegypti, contribuindo para estratégias mais sustentáveis de combate ao vetor.

UESPI avança em pesquisa sobre biodiversidade da Caatinga com projeto do UESPI-TECH II em São Raimundo Nonato // Imagem gerada por IA

A professora Janilde de Melo Nascimento destaca que a motivação para o estudo surgiu da carência de pesquisas sobre a Caatinga, especialmente na área da Serra da Capivara, um dos biomas mais singulares e, ao mesmo tempo, menos explorados cientificamente. “A necessidade de conhecer melhor a flora da Caatinga, que ainda possui poucos estudos, principalmente na região da Serra da Capivara, motivou a pesquisa. Até o momento, já realizamos diversas identificações e a catalogação das plantas coletadas”, explica a coordenadora.

As atividades envolvem coleta de plantas e exsudatos, extração de gomas e análises laboratoriais, com apoio financeiro para aquisição de equipamentos e insumos essenciais. O trabalho reúne uma equipe formada por três estudantes e quatro professores, que atuam desde as atividades de campo até a organização e análise das amostras.

Entre os alunos envolvidos está Emanuel de Sousa Silva, do curso de Ciências Biológicas, que destaca o impacto da experiência na compreensão sobre o bioma. Antes de ingressar no projeto, Emanuel ainda carregava percepções comuns que associam a Caatinga a uma vegetação pouco diversa. A vivência prática, porém, mudou completamente sua visão: “Ver na prática como uma vegetação que muitos acreditam ser simples é, na verdade, extremamente rica, com grande diversidade morfológica e estratégias de sobrevivência únicas, foi o que mais me atraiu”.

O estudante descreve um cotidiano de trabalho que exige rigor técnico e atenção: coleta em campo, prensagem, montagem de exsicatas e identificação das espécies, comparando exemplares com herbários virtuais e consultando literatura científica quando necessário. “Isso ajuda a desenvolver atenção aos detalhes e responsabilidade com o que está sendo identificado. Não é só olhar e dizer que é planta x. Aprendemos a buscar fontes confiáveis, o que é fundamental na vida acadêmica”.

A prática também reforça conteúdos teóricos vistos em sala de aula, tornando o aprendizado mais significativo. Além disso, por estar próximo ao Parque Nacional Serra da Capivara, o projeto permite contato com espécies exclusivas da região, algumas já desaparecidas de outras áreas. “Conhecer essa diversidade, e também entender o que já foi perdido, desperta consciência sobre a preservação da flora local”.

Ele ressalta que o funcionamento adequado das atividades só é possível graças ao apoio do programa UESPITECH II: “Tudo tem um custo. Sem financiamento, não teríamos equipamentos como a lupa utilizada na análise morfológica das flores. O apoio garante desde deslocamento até materiais e reagentes”.

Para a professora Janilde de Melo Nascimento, o UESPI-TECH II tem papel fundamental na consolidação da pesquisa em biotecnologia vegetal e biodiversidade dentro da instituição: “O programa fortalece a pesquisa, porque incentiva a participação da comunidade acadêmica nas áreas de ensino, pesquisa e extensão”.

Com os avanços nas etapas de identificação e análise das espécies, a expectativa é que o estudo amplie o conhecimento científico sobre a Caatinga e contribua para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, tanto para o controle de vetores quanto para a valorização da biodiversidade regional.

Projeto “Celebrating Emotions at Lar da Criança” reúne alunos de Letras–Inglês da UESPI em ação humanitária e educativa

Por Raíza Leão

Os alunos das disciplinas Reading II (turnos manhã e tarde), Análise do Discurso e Prática Pedagógica III, do curso de Letras – Inglês do Campus Poeta Torquato Neto da UESPI, desenvolveram o projeto “Celebrating Emotions at Lar da Criança”, sob orientação da professora Maria Eldelita Franco Holanda.
A iniciativa reuniu estudantes de diferentes blocos para promover uma experiência de sensibilidade, acolhimento e aprendizagem junto às crianças atendidas pela instituição.

A ação integrou as atividades de extensão do curso e aproximou teoria e prática por meio de atividades lúdicas e educativas sobre emoções, proporcionando às crianças acolhidas pelo Estado momentos de alegria e convivência afetiva.

A professora Maria Eldelita Franco Holanda, responsável pela atividade, destacou que o projeto foi além da prática pedagógica e reforçou valores humanos essenciais na formação dos estudantes. “A ação humanitária de extensão tem como objetivo levar às crianças acolhidas pelo Estado um momento de alegria e emoção. Mais do que alegrá-las, buscamos mostrar aos nossos alunos a importância da inclusão, da imersão e do apoio a quem necessita de amor e carinho”, explicou.

Ela ressalta que a experiência promoveu uma reflexão profunda nos alunos. “Esse projeto sensibiliza o aluno. Promove brincadeiras, conversas, acolhimento e amor. Mostra que temos muito e precisamos dividir. Não é só levar um lanche, mas partilhar um momento de alegria”, completou.

A aluna Maria Clara Ribeiro, do terceiro período, relatou que participar da ação foi uma vivência transformadora. “Participar da ação foi muito significativo, um momento de aprendizado e sensibilidade”, afirmou.

A estudante explica que sua turma vinha estudando a temática Emotions em sala de aula, analisando os filmes Divertida Mente e Divertida Mente 2, além de uma graphic novel inspirada nas obras. A partir desses estudos, os grupos desenvolveram jogos e brincadeiras educativas voltadas às crianças. “A atividade permitiu observar na prática muitos conceitos discutidos em sala, especialmente sobre prática pedagógica, inclusão e convivência em espaços educativos”, destacou.

Para ela, iniciativas como essa fortalecem não apenas a formação acadêmica, mas também a humana. “Acredito que ações assim são fundamentais para a formação. Estimulam a empatia e desenvolvem um olhar mais sensível e responsável”, disse. Ela também destacou a importância do contato direto com as crianças acolhidas. “Pude observar situações reais e compreender melhor as necessidades delas. Isso ampliou meu olhar profissional e me mostrou a importância de agir com sensibilidade, responsabilidade e ética”, completou.

A professora Eldelita reforçou ainda o apoio da UESPI. “A UESPI nos deu todo o suporte, inclusive com o transporte da equipe. É muito importante que professores, alunos e coordenação sintam-se acolhidos para realizar ações humanitárias como essa”, afirmou.

Turmas de Pedagogia da UESPI de Piripiri desenvolvem “Calendário Afro-Indígena do Piauí” para valorizar memórias e identidades do estado

Por Raíza Leão

As turmas do bloco 3 do curso de Pedagogia (turnos manhã e noite) da UESPI, campus Piripiri, realizaram a produção do “Calendário Afro-Indígena do Piauí”, atividade desenvolvida na disciplina de “História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira”, ministrada pelo professor Me. Alex Mesquita. O material reúne datas, eventos históricos e personalidades negras e indígenas piauienses, com o objetivo de ampliar o acesso a informações pouco conhecidas pela população e fortalecer o reconhecimento das contribuições afro-indígenas na formação social e cultural do estado. O trabalho foi exposto à comunidade acadêmica nos dias 24 e 25 de novembro, e também está disponível online.

