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UESPI avança na implantação de espaço de acolhimento e cuidado para animais

Por Roger Cunha 

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) avança na implantação de um espaço de acolhimento e cuidado voltado aos animais que circulam nos campi da instituição. A iniciativa integra um conjunto de ações institucionais que buscam promover o bem-estar animal, fortalecer a responsabilidade social e contribuir para uma convivência mais harmoniosa no ambiente universitário.

Novo espaço garante acolhimento e assistência a animais na UESPI /  Imagens: ASCOM

A proposta surge a partir da presença constante de animais no espaço acadêmico e da necessidade de uma estrutura adequada para garantir cuidado, proteção e acompanhamento. A construção do projeto envolveu diálogo entre a gestão universitária, docentes e setores técnicos, consolidando uma resposta institucional a uma demanda histórica da comunidade acadêmica.

Atualmente em fase de execução, o projeto prevê a criação de um espaço estruturado, capaz de atender às necessidades básicas dos animais e, ao mesmo tempo, servir como suporte para ações educativas, projetos institucionais e iniciativas voltadas à causa animal dentro da universidade.

O espaço contará com uma área total de 76,73 metros quadrados, distribuída em ambulatório, depósito, duas áreas cobertas e um local destinado às vivências dos animais. A estrutura foi planejada para possibilitar atendimento adequado, organização do ambiente e melhores condições de acolhimento, respeitando princípios de cuidado, segurança e funcionalidade.

Novo espaço garante acolhimento e assistência a animais na UESPI /  Imagens: ASCOM

Durante visita técnica ao local, o Reitor da UESPI, Prof. Dr. Evandro Alberto, ressaltou que a iniciativa é fruto de um processo construído coletivamente, a partir do diálogo com a comunidade acadêmica. “Isso aqui foi uma obra feita pela comunidade, construída em diálogo, justamente para que a gente pudesse ter um local, um abrigo para os nossos animais”, afirmou.

O gestor explicou ainda que o espaço foi pensado para oferecer suporte efetivo às ações de cuidado e acolhimento. “Aqui é um local que vai poder dar essa assistência. Temos vários boxes, áreas cobertas, uma área aberta e um espaço que está sendo preparado para atender diferentes projetos”, detalhou.

Ao abordar a origem da proposta, o Reitor destacou o protagonismo de docentes e gestores no encaminhamento da demanda. “Essa solicitação veio da professora Bárbara, da professora Eline Chaves, da professora Samara Jericó, além do nosso Vice-Reitor, Professor Doutor Jesus Abreu. É um trabalho coletivo que já está bem encaminhado para atender a demanda da nossa comunidade”, ressaltou.

Novo espaço garante acolhimento e assistência a animais na UESPI / Imagens: ASCOM

A professora Eline Chaves, uma das idealizadoras da iniciativa, explicou que a preocupação com os animais no campus é antiga e que, ainda em gestões anteriores, foi autorizado um abrigo improvisado, construído com materiais reaproveitados da própria universidade. Segundo ela, o espaço chegou a atender animais em recuperação, armazenar ração e medicamentos, além de servir como ponto de apoio para cuidados básicos. “Esse abrigo era improvisado, feito com telhas e madeiras reaproveitadas. Ele servia tanto para acolher os animais quanto para guardar ração, medicamentos e para manter animais que precisavam de pós-operatório”, relatou.

A professora destacou que, em 2023, o abrigo foi completamente destruído após a queda de uma árvore, o que agravou a situação. “A partir daí, nós não tínhamos mais onde guardar ração, medicamentos, nem onde colocar animais doentes, filhotes ou animais cirurgiados”, explicou.

Diante das dificuldades, Eline Chaves contou que foi iniciado um novo diálogo com a Reitoria, buscando uma solução definitiva. “Nós conversamos com o reitor sobre a possibilidade de refazer o abrigo, mas nunca imaginávamos que seria uma estrutura desse porte. O professor Evandro foi muito claro ao dizer que era preciso acabar com improvisos e dar à universidade uma estrutura adequada”, destacou.

Segundo a professora, a partir desse diálogo foi elaborado um esboço da área, que posteriormente foi ajustado pela equipe de engenharia da universidade. “A gente fez um croqui, levou para a engenharia, o projeto foi adequado às normas e, a partir disso, começou a construção desse espaço”, explicou.

Novo espaço garante acolhimento e assistência a animais na UESPI / Imagens: ASCOM

Ela também detalhou a funcionalidade do novo ambiente, que contará com baias para tratamento de animais doentes ou em recuperação cirúrgica, além de um espaço de ambulatório. “As baias vão permitir que a gente trate os animais corretamente, com medicação e acompanhamento. Vamos ter um ambulatório que possibilita atendimento veterinário dentro da universidade, o que muda completamente a nossa realidade”, afirmou.

A professora ressaltou que o novo espaço representa um avanço significativo no cuidado com os animais e na organização das ações desenvolvidas no campus. “Agora vamos ter onde guardar ração, medicamentos, materiais de limpeza e, principalmente, onde acolher os animais com dignidade. É um avanço muito grande para a universidade e para o bem-estar desses animais”, concluiu.

Com a nova estrutura, a realidade dos animais que vivem no campus começa a mudar. O espaço passa a concentrar cuidados que antes eram feitos de forma improvisada, garantindo local adequado para tratamento, recuperação, alimentação e abrigo. Além de organizar o trabalho de quem já atua na proteção desses animais, o projeto contribui para reduzir situações de vulnerabilidade e traz mais segurança tanto para os animais quanto para a comunidade acadêmica, consolidando uma solução concreta para uma demanda que se arrastava há anos na universidade.

A criação do espaço de acolhimento e a adesão da UESPI à campanha estadual “Piauí contra os maus-tratos” reforçam que o cuidado com os animais passa a integrar uma política permanente dentro da universidade. Com a iniciativa “Conviver & Cuidar: UESPI contra os maus-tratos”, a instituição assume o compromisso de enfrentar o abandono e os maus-tratos, práticas que são consideradas crime pela legislação brasileira, tanto dentro da UESPI quanto em qualquer outro espaço público ou privado. A ação está amparada pela Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que prevê pena de até cinco anos de reclusão para casos de abandono e maus-tratos, e pela Lei Estadual nº 8.598/2025, que assegura o direito ao fornecimento de alimento e água a animais em situação de rua, proibindo que qualquer agente público ou privado impeça essa prática.