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Parceria com o Hospital Sírio-Libanês qualifica preceptores e gestores da UESPI, UFPI e Escola de Saúde Pública

Por Daiane Rufino e Edmilson Silva

Profissionais do hospital Sírio Libanês, de São Paulo, mediaram aulas nesta quarta-feira, 4, no campus Poeta Torquato Neto, da Universidade Estadual do Piauí para 40 profissionais da área da saúde, que integram o curso de pós-graduação voltado à formação de preceptores de Programas de Residência e de gestores da saúde vinculados à UESPI, à Universidade Federal do Piauí (UFPI) e à Escola de Saúde Pública.

A especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde no SUS (GPRS) é um projeto estratégico nacional voltado à qualificação da formação em saúde no SUS. A iniciativa integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e é desenvolvida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, com apoio do CONASS e do CONASEMS.

Com abrangência nacional e execução no triênio 2024–2026, o DGPSUS tem como foco central qualificar os programas de residência em saúde e a atuação dos preceptores, fortalecendo a articulação ensino–serviço–comunidade e contribuindo para a melhoria do cuidado prestado à população.

Professora Sofia Massaro

Entre as docentes, atua como Apoiadora de Intervenção e Facilitador de Aprendizagem, a profissional de Educação Física do Hospital Sírio-Libanês, Sofia Massaro. Ela explica que a formação dos profissionais é essencial para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). “É fundamental capacitar profissionais qualificados para atuar no SUS e aprimorar os programas de residência em todos os estados, em parceria com o Ministério da Saúde”, destaca.

O projeto busca enfrentar desafios históricos da formação em saúde, como a fragmentação do cuidado, o modelo tecnicista de ensino e a gestão pouco participativa dos programas de residência.

Professores Preceptores de residências

Os novos programas de residências multiprofissionais da UESPI (saúde mental e atenção psicossocial, ortopedia e traumatologia e o de atenção à oncologia praticamente todos os preceptores, tutores e coordenadores foram contemplados e são alunos das especializações. Além de preceptores das residências multiprofissionais mais antigas: saúde da família e o de Terapia Intensiva.

A presidente da Comissão de Residência Multiprofissional em Saúde da UESPI, professora Sônia Campelo, reforça a relevância da iniciativa para a qualificação do atendimento à população. “Esses cursos geram um impacto social e educacional significativo. Profissionais mais preparados resultam em um cuidado mais integral e de maior qualidade, beneficiando diretamente os usuários do SUS”, afirma.

Veruska Cronemberger, professora da UESPI

Já a coordenadora da Residência em Oncologia da UESPI, a fisioterapeuta Veruska Cronemberger, ressalta os avanços recentes na rede de atendimento oncológico do estado. De acordo com ela, antes o tratamento estava concentrado no Hospital São Marcos e no Hospital Universitário (HU), sem integração com a atenção primária. Em maio de 2025, o Governo do Estado inaugurou a primeira unidade de alta complexidade em oncologia, ampliando a estrutura de assistência.

“Esse processo ocorreu simultaneamente à criação do Programa de Residência Multiprofissional em Atenção e Oncologia. Com isso, conseguiremos atender os pacientes de forma mais precoce, aumentar as chances de cura e integrar melhor a atenção primária com os serviços de alta complexidade”, pontua.

Este foi o 13º encontro do curso, que seguirá até novembro de 2026.