Segundo o professor Alex Mesquita, a iniciativa surgiu da necessidade de aprofundar a abordagem regional dentro da disciplina. “A ideia nasceu porque a disciplina trata da história e cultura afro-brasileira e indígena, mas também direciona essas temáticas para o Piauí. Muitas dessas informações ficam à margem do conhecimento das pessoas. Queríamos trazer à tona contribuições importantes que não chegam ao grande público”, explica.

A atividade envolveu pesquisas sobre acontecimentos históricos e figuras relevantes de diferentes regiões do estado, abrangendo desde o Norte até o Sul do Piauí. “O foco foi selecionar eventos e personalidades que, geralmente, o público não conhece. Existem nomes até razoavelmente conhecidos, mas a maior parte das informações trazidas pelo calendário é inédita para a população. Buscamos contemplar diversas regiões, porque o Piauí é diverso, e queríamos representar essa diversidade”, completa.

O professor reforça ainda a importância pedagógica da experiência para os estudantes de Pedagogia, futuros docentes da educação básica: “Trazer esses conteúdos para a formação inicial é essencial. Essas questões atravessam o currículo escolar, mas ainda não estão onde deveriam estar. Queremos formar professores que compreendam a relevância da temática étnico-racial, que sigam as diretrizes e leis específicas, muitas vezes desconhecidas pelos próprios docentes”.

A proposta também gerou impacto pessoal nos alunos, que relataram surpresa ao descobrir fatos históricos relacionados não apenas ao Piauí, mas aos seus próprios municípios. “Alguns alunos comentaram que, se não fosse pela atividade, jamais saberiam dessas informações. Eles puderam conhecer realidades de suas cidades e de municípios vizinhos, inclusive acontecimentos traumáticos que não eram discutidos, apesar de fazerem parte de suas histórias locais”, relata Alex Mesquita.

O Calendário Afro-Indígena do Piauí oferece, assim, uma contribuição educativa que ultrapassa a sala de aula, fortalecendo a memória histórica do estado e ampliando o debate sobre identidade, diversidade e pertencimento.

Acesse o calendário completo:

https://drive.google.com/file/d/15LdAcH4MM8NaAw399gR9H97Z8zbe6Aeq/view?usp=drivesdk

UESPI-TECH II: Projeto EducaFloriano desenvolve acervo digital para preservar a memória histórica do Vale dos Rios Piauí e Itaueiras

Por Raíza Leão

O curso de História da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Floriano, está entre os destaques da segunda edição do UESPI-TECH, com o projeto “EducaFloriano – Laboratório de Pesquisa e Preservação de Fontes Históricas do Território Vale dos Rios Piauí e Itaueiras”.

A iniciativa, contemplada com R$25 mil pelo edital, tem como principal objetivo criar um aplicativo e um sítio eletrônico que vão reunir, digitalizar e disponibilizar documentos históricos de Floriano e municípios adjacentes, democratizando o acesso à memória regional.

Coordenado pela professora Tatiana Gonçalves de Oliveira, o projeto conta com a colaboração dos docentes Valério Rosa de Negreiros, Sérgio Luiz da Silva Mendes e Gisvaldo Oliveira da Silva, além de cinco estudantes voluntários. A equipe integra o Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em História (LEPEC), espaço responsável pela digitalização e catalogação das fontes que irão compor o acervo digital.

Segundo a coordenadora, a proposta nasceu da necessidade de reunir, preservar e tornar acessíveis fontes históricas que, até então, estavam dispersas e sem local adequado de armazenamento na região. “O EducaFloriano é um projeto aprovado no UESPI-TECH II, com recurso de R$25 mil. Esse recurso será utilizado para equipar nosso laboratório e desenvolver um aplicativo que vai disponibilizar documentos como jornais, fontes arquivísticas e imagéticas digitalizadas pelo LEPEC. A ideia é que toda a comunidade tenha acesso a esses materiais, que contam a história de Floriano e dos municípios do território dos Vales dos Rios Piauí e Itaueiras”, explica Tatiana Gonçalves de Oliveira.

O aplicativo também vai abrigar trabalhos acadêmicos, como TCCs, dissertações e materiais pedagógicos produzidos a partir dessas fontes, criando um ambiente integrado de preservação e divulgação histórica.

A professora destaca que a ausência de museus, centros de memória ou arquivos públicos nos municípios da região foi uma das principais motivações para idealizar o projeto. “Observamos que não há nenhum museu ou centro de memória que aloque esses documentos em Floriano e municípios adjacentes. Diferente de Teresina, que possui espaços como o Museu Odilon Nunes e o Arquivo Público, aqui nós não temos onde guardar essas fontes. Sem preservação, não há pesquisa; e sem pesquisa, as histórias desses municípios acabam apagadas”, afirma.

Com o EducaFloriano, a equipe pretende garantir que documentos importantes, muitos deles guardados em condições precárias, sejam digitalizados, organizados e disponibilizados de forma permanente.

O recurso do edital será utilizado para o desenvolvimento do aplicativo e para a compra de equipamentos essenciais ao trabalho do laboratório. Entre os itens previstos estão:

  • Scanner planetário para digitalização de documentos sensíveis;
  • Câmera fotográfica e microfones para registro de imagens e gravação de entrevistas;
  • Gravador de áudio para coleta de depoimentos e fontes orais, fundamentais para estudos sobre comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas;
  • TV para uso pedagógico em defesas de TCC e atividades didáticas.

“O investimento de R$25 mil é muito importante para equipar o laboratório de Floriano, que já vem dialogando com a comunidade, desenvolvendo projetos de digitalização de fontes da Câmara Municipal e outras iniciativas. Esse recurso vai fortalecer muito o trabalho que já fazemos”, reforça Tatiana Gonçalves de Oliveira .

Cinco estudantes voluntários vão atuar no projeto, participando das etapas de digitalização, catalogação e organização do acervo. A coordenadora ressalta que o projeto tem impacto direto na formação acadêmica e cidadã. “Um projeto como o EducaFloriano é essencial para os alunos porque permite contato direto com documentos históricos, pesquisas de campo, fontes orais e imagéticas que estão se perdendo por falta de preservação. Ele contribui para uma formação humanística e para a criação de uma consciência histórica nos municípios”, destaca.

Além da comunidade acadêmica, o aplicativo será voltado também para professores e estudantes da educação básica, que terão acesso a planos de aula, propostas pedagógicas e materiais diversos para trabalhar a história local em sala de aula. Ao disponibilizar gratuitamente documentos, fotografias, registros orais e trabalhos acadêmicos, o EducaFloriano pretende transformar o acesso à memória do Vale dos Rios Piauí e Itaueiras.

“Queremos que professores, alunos e qualquer pessoa interessada possam acessar essas fontes. O aplicativo vai democratizar o acesso à história, permitindo que a população conheça, valorize e preserve suas próprias narrativas”, resume a coordenadora.

