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Seleção da UESPI apresenta novo uniforme e se prepara para representar o Piauí no Campeonato Universitário Nacional em Natal

Por: Lucas Ruthênio

A Seleção da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) apresentou oficialmente, em reunião na Reitoria, o novo uniforme que será utilizado pela equipe durante o Campeonato Universitário Nacional, que acontece em Natal, no Rio Grande do Norte. A equipe, conhecida como Tigres UESPI, conquistou recentemente o título piauiense dos Jogos Universitários e agora se prepara para representar o estado e a instituição em nível nacional, com o apoio da Administração Superior da universidade.

Nova camisa! Seleção da UESPI pronta para o Nacional em Natal/RN.

O encontro reuniu o Reitor, Professor Evandro Alberto, o Coordenador da equipe, Professor Galba Coelho, o Professor mestre Lucídio Beserra, Pró-reitor da PROPLAN, e os atletas que integram o elenco. O momento foi marcado por entusiasmo e reconhecimento ao trabalho coletivo que vem sendo desenvolvido pela seleção, que une talento esportivo, comprometimento acadêmico e amor pela universidade.

O Professor Evandro Alberto destacou a importância da conquista estadual e o simbolismo da nova camisa, feita com a colaboração direta dos próprios jogadores. Ele ressaltou ainda o empenho da Reitoria em apoiar a equipe em todas as etapas da preparação.

“Primeiro, quero parabenizar pela escolha do uniforme. Eles mesmos trabalharam no design, tudo feito com muito carinho. É um time de muita responsabilidade, que já tem o título piauiense e agora vai disputar o nacional. Estamos animados e confiantes, porque são bons de bola e bons de estudo. Esse time é completo. Vamos com expectativa alta para o Rio Grande do Norte, porque a UESPI e o Piauí merecem. Esses meninos vão representar muito bem a nossa universidade”, afirmou o reitor.

A trajetória dos Tigres até o nacional foi marcada por superação e estruturação. O coordenador Galba Coelho relembrou o caminho da equipe até o título piauiense e destacou o apoio da Reitoria, fundamental para garantir melhores condições de treino e deslocamento.

“Disputamos o campeonato com todas as faculdades do estado e vencemos uma final muito dura contra a equipe que sempre representava o Piauí. Depois da conquista, buscamos o apoio da Reitoria para a nova etapa e o professor Evandro nos recebeu com total disposição em ajudar. Hoje, temos iluminação e pintura novas na quadra, uma van exclusiva para os deslocamentos e todo o suporte necessário. Essa estrutura nos dá mais confiança para representar bem a UESPI e o estado no campeonato nacional”, destacou o coordenador.

O professor mestre Lucídio Beserra também reforçou o papel do apoio institucional e a importância da equipe como vitrine do esporte universitário piauiense.

“A expectativa é a melhor possível. São jovens fortes e dedicados, que já mostraram resultados e continuam batalhando. O Magnífico Reitor teve a sensibilidade de proporcionar o apoio necessário e, mesmo com recursos limitados, a universidade apostou neles. Essa aposta certamente se transformará em êxito e em uma grande divulgação do esporte universitário piauiense”, afirmou.

Os jogadores também compartilharam a empolgação com o novo desafio. Para Fernando Marques, ala do time, a equipe chega preparada e motivada após meses intensos de treinos e conquistas.

“A expectativa é muito boa. Trabalhamos forte durante esses meses, fomos coroados com o título piauiense e agora é acertar os últimos detalhes. No sábado já seguimos viagem para Natal, prontos para representar muito bem a UESPI e o Piauí”, disse.

O atleta Luan Carvalho ressaltou a preparação e o apoio da universidade, convidando toda a comunidade acadêmica para acompanhar os jogos.

“A gente vem se preparando bastante, contando com o apoio da universidade, e esperamos trazer o título para casa. Vai ser muito bom contar com a torcida de todos. Os jogos serão transmitidos pelo canal da CBDU no YouTube, e queremos que a comunidade acompanhe e torça por nós”, destacou.

O jogador Matheus Santos complementou enfatizando o compromisso da equipe em levar o nome da UESPI de volta ao cenário nacional do futsal universitário.

“A expectativa é alta. A gente vem treinando com frequência, ensaiando jogadas e se dedicando muito. Queremos colocar o Piauí novamente em destaque no futsal universitário. O apoio da Reitoria tem sido essencial e só temos a agradecer. Convidamos toda a comunidade acadêmica a acompanhar as transmissões e torcer por nós nessa nova etapa”, disse.

