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Jaborandi e Buriti contra a Covid-19: Univerciência destaca pesquisas da UESPI sobre inibidores para combate ao Coronavírus

O programa Univerciência exibe no  seu 12º episódio uma reportagem sobre pesquisas da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) que apresentam moléculas no Jaborandi e Buriti com capacidade de inibir a Covid-19. O programa será exibido neste sábado às 14h30, na TV Antares, e na segunda-feira, às 10h, no canal da Uespioficial.

O grupo de pesquisadores de Química Quântica Computacional e Planejamento de Fármacos da UESPI, sob coordenação do professor Francisco das Chagas, estuda a produção de dois inibidores da Covid-19 com base em moléculas de Jaborandi e Buriti. Em 2020, o grupo identificou substâncias extraídas no óleo da fruta de Buriti com capacidade de inibir o vírus da sars-cov 2 e, este ano, os pesquisadores também encontraram compostos na planta Jaborandi, com possível capacidade de impedir o agente causador do novo coronavírus.

Apesar do pesquisa ainda estar em andamento, os resultados apresentados, até o momento, são satisfatórios. A princípio o que já se pode concluir é que essas moléculas estudadas não apresentam toxicidade em humanos.

Outro estudo que também será exibido no programa, foi produzido na Universidade Federal de Sergipe (UFS). A pesquisa aponta um tratamento com pele de tilápia que ajuda na reabilitação de animais silvestres.

O uso da pele da tilápia já é uma realidade no tratamento de vítimas de queimaduras. A pele do peixe age como um curativo para queimaduras de 2º e 3º graus e o seu uso acelera o processo de cicatrização, além de diminuir a dor do paciente. Os pesquisadores inovaram na tecnologia, passando a tratar animais silvestres que precisam de reabilitação na pele, por conta de queimaduras e diversos ferimentos. Com o uso da pele de tilápia como curativo, diversos pacientes na medicina veterinária podem ter a chance de uma melhor qualidade de vida após passar por algum trauma. O procedimento é realizado no Centro de Aprendizagem e Manejo de Animais Silvestres (Camase), localizado no campus do Sertão, em Nossa Senhora da Glória.

O mapeamento de águas subterrâneas e um projeto com nova tecnologia assistiva para pessoas com deficiência visual também são destaques nessa edição.

Mapear as águas subterrâneas de uma região é uma medida importante para moderar a exploração de volumes estratégicos, sem comprometer funções naturais dependentes do aquífero. Muitos estudos são realizados para dimensionar os limites de exploração dos recursos hídricos subterrâneos. Com a iminência de uma crise hídrica mundial, pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) mapearam as águas subterrâneas de Vitória da Conquista, registrando alguns poços da zona urbana e analisando a pureza desse bem essencial para a vida humana.

Tentando colaborar com a necessidade de tornar os ambientes mais acessíveis para as pessoas com deficiência visual (PcDV), um projeto desenvolvido na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) utiliza tecnologia de ponta para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Trata-se de uma tecnologia assistiva, composta por etiqueta de radiofrequência (RFID) espalhadas pelo piso tátil e um dispositivo acoplado no sapato do usuário, conectado a um aplicativo, através do smartphone. Essas etiquetas armazenam informações sobre o ambiente ao redor, como a localização em que o usuário se encontra, dados sobre objetos que estão presentes no entorno, alertas de perigo, informações mais precisas e detalhadas sobre prédios, dentre outras.

O programa Univerciência tem a participação de instituições de todos os estados nordestinos a partir da parceria entre as universidades e televisões públicas da região. A produção do conteúdo é colaborativa e a veiculação acontece em TV’s públicas, educativas, culturais e universitárias, e nos canais das emissoras e das universidades na Internet.