Curso de Pedagogia da UESPI de Bom Jesus, realiza a 1ª edição do evento “VIVER”

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus Dom José Vázquez Díaz, em Bom Jesus, realizou nos dias 21 e 22 de novembro a primeira edição do “VIVER — Valorização da Infância e das Vozes na Educação para as Relações Étnico-Raciais”. O evento, promovido em alusão ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, reuniu estudantes, docentes, profissionais da educação e comunidade em geral para discutir práticas pedagógicas voltadas à diversidade étnico-racial, com ênfase no protagonismo infantil.

Com o tema “Infâncias que contam: Saberes, Raízes e Resistências”, o VIVER propôs uma reflexão sobre a infância não apenas como etapa da vida, mas como um espaço de produção de saberes, memórias e narrativas de resistência. O encontro destacou a criança como sujeito histórico e cultural, capaz de construir conhecimento, expressar experiências e fortalecer identidades. Inspirada na noção de escrevivência, de Conceição Evaristo, a proposta reconheceu falas, gestos e produções infantis como “textos vivos” que revelam raízes ancestrais e resistem a processos de silenciamento.

O evento surgiu de um projeto de extensão do curso de Pedagogia da UESPI, coordenado pelo professor Jeferson Gomes, que também liderou a comissão organizadora. Ele explica que a iniciativa nasceu das discussões em sala de aula sobre currículo e educação para as relações étnico-raciais na infância. “Tudo começou com um projeto de extensão que tratava da atuação de professores na educação infantil e nos anos iniciais. Quando chego à universidade, começo a trabalhar dentro da minha área de pesquisa, que são as relações étnico-raciais na educação. A proposta previa que, ao final de um ano, realizássemos um evento de extensão”, relata.

O nome, a programação e a escolha das palestras foram construídos em diálogo com uma turma da disciplina História e Cultura Afro-Brasileira. “A ideia surge a partir das vivências reais dos nossos alunos e alunas, já que as discussões em sala tratavam muito sobre as primeiras percepções que temos na sociedade, ou seja, na infância”, acrescenta o professor.

As atividades do VIVER envolveram rodas de conversa, palestras, leituras compartilhadas, oficinas e ações culturais. Um dos destaques foi a “Caixa da Leitura”, que disponibilizou obras literárias para a comunidade. “O projeto se inicia com a formação dos estudantes, mas também com o acesso a obras literárias pelo público em geral. As rodas de conversa ocorreram dentro e fora da universidade, e convidamos palestrantes de diferentes espaços, fortalecendo a parceria entre instituições e professores da educação básica de Bom Jesus e de outras regiões”, explica Jeferson Gomes.

O evento também promoveu visitas técnicas a comunidades quilombolas, indígenas e escolas, ampliando o contato dos alunos com realidades que fortalecem a formação crítica, humana e antirracista dos futuros pedagogos. A interdisciplinaridade foi outra marca, com participação de docentes de diversas licenciaturas e áreas de formação. Ao destacar o papel institucional da UESPI, o professor reforça a importância da articulação entre ensino, pesquisa e extensão. “A universidade tem esse papel: oportunizar aos nossos educandos e à sociedade momentos de aquisição de conhecimento. O evento veio promover debates sobre diversidade, identidade e educação antirracista, porque é pela educação que somos capazes de transformar, seguindo o caminho da reeducação da nossa sociedade”.

UESPI encerra ciclo de avaliações do ENADE 2025 com prova dos Bacharelados

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) concluiu, neste domingo (23), o ciclo de avaliações nacionais de desempenho de 2025 com a aplicação do ENADE para os cursos de Bacharelado. Com isso, a instituição finaliza uma série de exames iniciada em outubro e considerada estratégica para o fortalecimento da qualidade do ensino superior.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) é uma avaliação do Ministério da Educação (MEC) que mede a qualidade do ensino superior no Brasil, analisando o desempenho dos estudantes ao final da graduação. O exame serve para monitorar o aprendizado, avaliar cursos e instituições, subsidiar políticas públicas e contribuir para a autoavaliação das universidades.

Segundo a coordenadora do Conecta Enade, Prof.ª Nadja Pinheiro, “a UESPI fechou com chave de ouro o ciclo de Exames de Desempenho de 2025”, destacando o compromisso institucional ao longo de todas as etapas. Ela lembrou que, antes da prova deste domingo, a universidade participou do ENAMED, em 19 de outubro, e do ENADE das Licenciaturas, no dia 26 do mesmo mês.

A professora ressalta que o conjunto de avaliações reflete um trabalho contínuo: “Esses momentos são fruto do trabalho de todo um ano, no qual a Administração Superior, a equipe do Conecta Enade, as direções de Centro, coordenações de curso, professores e alunos desenvolvem ações de orientação, engajamento e suporte logístico e psicológico a todos os envolvidos”.

O Programa “Conecta Enade”, criado pela Reitoria em julho de 2023, é uma iniciativa permanente que prepara os concluintes para todas as etapas do exame. Ele reúne três equipes: técnica, de Língua Portuguesa e pedagógica, que orientam os estudantes sobre o SINAES, a estrutura da prova, estratégias de leitura e escrita e conteúdos específicos de cada curso. O programa também reforça que o ENADE é componente curricular obrigatório para a colação de grau, aproximando o aluno do processo avaliativo. Para isso, promove oficinas, seminários, palestras e rodas de conversa que abordam a prova, metodologias de estudo e os indicadores de qualidade da educação superior.

De acordo com a coordenadora, a avaliação de desempenho é um componente curricular obrigatório e mobiliza toda a estrutura acadêmica da UESPI. Os Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs) revisam conteúdos e discutem provas anteriores com os alunos, enquanto as coordenações e direções de curso organizam atividades de acolhimento, reflexão e apoio no dia da aplicação.

A UESPI também amplia o suporte através de suas equipes internas, incluindo o Serviço de Psicologia, garantindo atendimento integral às demandas dos estudantes.“Em 2025, os coordenadores e suas equipes foram protagonistas, se engajando em todas as etapas. Os alunos se sentiram mais dentro das propostas”, enfatiza Nadja Pinheiro. Apesar dos avanços, a professora cita que ainda há desafios operacionais nacionais. “O INEP ainda está tentando encontrar um formato que forneça suporte, com o sistema apresentando inconsistências. Porém, todos os problemas foram trabalhados em conjunto com a Procuradoria Educacional Institucional, responsável direta pelas avaliações”.

A docente reforça ainda que o Conecta Enade é coordenado pela Reitoria e Vice-Reitoria, mantendo vínculo direto com a Administração Superior e garantindo alinhamento estratégico no processo de avaliação institucional. Com o encerramento das aplicações em 2025, a UESPI aguarda agora a divulgação dos resultados, que devem contribuir para o aprimoramento dos cursos e fortalecimento dos indicadores de qualidade da universidade.

NEVIM capacita docentes e servidores durante curso “UESPI Livre de Assédio” sobre prevenção e acolhimento

Por Raíza Leão

O Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (NEVIM) realizou, no Auditório Pirajá, campus Torquato Neto, o curso “UESPI Livre de Assédio”, voltado à capacitação de docentes e servidores para a aplicação da Resolução CONSUN nº 007/2024, que orienta ações de prevenção ao assédio e o acolhimento adequado de possíveis vítimas no ambiente universitário.

