Por Roger Cunha
O Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA Cajuí) da Faculdade de Ciências Agrárias do campus Professor Alexandre Alves de Oliveira, no município de Parnaíba, recebeu equipamentos agrícolas adquiridos com recursos oriundos de aprovação de projeto em chamadas públicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Investimentos do CNPq possibilitam chegada de equipamentos de laboratório e campo à FCA
A aprovação na Chamada pelo professor doutor Valdinar Bezerra dos Santos, coordenador do Núcleo, resultou em um investimento global de R$ 570.290,00, destinado a bolsas estudantis, custeio das atividades e, de forma especial, à aquisição de equipamentos que passarão a integrar o patrimônio da Universidade.
Trator agrícola, roçadeira, arado e triturador de galhos estão entre os itens que serão incorporados ao cotidiano do curso. Segundo o docente, os equipamentos terão uso contínuo e múltiplo. “Esses equipamentos vão ser úteis tanto para as atividades do dia a dia quanto para as atividades de ensino”, afirma o professor Valdinar Bezerra.
Com foco na implantação de Unidades Demonstrativas de PesquisAção em Sistemas Agroflorestais, os projetos beneficiam comunidades indígenas, quilombolas, assentadas da reforma agrária e agricultores e agricultoras familiares, ao mesmo tempo em que deixam um legado permanente para a estrutura da FCA.

Professor Valdinar Bezerra e o Pajé Vitor
A chegada desses materiais representa um avanço concreto para o curso e para a rotina acadêmica. “Esses materiais serão importantes para o curso e também vão ficar para a realização de atividades de algumas disciplinas”, destaca o coordenador do NEA Cajuí, Valdinar Bezerra.
Outro motivo de celebração é a modernização da infraestrutura laboratorial da Faculdade de Ciências Agrárias. Embora a unidade já possua parte dos equipamentos necessários, muitos estão defasados. Com a execução dos projetos aprovados, será possível renovar e ampliar esse parque tecnológico. “No caso dos equipamentos de laboratório, nós vamos renovar um pouco o que já temos. Embora a gente possua esses equipamentos, muitos já estão um pouco antigos”, explica o coordenador.

Projetos do CNPq fortalecem agroecologia e proporcionam equipamentos para estudantes e comunidades
A aprovação de dois projetos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) pelo CNPq representa uma conquista estratégica para a instituição e, especialmente, para a Faculdade de Ciências Agrárias (FCA). As iniciativas asseguram a chegada de novos equipamentos que irão fortalecer as atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de ampliar o suporte técnico oferecido às comunidades rurais atendidas pelos projetos.
Entre as aquisições previstas estão pHmetro, autoclave, balança analítica, além da implantação de um sistema com destilador e ionizador, que permitirá a obtenção de água mais pura para análises laboratoriais. Para o professor Valdinar, esse avanço abre novas possibilidades para a atuação da universidade junto à sociedade. “A ideia é que, em um futuro bem próximo, a gente possa ter um laboratório que também atenda a comunidade, principalmente os agricultores aqui da Planície Litorânea”, ressalta.
O docente destaca ainda que, mesmo sem a implantação imediata de um laboratório de solos completo, os equipamentos adquiridos já permitirão oferecer suporte técnico básico aos produtores rurais. “Caso algum produtor nos procure para fazer uma análise, esses equipamentos vão servir para isso, além das atividades de ensino e de pesquisa”, completa.

Projetos coordenados pelo professor Valdinar Bezerra garantem novos equipamentos à FCA
Além do impacto estrutural, os projetos também se destacam pela metodologia adotada. As ações seguem o modelo da pesquisação, combinando investigação científica e prática extensionista. “Nós vamos montar unidades demonstrativas nas áreas que serão selecionadas e indicadas pelas comunidades”, explica o professor.
Nessas áreas, serão realizadas coletas e análises de solo em diferentes etapas do projeto, permitindo o acompanhamento técnico dos sistemas agroflorestais implantados. “Vamos coletar amostras de solo para fazer análises antes do início do projeto, durante a execução e também ao final. Depois disso, vamos continuar acompanhando essas áreas”, afirma.
Além das unidades demonstrativas já em execução, o professor Valdinar Bezerra adiantou que novos projetos estão sendo planejados para ampliar o impacto da pesquisa. “Eu esqueci de lhe falar… nessa comunidade indígena, vamos fazer um projeto também com eles, com Farmácia Viva. A gente aprovou um projeto pela FAPEPI, pelo PP-SUS, e, juntamente com a parceria com o pessoal da Fiocruz, lá do Rio de Janeiro, vamos desenvolver essa iniciativa”, afirmou.

Projetos aprovados pelo CNPq garantem novos equipamentos para a FCA da UESPI
Ele destacou que o projeto ainda aguarda a liberação dos recursos, mas que, assim que iniciado, deve expandir as ações da UESPI no território. “Estamos só aguardando o recurso ser disponibilizado, mas a ideia é levar pesquisa, extensão e tecnologia social para promover saúde, sustentabilidade e valorizar os saberes tradicionais das comunidades”, completou.
Grande parte das atividades será realizada por estudantes bolsistas, que atuarão diretamente nas coletas, análises e acompanhamento das áreas das unidades demonstrativas. Com a chegada dos novos equipamentos, a Faculdade de Ciências Agrárias passa a contar com melhores condições para desenvolver atividades práticas, pesquisas e oficinas, beneficiando tanto os alunos quanto as comunidades atendidas pelos projetos.

Professor Valdinar Bezerra junto à comunidade indígena, planejando a implantação do projeto Farmácia Viva aprovado pelo PP-SUS e em parceria com a Fiocruz.
Além disso, os projetos têm desdobramentos planejados para o futuro, incluindo a implantação de novas iniciativas junto a comunidades indígenas, como a criação de uma Farmácia Viva, em parceria com instituições de pesquisa nacionais. Essas ações reforçam o papel da UESPI na promoção da agroecologia, da extensão universitária e do desenvolvimento rural sustentável, consolidando um modelo de integração entre universidade, estudantes e comunidades tradicionais.