Com o novo uniforme, estrutura reforçada e o apoio da administração superior, a Seleção da UESPI embarca rumo ao Campeonato Universitário Nacional com o objetivo de representar o Piauí com garra, talento e espírito coletivo. A comunidade acadêmica poderá acompanhar as partidas pelo canal oficial da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) no YouTube e pelas atualizações no perfil oficial da equipe, @tigresuespi, no Instagram.

XI Semana da Matemática da UESPI destaca o papel transformador da matemática na formação profissional e na sociedade

Por: Lucas Ruthênio

O Centro Acadêmico de Matemática (CAMAT) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realiza, entre os dias 7 e 10 de outubro, a XI Semana da Matemática (SEMAT), que neste ano tem como tema “Matemática: da Sala de Aula à Vida Profissional”. O evento, que acontece de forma presencial nos auditórios Pirajá e Torquato Neto, marca o retorno de uma das mais tradicionais atividades acadêmicas do curso, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais de diversas áreas das ciências exatas.

A Semana da Matemática é mais do que uma agenda de palestras e oficinas, ela representa um espaço de troca, inspiração e reflexão sobre o papel da matemática na vida cotidiana e na formação humana. Depois de três anos sem ser realizada, a retomada do evento reacende o compromisso do curso em fomentar o debate científico, fortalecer a pesquisa e aproximar a universidade das múltiplas realidades da profissão. Ao propor o diálogo entre o ensino formal e as aplicações práticas da matemática, a XI SEMAT reafirma o compromisso da UESPI em promover uma formação ampla, crítica e conectada às transformações do mundo contemporâneo.

O presidente do CAMAT, Talisson Ricardo, explica que o evento surge como um resgate simbólico e necessário da identidade acadêmica do curso, e reforça o papel do Centro Acadêmico como protagonista na articulação de ações que envolvem ensino, pesquisa e extensão. Segundo ele, a Semana da Matemática é também um momento de reencontro e integração entre gerações de estudantes e professores.

“O Centro Acadêmico de Matemática como um todo se reuniu para fazer a 11ª Semana de Matemática porque já era um evento que não acontecia durante 3 anos no curso. E a gente sempre sabe que esses eventos colaboram muito para a participação dos discentes no curso. Os alunos precisam desses momentos de interação, de compartilhamento de aprendizados e até interação entre professores, alunos e até pessoas de outras instituições. Então, o Centro Acadêmico de Matemática tem o principal fundamento de trazer a colaboração de outros alunos, de outras entidades tanto da matemática como áreas afins e trazer também, por meio do tema, a vida profissional como professor de matemática, mas não só como professor, mas também como cientista e pesquisador”.

O estudante também comentou sobre a escolha do tema central do evento, que surgiu de uma reflexão sobre as múltiplas possibilidades que a matemática oferece para além da sala de aula.

“O tema foi escolhido com base numa das observações do professor Igor, que muitos alunos entram no curso pensando que querem ser somente professores, só pode ser somente isso. Mas a escolha do tema da sala de aula, da vida profissional, faz com que os alunos do próprio curso, principalmente os ingressantes, percebam que a matemática é uma área ampla. Eles podem ir tanto para a docência quanto para a pesquisa. Eles podem assumir diversas profissões, até mesmo pegar outras bancas”.

A abertura oficial da XI SEMAT contou com a presença de gestores, professores e convidados, em uma solenidade que reforçou a importância do evento para o fortalecimento da universidade e da formação de professores no estado. O reitor da UESPI, professor Evandro Alberto, destacou que a Semana de Matemática é um marco de valorização da ciência e um espaço que conecta a teoria acadêmica à vida prática, ao mesmo tempo em que homenageia nomes importantes que contribuíram para o ensino da disciplina no Piauí e no Brasil.

“A importância, por exemplo, como isso, para tudo matemático que está na universidade como todo, de forma muito importante e essencial para o desenvolvimento. Olha, primeiro é lembrar que nós estamos na 11ª edição do XI Semana de Matemática, tem uma importância muito grande porque traz as atualizações do mundo da matemática, então discutindo o ensino de matemática, como a matemática transforma a sala de aula, como ela transforma a vida profissional, então são esses links que são estabelecidos. E aqui é importante lembrar que é justamente o Centro Acadêmico da Matemática, com a coordenação, que realiza esse evento. Então é importante que a gente saiba que a matemática tem destaque na nossa universidade, pelos grandes profissionais que tem. E aqui também aproveita-se para homenagear o Antônio Cardoso, professor Amaral, pelos feitos dele no ensino de matemática para o país. Então, é importante porque é um evento que mantém uma sustentação para os nossos estudantes, para os nossos professores, trazendo palestras e integrando estudantes e professores para a utilização, a integração do ensino de matemática. A matemática aplicada, matemática básica, enfim, a todo ramo da matemática, instruindo, sempre com os melhores instrumentos, esse ensino de matemática. Então, de parabéns aos organizadores e aos estudantes que estão participando”.