A iniciativa integrou as ações contínuas do NEVIM para fortalecer a rede de proteção da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), ampliando a preparação de profissionais que lidam diretamente com estudantes e com demandas sensíveis relacionadas à violência de gênero.

Segundo a psicóloga do NEVIM, Vitória Antão, o curso surgiu da necessidade identificada no atendimento às mulheres da comunidade acadêmica. “Percebemos que era preciso qualificar os professores, porque essa demanda da violência de gênero vem muito para dentro da universidade. Os docentes tinham que lidar com isso e muitas vezes tinham dificuldade de saber o que fazer, para onde encaminhar. É importante ampliar essa rede de proteção, para que além do NEVIM como equipe técnica, os professores e servidores possam auxiliar os alunos e construir uma cultura de paz, reduzindo comportamentos de assédio moral ou sexual”, explicou.

A coordenadora do núcleo, Malena Alves, destacou que a formação é essencial para garantir a segurança física e emocional das mulheres da UESPI. “Nosso principal objetivo é treinar e formar docentes e servidores para proteger mulheres que sofrem algum tipo de violência, dentro ou fora da universidade. Precisamos que essa rede de apoio funcione e que todos nós, enquanto sociedade e enquanto universidade, assumamos a responsabilidade de proteger essas mulheres”, afirmou.

O curso foi estruturado em quatro módulos, com abertura conduzida pelo Reitor Evandro Alberto. A programação contou ainda com explicações do NEVIM e da Ouvidoria da UESPI, que apresentou o fluxo de denúncias e o funcionamento dos processos institucionais relacionados ao enfrentamento do assédio.

Para conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pelo NEVIM, acesse o Instagram @nevim.uespi ou o site: uespi.br/nevim.

 

Curso de Jornalismo da UESPI encerra ciclo de debates sobre ética, jornalismo e educação midiática com participação de profissionais

Por Raíza Leão

O curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) encerrou, nesta semana, o ciclo de debates promovido pela disciplina “Ética, Deontologia, Legislação e Jornalismo”, ministrada pelo professor Daniel Solon para a turma do 2º período de Jornalismo. As atividades integraram a carga horária de Extensão Curricular (ACE) e reuniram temáticas atuais e urgentes para a prática jornalística e para a sociedade.

Segundo o professor Daniel Solon, o semestre foi estruturado para aproximar alunos e profissionais, permitindo vivências reais sobre questões contemporâneas. “Metade da carga horária da disciplina é dedicada às atividades curriculares de extensão. Tivemos a oportunidade de trazer várias temáticas importantes para a sociedade, desde a precarização do trabalho até coberturas de tragédias em escolas e debates sobre sensacionalismo no jornalismo”, explicou. Ele destacou ainda o encerramento das atividades com o debate sobre educação midiática e práticas jornalísticas no combate ao racismo, alinhado à Semana Nacional da Consciência Negra. “Os estudantes puderam conviver com problemas urgentes da sociedade e vivenciar falas de vários profissionais. Foi uma experiência bastante positiva, trazendo temáticas sociais relevantes e aproximando a sociedade da universidade”, completou.

Para os alunos, a experiência ampliou o olhar crítico e reforçou a importância da formação humanizada. A estudante Rafaela Ketley ressaltou o impacto da diversidade de temas e perspectivas. “A gente teve vários pontos de vista. Cada grupo trabalhou um tema específico e isso contribuiu tanto para o pessoal quanto para o profissional. Tivemos contato direto com profissionais da área, o que foi excelente para nossa formação”, afirmou.

Entre as convidadas da programação, esteve a jornalista Marta Alencar, criadora da agência nordestina de checagem COAR Notícia, que ministrou debate sobre educação midiática. Ela destacou que compreender como a notícia é produzida é essencial tanto para futuros jornalistas quanto para o público geral. “A educação midiática é fundamental. A gente explica como funciona o processo de produção da notícia, enfatizando a apuração. Muitas vezes o público desconhece esse trabalho, e nosso intuito é fazer com que ele tenha um senso crítico para analisar reportagens e conteúdos jornalísticos”, pontuou.

Marta reforçou ainda a relevância de trazer esse debate para os estudantes. “Somos a única iniciativa nordestina reconhecida como educação midiática no Brasil e produzimos materiais inéditos com linguagem regional. Isso é fundamental para o Nordeste, para o Piauí, e incentiva os alunos a serem protagonistas da própria história. Se nós conseguimos, eles também podem”, declarou.

Alunos do IEMA de Matões visitam a UESPI e conhecem o curso de Jornalismo

Por Raíza Leão

Quatro alunos do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) de Matões visitaram, nesta terça-feira, a Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Torquato Neto, para conhecer de perto o curso de Jornalismo. A atividade faz parte do projeto “Conecta IEMA”, desenvolvido na escola com foco em comunicação, tecnologia e protagonismo juvenil.

A iniciativa da visita surgiu a partir de uma parceria entre o professor Jefferson, do IEMA, e a estudante do 2º período de Jornalismo da UESPI, Letícia Kelly, que articulou a programação junto à coordenação do curso. Segundo ela, proporcionar essa experiência aos alunos era uma forma de aproximá-los do ambiente universitário e dar a eles uma visão real sobre a formação em Jornalismo. “A ideia começou através do professor Jefferson, que sempre me acompanha nas redes sociais. Ele comentou que tinha alunos com muito potencial para o Jornalismo e perguntou como seria trazer esses estudantes para passar um dia na UESPI. Fui explicando, alinhamos com a coordenação e deu tudo certo. Eles estão aqui e estou muito feliz com isso”, explicou Letícia. 

Para ela, proporcionar essa vivência aos estudantes é uma forma de mostrar como funciona o ambiente acadêmico. “Acho muito importante porque abre a mente deles. São quatro alunos muito inteligentes, que sempre se destacaram quando eu estive no IEMA. Essa experiência vai ampliar horizontes e mostrar, na prática, como funciona o curso. Eles assistiram a uma ótima palestra e isso certamente abrirá portas”, completou.

Entre os visitantes estava Kaio Roney, aluno do 2º ano do Ensino Médio, que destacou a oportunidade de relacionar o que aprende no projeto escolar com a vivência universitária. “Eu faço parte do projeto de Ciberjornalismo, que integra comunicação, tecnologia e educação. A gente produz informações dentro da escola e incentiva o protagonismo juvenil. Estar aqui foi muito importante porque vivemos isso diariamente e queríamos ver como funciona o curso na UESPI. Fiquei impressionado com o nível dos debates e com o quanto tudo é estudado de forma aprofundada. Estou muito feliz por ter participado”, afirmou Caio.

Durante a programação, os estudantes também conheceram a Assessoria de Comunicação da UESPI (ASCOM) e puderam entender como funciona a rotina de produção institucional dentro da universidade.

A visita dos alunos foi acompanhada pelo professor Rikelmy dos Santos Rocha, que ressaltou o impacto da atividade para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes. “Conheço os meninos pelo projeto “Conecta IEMA” e vejo o empenho deles em praticar o saber jornalístico e informar toda a comunidade escolar. Trazer eles até aqui é muito proveitoso, porque amplia horizontes e fortalece o desejo que muitos já têm de ingressar no curso de Jornalismo. É uma experiência muito importante para o futuro deles”, destacou o professor.

UESPI encerra ciclo de intercâmbio com assistentes americanas do Programa Fulbright e PARFOR/EQUIDADE

Por Raíza Leão 

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) encerrou um importante ciclo de intercâmbio acadêmico com as assistentes  norte-americanas Christina Bertrand e Vasti Cruz, que atuaram na instituição ao longo dos últimos oito meses por meio do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR/EQUIDADE, em parceria com o Programa CAPES/Fulbright de English Teaching Assistant (ETA) 2025–2027.

Durante o período em que estiveram na universidade, as  assistentes  contribuíram diretamente com o curso de Letras/Inglês, com o PARFOR/EQUIDADE e com ações da Coordenação de Relações Internacionais (CRI), promovendo um rico intercâmbio cultural e acadêmico entre Brasil e Estados Unidos. Entre as ações desenvolvidas, destacou-se o English Conversation Club (ECC), projeto de imersão linguística conduzido pelas ETAs, que ofereceu aos participantes oportunidades práticas de aprimoramento em listening, speaking e reading.

A representante da Relações Internacionais da UESPI, Adriana Reis, destacou o impacto positivo da presença das educadoras norte-americanas na instituição. Segundo ela, o ciclo encerra uma etapa importante para a internacionalização da universidade: “O programa Fulbright aqui na UESPI foi uma experiência incrível. Elas chegaram em março deste ano e desenvolveram diversas atividades com o PARFOR Equidade, coordenado pela professora Nadja Pinheiro e pela Diretora Geral, professora Francisca de Sousa. Também colaboraram com o Departamento de Relações Internacionais, dando suporte documental e atuando tanto em sala de aula quanto na organização de documentos internacionais. Elas agregaram bastante à universidade. Estamos muito felizes com os frutos dessa parceria em 2025 e temos grandes expectativas para os próximos ETAs que chegarão em março de 2026”.

A assistente  Vasti Cruz, natural do estado de Oregon (EUA), ressaltou a riqueza de viver o Piauí e compartilhar aspectos da cultura americana com estudantes de diferentes regiões: “Foi muito bom ter essa experiência junto com a Christina. A gente desbravou muita coisa que não esperava. Chegamos na capital, mas também fomos aos interiores dar palestras e aulas. Amamos compartilhar a cultura americana, comemoramos datas como 4 de julho, Halloween e Ação de Graças. Os alunos eram muito curiosos e foi um prazer enorme estar aqui”.

A Christina Bertrand, da Flórida (EUA), também destacou o acolhimento e o envolvimento com a comunidade acadêmica: “Os alunos, eu amo. Já estou com saudades. Eles eram muito curiosos e participativos. Minha experiência em Teresina e no Piauí foi muito especial. As pessoas foram muito hospitaleiras e fico feliz por tudo que vivenciei aqui”.

Curso de Letras/Inglês da UESPI realiza o I Congresso Regional de Linguagem, Literatura e Ensino de Língua Inglesa

Por Raíza Leão

O curso de Letras/Inglês da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Torquato Neto, realizou nesta segunda-feira (17) o primeiro dia do “I Congresso Regional de Linguagem, Literatura e Ensino de Língua Inglesa”(CRLLEI). A abertura ocorreu no auditório do NEAD, reunindo pesquisadores, professores e estudantes para discutir temas essenciais ao ensino, à literatura e à formação crítica em língua inglesa. O evento segue até 19 de novembro, com programações também na sala 2 do CCHL.

A programação reúne palestras, minicursos, apresentações orais de trabalhos e uma mostra cultural, integrando ensino, pesquisa e extensão. Entre os temas discutidos estão ensino e aprendizagem de língua inglesa, multimodalidade e letramentos, decolonialidade, literatura anglófona e crítica literária, além de outros assuntos propostos pelos acadêmicos.

O professor Dr. Adriano de Alcântara Oliveira Sousa, docente do curso e organizador do congresso, destacou os desafios de realizar a primeira edição do evento. “Desafios são muitos, porque a gente tem que mobilizar os alunos, incentivar que tragam os trabalhos que preparam e movimentar a universidade com a presença dos palestrantes. Espero que seja um excelente evento, que todos aproveitem, aprendam e produzam conhecimento. Essa é a nossa principal missão”, afirmou. Ele também detalhou os eixos das discussões: “Na palestra de abertura, trabalhamos com literatura anglófona, com foco em teoria crítica e Shakespeare. Já na palestra de encerramento, teremos linguística aplicada, discutindo formação de professores, aquisição de língua estrangeira, teoria crítica e decolonialidade”.

 

Para os alunos que ajudaram a construir o congresso, o momento representa um marco histórico para o curso. A estudante Yasmin Maria Nascimento Brito, do 7º período, relatou o processo de organização. “Foi bem desafiador. É o primeiro congresso do curso dentro da UESPI, organizado pelo professor Adriano e por nós, estudantes. Não tínhamos uma base, então todas as ideias foram surgindo e se juntando até formar o congresso que temos agora”, contou. Ela também destacou o impacto da iniciativa para a comunidade acadêmica: “É importante porque fica algo mais próximo. Muitos congressos são fora, com custos de viagem e hospedagem. Aqui na UESPI, temos oportunidades de apresentar trabalhos, conhecer novas pessoas e viver novas experiências, tudo dentro do nosso alcance”.

Entre os palestrantes convidados está o professor Dr. Jivago Araújo, do campus de Piripiri, que integra a mesa de literatura anglófona. Ele ressaltou a relevância de compartilhar pesquisas com um público mais amplo. “É muito interessante porque temos a oportunidade de fazer as ideias desenvolvidas nas pesquisas e extensões circularem para além da sala de aula. Houve boa adesão do público e hoje vamos debater literatura anglófona”, disse. Sobre sua fala específica, ele explicou: “Vou tratar do tema da tragédia, recorrente nos estudos de língua inglesa. A tragédia mobiliza conceitos como destino, sofrimento, cultura, indivíduo, dor e luto. Vamos discutir essas ideias e oferecer aos alunos uma visão mais específica sobre a tragédia inglesa renascentista”.

A aluna Dália Melo, do 6º período, que apresentou trabalho no evento, ressaltou o quanto a experiência amplia a formação acadêmica. “Ter esse tipo de evento na universidade tira a gente da zona apenas da sala de aula. Podemos ouvir outros professores falando sobre literatura, sobre perspectivas do nosso futuro como docentes. Apresentar nossos trabalhos também motiva outros estudantes a encontrarem áreas de pesquisa e atuação”, destacou.

Alunos de Turismo da UESPI promovem Recreatur com o tema “Brincadeiras Antigas” no Parque Nova Potycabana

Por Raíza Leão

Os alunos do 5º bloco do curso de Bacharelado em Turismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizam, no dia 22 de novembro, das 16h30 às 19h30, o “Recreatur”, animação cultural desenvolvida como prática da disciplina de Animação Turística. O evento, que acontecerá na Quadra Poliesportiva 2 do Parque Nova Potycabana, será exclusivo para estudantes de Turismo da universidade, oferecerá certificação de 4h e contará ainda com um lanche coletivo opcional.