A fala do reitor reforça a dimensão institucional da SEMAT, que é vista como um pilar de sustentação para o curso e um exemplo de como os eventos estudantis, quando bem articulados, podem impulsionar a universidade e motivar novas práticas pedagógicas. Além de promover a socialização de saberes, a Semana é um momento de reconhecimento e valorização dos estudantes que se dedicam à organização e ao protagonismo acadêmico.

A professora Mônica Gentil, Pró Reitora de Ensino e Graduação (PREG), também esteve presente na abertura e ressaltou o papel fundamental das semanas acadêmicas no processo formativo das licenciaturas. Segundo ela, a SEMAT representa um elo essencial entre os eixos estruturantes da universidade: ensino, pesquisa e extensão.

“Uma semana acadêmica é sempre muito importante em qualquer curso. E na Semana de Matemática, os alunos terão a oportunidade de refletir sobre a pesquisa, o ensino e a extensão que correspondem aos critérios para a formação das licenciaturas em Matemática. Durante essa semana, os alunos vão ter a oportunidade de promessas, de ministros, de oficinas e de fazer essa troca de aprendizado em toda a sua área de formação da licenciatura em Matemática”.

Além de palestras com nomes de referência da área, como o Professor Doutor Antônio Cardoso do Amaral, reconhecido por seu trabalho inovador no ensino da matemática em Cocal dos Alves, a programação da XI SEMAT também inclui minicursos e oficinas conduzidos por professores e estudantes da própria UESPI. As atividades abordam temas que vão desde metodologias de ensino até aplicações práticas em contextos tecnológicos e científicos, promovendo um intercâmbio de experiências entre diferentes níveis de ensino.

O professor Igor Fontenele, um dos principais articuladores da Semana, explicou que a concepção do evento partiu da ideia de proporcionar aos alunos uma visão completa da matemática, tanto enquanto campo científico quanto como ferramenta de transformação social. O objetivo, segundo ele, é despertar nos estudantes o interesse por pesquisa, docência e inovação, e fazer com que cada atividade da programação se torne uma ponte entre a teoria e o cotidiano profissional.

“O nosso evento foi pensado 100% na educação, porque acima de tudo a universidade está formando futuros professores, que serão os professores de nossos filhos, então é muito importante que eles tenham uma formação de qualidade. A gente pensou num evento voltado para eles terem contato com profissionais de excelência do estado e se inspirarem nesses profissionais para também serem profissionais de excelência no futuro.”

O professor detalhou ainda a estrutura da programação, explicando como cada parte foi cuidadosamente planejada para atender a diferentes dimensões da formação matemática.

“Quando eu sentei para planejar com meus colegas, a gente pensou o seguinte: vamos tentar trazer pessoas para os alunos entenderem e se inspirarem. Então a gente pensou nas palestras, que são divididas em palestras, minicursos e oficinas. As palestras foram direcionadas a pesquisadores, porque é um rumo importante para o professor, ser um professor pesquisador. Os minicursos ficaram com professores de grandes escolas aqui do estado, como o Dom Barreto, o Joe Cezano, o Propósito, que vão falar das suas vivências. E as oficinas serão conduzidas pelos nossos próprios alunos, aplicando o que aprendem na graduação. É uma programação pensada para unir pesquisa, prática e aplicabilidade”.

Para Igor Fontenele, a SEMAT tem um impacto que vai além do evento em si, tornando-se uma experiência formativa profunda e transformadora. Ele recorda a própria vivência como estudante, quando participava de semanas acadêmicas e encontrava nesses momentos o incentivo para seguir na carreira.

“O impacto eu tiro por mim, porque quando eu participava desses eventos me impactava muito porque eu tinha contato com pessoas da área e eu não sabia como era. A gente entra no curso e não sabe exatamente como vai ser o futuro. Quando entramos em contato com esses profissionais, entendemos mais ou menos como tudo funciona e acabamos interagindo com outros que também estão aprendendo. É uma troca de experiência mútua, porque a gente aprende e acaba ensinando outros que estão com a gente. É um impacto sem igual, é maravilhoso para a gente”.