De acordo com o professor Fábio Teixeira, responsável pela disciplina, o Recreatur tem como principal objetivo aproximar teoria e prática no processo formativo dos alunos. “O objetivo do evento é alinhar a prática e a teoria na disciplina de Animação Turística. A ideia surgiu através de vários seminários que fizemos para escolher uma modalidade de animação, e a escolhida foi a recreadora, a recriação alinhada ao turismo”, explica.

Podem participar estudantes de todos os blocos do curso. “Quem pode participar do evento, no momento, são todos os alunos dos blocos de Turismo. Ou seja, contamos com os blocos 2, 3, 5, 6 e o bloco final, que está se formando. Todos os alunos do curso irão participar com a gente, além dos professores”, afirma o docente.

A programação terá como eixo o tema “Brincadeiras Antigas”, buscando resgatar práticas lúdicas tradicionais e incentivar a interação social. “É uma forma de deixar um pouco o meio digital de lado e resgatar essa forma de interagir com as pessoas. Teremos atividades como pega-bandeira, queimada, corrida de sacos, perguntas e respostas. Vai ser um momento de muita interação social e o intuito maior é fazer com que as turmas de Turismo possam interagir entre si e criar laços”, destaca Fábio Teixeira.

O evento contará ainda com um momento especial de zumba conduzido pela professora Joana Darc, que já participou de programa nacional apresentando seu projeto social de balé para comunidades carentes. As inscrições para o Recreatur devem ser feitas pelo formulário.

Para mais informações acesse o instagram @recreatur.uespi

Estudantes de Jornalismo da UESPI promovem roda de conversa sobre a cobertura jornalística de tragédias em escolas

Por Raíza Leão

Os alunos do 2º período do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), sob orientação do professor Daniel Solon, realizaram, nesta quarta-feira (13), a roda de conversa “A cobertura jornalística de tragédias em escolas”. O encontro, realizado no auditório do NEAD, no campus Poeta Torquato Neto, reuniu estudantes, profissionais da imprensa e familiares da menina Alice, vítima de um acidente em uma escola particular de Teresina, para refletir sobre os limites entre a informação, o sensacionalismo e a responsabilidade social no jornalismo.

O evento, que contou com certificação de 4h, teve a participação de Dayana Brasil e Cláudio Sousa (pais de Alice), além das jornalistas Nayara Nádia, produtora e editora da TV Clube, e Eulália Teixeira, chefe de produção da emissora.

Durante o debate, os convidados compartilharam experiências e perspectivas sobre a cobertura de casos sensíveis envolvendo o ambiente escolar. A jornalista Nayara Nádia destacou a importância de aproximar o mercado de trabalho do ambiente acadêmico, para que os futuros jornalistas desenvolvam um olhar mais crítico sobre as práticas da profissão. “A universidade sempre traz assuntos muito factuais para dentro da sala de aula, e ver como o mercado se comporta diante deles é extraordinário. Ações assim ajudam muito para que quem está na universidade saia com outro olhar para o mercado  e também para pesquisá-lo. O que o mercado faz não quer dizer que está 100% correto. A pesquisa da universidade é que vai orientar essas ações, questionar o que é válido e o que não é, para que a gente consiga fazer um jornalismo melhor”, afirmou Nayara Nádia.

A chefe de produção da TV Clube, Eulália Teixeira, reforçou a necessidade de diálogo entre a academia e o mercado profissional, destacando que teoria e prática caminham juntas na formação de jornalistas éticos e responsáveis. “Eu acredito que o que chamam de teoria e prática, ou academia e mercado de trabalho, estão sempre de mãos dadas. Sempre procurei estar na pesquisa e no mercado, porque um puxa o outro. Isso assegura uma boa formação e garante que levemos profissionais com responsabilidade, respeito e ética, comprometidos com o papel social do jornalismo”, pontuou.

O professor Daniel Solon ressaltou que o objetivo da atividade foi justamente proporcionar esse espaço de escuta e reflexão sobre o papel do jornalismo diante de tragédias e situações delicadas, nas quais o cuidado com as vítimas e suas famílias deve estar no centro da prática jornalística. “A universidade cumpre o papel de chamar a sociedade para discutir temáticas socialmente relevantes. Trazer para esse debate pessoas que sentiram na pele a dor de uma tragédia, junto com profissionais da imprensa, nos permite refletir sobre como esses assuntos devem ser tratados. É essencial pensar em como a sociedade pode ser melhor informada e como a responsabilidade social entra no fazer jornalístico”, destacou Solon.

Para os estudantes, a roda de conversa representou uma oportunidade de aprendizado prático e ético. A aluna Lavínia Moura contou como a experiência contribuiu para desenvolver uma sensibilidade maior diante de casos que envolvem sofrimento humano. “Durante a elaboração do projeto, pesquisamos vários casos sensíveis e percebemos como diferentes veículos abordam esses temas. O modo como a notícia é apresentada pode afetar profundamente as famílias envolvidas. Ouvir os pais da Alice foi muito tocante. Isso desperta em nós uma sensibilidade que é essencial para o jornalista, a de buscar sempre a verdade, mas preservando a integridade das pessoas”, afirmou.

UESPI de Piripiri promove o I EDUSAT: evento interdisciplinar discute Educação Digital, saberes e meio ambiente

Por Raíza Leão

O curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Professor Antônio Giovanni Alves de Sousa, em Piripiri, realiza, de 13 a 19 de novembro, o “I Evento de Educação Digital (I EDUSAT)”, com o tema “Conexões entre saberes, territórios e meio ambiente”. A programação será totalmente on-line, com início às 18h, reunindo discentes, docentes e pesquisadores em torno de debates sobre Educação Digital, interdisciplinaridade e sustentabilidade.

As inscrições estão abertas de 5 a 19 de novembro, por meio do link: https://forms.gle/CPiGStwWVGZRBvwM6, e o evento é gratuito e aberto à comunidade em geral. Podem participar estudantes e professores da UESPI e de outras Instituições de Ensino Superior, especialmente dos cursos de Pedagogia, Geografia, Biologia, História, Letras e Gestão Ambiental.

Idealizado pela Professora Ma. Juliana Oliveira e coordenado por ela em parceria com o coordenador do curso de pedagogia, Professor Me. Alex Mesquita, o I EDUSAT propõe uma reflexão sobre as transformações no processo educacional contemporâneo e o papel das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) na construção de aprendizagens significativas.

Segundo o professor Alex Mesquita, o evento surge “da necessidade de modernização do processo educacional, integrando TDICs, metodologias inovadoras e reconstrução curricular para proporcionar uma aprendizagem mais significativa”. Ele acrescenta que a iniciativa “busca fomentar o diálogo interdisciplinar entre Pedagogia, Educação Digital e questões socioambientais, valorizando tanto os saberes científicos quanto os saberes tradicionais”.

A programação inclui palestras, tutoriais e workshops práticos, que pretendem aproximar teoria e prática no ensino. “As palestras trarão conteúdos pertinentes às áreas, enquanto os tutoriais funcionarão como oficinas para facilitar o processo de ensino-aprendizagem de nativos e imigrantes digitais”, explica o coordenador.

O tema “Educação Digital: conexões entre saberes, territórios e meio ambiente” será abordado de forma interdisciplinar, com discussões sobre o uso ético das tecnologias digitais, a Inteligência Artificial, o ensino de Geografia e História com geotecnologias, além da preservação do patrimônio natural e cultural e do papel dos povos originários na defesa do meio ambiente.

O evento também se vincula às disciplinas de Pedagogia e Educação Digital, Ensino de Geografia e História e Cultura Indígena e Afro-brasileira, fortalecendo a relação entre teoria e prática. “Buscamos estimular o desenvolvimento de competências que vão da alfabetização ao letramento e à fluência digital, ampliando as possibilidades de ensino e aprendizagem nos diferentes contextos educacionais”, reforça o professor Alex Mesquita.

Os participantes terão direito a certificação de 30 horas (para ouvintes) ou 40 horas (para quem submeter resumo simples), que será publicado nos Anais do evento, mediante taxa de R$30,00. As submissões podem ser realizadas até 19 de novembro de 2025.

Mais informações sobre o I EDUSAT estão disponíveis no perfil oficial do evento no Instagram: @iedusatuespi.

UESPI inaugura o primeiro Laboratório de Inteligência Artificial no Campus de Oeiras

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) inaugurou nesta terça-feira (12), o primeiro Laboratório de Inteligência Artificial (IA) fora da capital, localizado no Campus Professor Possidônio Queiroz, em Oeiras. O novo espaço é um marco histórico para a instituição e representa um avanço significativo para o curso de Matemática, ampliando as oportunidades de ensino, pesquisa e extensão voltadas às tecnologias digitais.

 

O laboratório conta com 12 máquinas modernas e um servidor DELL PowerEdge R540, equipamentos que fortalecem a infraestrutura tecnológica do campus e permitirão o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão na área de IA e Matemática Aplicada. Além disso, esta inauguração marca a entrega do 20º laboratório da UESPI, consolidando o compromisso da universidade com a modernização tecnológica em seus diversos campi.

 

Durante a solenidade, o Reitor da UESPI, Professor Doutor Evandro Alberto, destacou que a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à inovação e à expansão da infraestrutura tecnológica. “Estamos entregando este laboratório porque inteligência artificial é matemática aplicada. Ele será de grande utilidade para toda a comunidade acadêmica e, principalmente, para os alunos da Matemática, que vão desenvolver projetos voltados para o município, para o Estado e para o desenvolvimento de produtos de IA. A universidade está crescendo e queremos que os estudantes abracem essa causa, valorizem o que têm e ajudem a fortalecer nossa instituição”, afirmou o reitor.

 

O Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) da UESPI, professor Maurício Rego Mota da Rocha, reforçou que a entrega faz parte de um amplo investimento em tecnologia realizado pela atual gestão. “É uma satisfação imensa inaugurar este laboratório, que representa nosso compromisso com a modernização tecnológica, a inovação e a pesquisa aplicada. Além deste, já entregamos 19 laboratórios e este é o 20º. Também investimos quase três milhões e meio de reais em infraestrutura tecnológica, o que eliminou problemas de congestionamento em nossos sistemas e modernizou os processos acadêmicos e administrativos”, destacou.

Para o Diretor do Campus Professor Possidônio Queiroz, Professor João Batista da Silva Conrado, a conquista beneficia a todos. “Esse laboratório não é apenas para um curso ou grupo específico, é para toda a comunidade acadêmica. Todos ganham: os alunos, a universidade e a cidade de Oeiras, que hoje conta com uma instituição cada vez mais estruturada. Parabéns a todos que acreditaram nesse projeto”, afirmou.

O Professor Doutor Gustavo de Sousa, Coordenador do curso de Matemática, ressaltou a relevância do novo espaço para o ensino e a pesquisa. “Estou muito emocionado com a vinda desse laboratório. A inteligência artificial veio para ficar e tem tudo a ver com a Matemática. Essa estrutura magnífica vai beneficiar não só nossos alunos, mas toda a comunidade, possibilitando parcerias futuras e novos projetos”, comemorou.

Já o Professor Doutor Cristopher Queiroz, Coordenador do projeto de extensão “Conexão Matemática”, enfatizou o impacto da conquista para o campus. “É a realização de um sonho. Há dois anos, quando cheguei ao campus, ainda faltava muita estrutura. Hoje, com o apoio da direção e da reitoria, inauguramos um espaço que será usado em projetos de extensão, no ensino e também em cursos de inteligência artificial abertos à comunidade”, disse emocionado.

Representando o corpo discente, o estudante Josenildo José Francisco Gonçalves de Sousa agradeceu pela conquista e destacou o impacto do laboratório para os alunos. “Nós só temos a agradecer, porque o laboratório era muito esperado. Ele vai ser essencial em disciplinas como Informática da Matemática, na iniciação científica e também para alunos que não têm computador em casa. Vai fazer toda a diferença na nossa formação”, afirmou.

A inauguração do 20º Laboratório da UESPI e o primeiro voltado à Inteligência Artificial fora da capital consolida o compromisso da universidade em expandir a presença da ciência, da tecnologia e da inovação em todo o Estado. 

Curso de Letras/Inglês vai realizar I Congresso Regional de Linguagem, Literatura e Ensino de Língua Inglesa na UESPI

Por Raíza Leão

O curso de Letras/Inglês da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Torquato Neto, promove entre os dias 17 e 19 de novembro o I Congresso Regional de Linguagem, Literatura e Ensino de Língua Inglesa (CRLLEI). O evento acontecerá no auditório do NEAD e na sala 2 do CCHL, reunindo pesquisadores, professores e estudantes para discutir temas ligados ao ensino, à literatura e à formação crítica em língua inglesa.

A programação contará com palestras, minicursos, apresentações de trabalhos orais e uma mostra cultural, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Os principais temas abordados serão ensino e aprendizagem de língua inglesa, multimodalidade e letramentos, decolonialidade, literatura anglófona e crítica literária, entre outros assuntos propostos pelos discentes.

De acordo com o professor Dr. Adriano de Alcântara Oliveira Sousa, docente do curso de Letras/Inglês e organizador do evento, o congresso representa um importante espaço de formação e troca de experiências entre a comunidade acadêmica. “O principal propósito do congresso é fomentar a formação dos discentes de Letras/Inglês na troca de experiências com a comunidade acadêmica, contando com a participação de professores convidados para palestras e minicursos, além das apresentações de comunicações orais que enriquecerão as pesquisas dos alunos”, explica o professor.

O evento contará com duas palestras ministradas por convidados externos, uma na abertura, sobre literatura anglófona, e outra no encerramento, voltada à linguística aplicada. Também serão realizados dois minicursos promovidos por professores da UESPI, além de duas sessões de apresentações de pesquisas desenvolvidas pelos estudantes e uma apresentação cultural elaborada pelos discentes do curso.

A estudante Yasmin Brito, integrante da comissão organizadora, destaca a relevância do congresso para a formação dos participantes. “O congresso é importante porque oferece oportunidades de compartilhar pesquisas, trocar experiências e desenvolver habilidades de comunicação. Também permite estabelecer contatos e aprender sobre as últimas tendências da área, além de enriquecer o currículo e o perfil acadêmico”, afirma.

A participação integral no congresso, seja como ouvinte ou apresentador, será requisito avaliativo para os alunos do curso. Além disso, os participantes receberão certificação de 40 horas. As inscrições podem ser realizadas pela plataforma Even3, com taxa simbólica de R$10 para ouvintes e R$20 para apresentadores. O evento também prevê a publicação de um e-book com os anais, reunindo os resumos e artigos apresentados durante os três dias de programação.

Mais Informações sobre o evento no Instagram @crlleli_uespi

Inscrições: Even3 – Congresso Regional de Linguagem, Literatura e Ensino de Língua Inglesa

UESPI incentiva participação no Programa Centelha 3, que apoia ideias inovadoras no Piauí

Por Raíza Leão

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), está incentivando estudantes, professores e empreendedores a participarem do “Programa Centelha 3 – Piauí”, cujo edital está aberto. A iniciativa nacional estimula o empreendedorismo inovador e a transformação de ideias em negócios de impacto. As inscrições seguem abertas até o dia 24 de novembro, pelo site programacentelha.com.br.

Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Finep, CNPq, Confap e Fundação CERTI, o Centelha é executado no estado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), em parceria com a Investe Piauí e instituições do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação, como universidades, incubadoras e órgãos públicos. Nesta terceira edição, o programa chega a todos os estados brasileiros e ao Distrito Federal, com a expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos em todo o país.

No Piauí, o Centelha oferece recursos financeiros não reembolsáveis de até R$80 mil, capacitações, mentorias e suporte especializado para o desenvolvimento de produtos, serviços ou processos inovadores. Os participantes terão acesso a uma jornada completa de aprendizado, com formações em modelagem de negócios, propriedade intelectual, marketing, gestão financeira, captação de investimentos e elaboração de pitch, entre outros temas.

Segundo o professor Tales Antão, diretor do NIT/UESPI, o edital representa uma grande oportunidade para a comunidade acadêmica e empreendedores do estado. “É uma grande iniciativa do governo federal, capitaneada pela FAPEPI aqui no Piauí. O Centelha 3 é um programa que visa estimular o empreendedorismo e a geração de novas ideias. Estudantes que ainda não têm empresa podem participar, formando equipes de até cinco integrantes. Também podem se inscrever empreendedores que já possuem CNPJ, desde que sejam empresas de pequeno porte, com faturamento anual de até R$4,8 milhões”, explicou o professor.

Ele ressalta que o programa está diretamente alinhado com o papel da universidade no incentivo à inovação. “A inovação é hoje um dos marcos importantes do tripé ensino, pesquisa e extensão. Com iniciativas como o Centelha, conseguimos aproximar a academia das demandas do mercado, transformando pesquisa aplicada em soluções reais. É um estímulo ao empreendedorismo e à criação de startups que geram valor para o setor produtivo e para a sociedade”, completou.

O NIT/UESPI também está promovendo ações de mobilização interna, como oficinas práticas e momentos de orientação para auxiliar interessados na inscrição e elaboração das propostas. “Estamos realizando oficinas ‘mão na massa’, tirando dúvidas e ajudando as equipes a se inscreverem com antecedência. É importante não deixar para a última hora, já que o processo será mais enxuto nesta edição, o que deve estimular ainda mais a participação”, destacou o professor Tales Antão.

Uma dessas ações será a oficina “Mão na Massa: Centelha 3”, que acontece no dia 13 de novembro (quinta-feira), às 10h, no Auditório Pirajá, no campus Poeta Torquato Neto (Teresina). A atividade será ministrada por Heygler de Paula e é aberta a discentes, docentes e à comunidade em geral.

Mais informações sobre o Programa Centelha 3 no edital.

Estudante de Enfermagem da UESPI é selecionado para Curso de Verão em Genética na USP

Por Raíza Leão

O estudante Marco Antônio dos Santos Dourado, do curso de Enfermagem do campus de Parnaíba da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), foi selecionado para participar do “XXXI Curso de Verão em Genética” da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), que será realizado em 2026. A atividade é voltada para graduandos e recém-formados que tenham cursado a disciplina de Genética e desejam se aprofundar nas possibilidades de pesquisa e atuação nessa área.

O curso tem como objetivo divulgar as linhas de pesquisa do Departamento de Genética da FMRP-USP, oferecendo aos participantes uma imersão em palestras, visitas a laboratórios e contato direto com pesquisadores. Além disso, há a possibilidade de realização de um estágio na instituição, sob orientação de docentes da pós-graduação em Genética.

Para Marco Antônio, a aprovação representa um marco importante em sua trajetória acadêmica e uma oportunidade de valorizar o papel da Enfermagem no campo da pesquisa científica. “Recebi a notícia com muita alegria e surpresa. É uma oportunidade que eu realmente desejava, e ver meu nome entre os selecionados foi extremamente gratificante. Fiquei bastante emocionado, pois sei da relevância do curso e do quanto ele é concorrido”, relata o estudante.

Ele destaca ainda o significado dessa conquista para sua formação e para o reconhecimento da Enfermagem como uma área com grande potencial científico. “Participar de um curso desse porte em uma instituição como a USP amplia minhas perspectivas sobre a interface entre a genética e o cuidado em saúde. Além disso, é uma forma de mostrar que a Enfermagem pode e deve ocupar espaços de pesquisa e aprofundamento científico, inclusive em áreas tradicionalmente vistas como biomédicas”, afirma.

O estudante acredita que seu envolvimento com a pesquisa foi decisivo para a aprovação. Durante a graduação, ele participou de dois projetos de iniciação científica na área de genética, ambos sob orientação da professora Dra. Alessandra Torres. “Ao longo da minha trajetória universitária, busquei participar ativamente das diversas dimensões do tripé acadêmico. Desenvolvi projetos que despertaram em mim um novo olhar sobre a genética e me prepararam para oportunidades como essa”, explica Marco Antônio.

O estudante ressalta que o curso proporcionará uma experiência única de aprendizado e troca científica, contribuindo para sua formação crítica e interdisciplinar. “Espero ampliar minha compreensão sobre os fundamentos genéticos das doenças, conhecer novas metodologias laboratoriais e entender como a genética pode ser aplicada na prática clínica e na saúde pública. Também pretendo aproveitar o contato com professores e estudantes de diferentes áreas para construir redes de aprendizado e colaboração”, comenta.

Apesar do entusiasmo, Marco Antônio destaca que as questões financeiras ainda representam um desafio para viabilizar a viagem e a estadia durante o curso, mas mantém-se confiante em encontrar soluções.“Sigo confiante em tornar essa oportunidade possível, pois acredito que experiências como essa transformam não apenas a trajetória acadêmica, mas também a visão que temos sobre o papel da Enfermagem na pesquisa científica”, conclui.

O Curso de Verão em Genética da FMRP-USP é reconhecido nacionalmente por estimular o interesse de jovens pesquisadores pela área da genética e pela pós-graduação, consolidando-se como um dos principais espaços de formação científica do país.