A Semana da Matemática também tem sido um espaço de crescimento e protagonismo para os próprios discentes. Matheus Oliveira, estudante do 2º período de Matemática e diretor de Pesquisa e Extensão do CAMAT, destaca o orgulho em participar da organização e a importância do evento como espaço de diálogo entre alunos e professores.

“Como organizador e diretor de pesquisa e extensão do nosso Centro Acadêmico, é um prazer fazer parte desse grande evento, que de certa forma abrange uma vasta gama de pessoas, tanto alunos quanto professores de universidades e escolas reconhecidas. Acho que a SEMAT é um evento muito importante porque cria um espaço para diálogo e aprendizado. Muitas vezes os alunos têm dúvidas sobre como ingressar no espaço de trabalho, e aqui eles podem trocar experiências e compreender melhor esse processo. Além disso, é um momento de expandir o repertório cultural e entender que a matemática está no nosso dia a dia, sendo uma das rainhas das ciências”.

Em sua décima primeira edição, a Semana da Matemática da UESPI reafirma o compromisso da instituição com a excelência no ensino e a formação integral de seus estudantes. Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, o evento mostra que a matemática é muito mais do que uma disciplina: é uma linguagem universal que conecta o conhecimento à realidade, a teoria à prática e a sala de aula à vida.

A programação da XI SEMAT segue até o dia 10 de outubro, com uma série de atividades que continuam estimulando o pensamento crítico, o aprendizado coletivo e o entusiasmo pela ciência. Mais informações e detalhes sobre o evento podem ser acompanhados no perfil oficial do Centro Acadêmico de Matemática no Instagram: @camatuespi.

Acadêmicos de Pedagogia da UESPI realizam aula de campo na APAE de Campo Maior

Por: Lucas Ruthênio

A turma do 6º período do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus de Campo Maior, participou de uma aula de campo na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município. A atividade foi promovida pela professora Telma Franco, dentro da disciplina Fundamentos da Educação Especial, e teve como objetivo proporcionar aos estudantes uma vivência prática sobre o atendimento educacional especializado.

Segundo a professora Telma Franco, a proposta da visita surgiu da necessidade de aproximar os futuros pedagogos da realidade da Educação Especial, indo além do conteúdo teórico discutido em sala de aula.

“A disciplina aborda toda a historicidade da Educação Especial, desde o período da integração até a fase atual de inclusão, além da legislação e das conquistas dessa área. Mas só a teoria não é suficiente. É preciso vivenciar essa realidade para que os alunos adquiram competências e se engajem verdadeiramente na área”, destacou a docente.

Durante a visita, os estudantes puderam conhecer de perto as ações pedagógicas, artísticas e de desenvolvimento de habilidades manuais realizadas pela APAE. A instituição atende, principalmente, pessoas com deficiência intelectual, oferecendo atividades voltadas ao fortalecimento das competências cognitivas, motoras e sociais dos atendidos.

Eles desenvolvem ações pedagógicas e artísticas, trabalham habilidades manuais e cognitivas, e estão estruturando uma clínica para atendimento multidisciplinar, com profissionais de áreas como fonoaudiologia, psicologia e psiquiatria. É um trabalho muito bonito, que mostra o compromisso com o desenvolvimento integral das pessoas com deficiência”, relatou a professora.

A docente ressaltou ainda que a experiência permite aos alunos compreenderem que as pessoas com deficiência são sujeitos de direitos e de potencialidades, e não apenas suas limitações. “Essas visitas ajudam os estudantes a enxergar o sujeito a partir de suas potencialidades. Eles aprendem que, com metodologias adequadas e suporte pedagógico, é possível estimular o desenvolvimento e promover uma educação realmente inclusiva”, afirmou.

Além da observação das atividades, o momento foi marcado por uma troca de conhecimentos entre os profissionais da APAE, a professora e os discentes. “Tivemos a presença da coordenadora pedagógica, da professora de Educação Física e da diretora da instituição. Essa interação foi fundamental para associar teoria e prática. Os alunos ouviram relatos de casos, fizeram perguntas e puderam compreender melhor os desafios e as demandas da Educação Especial”, explicou Telma Franco.

A professora também adiantou que esta foi a primeira de uma série de seis visitas planejadas, que incluirão novas experiências de campo e culminarão em uma mesa-redonda sobre inclusão e práticas pedagógicas na Educação Especial, prevista para o fim de outubro e início de novembro.

A atividade integra o cronograma da disciplina e busca fortalecer a formação prática dos estudantes, promovendo o contato direto com instituições que atuam na área da Educação Especial.

Parceria garante continuidade das atividades da UESPI em Campo Maior durante reformas do Campus Heróis do Jenipapo

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) recebeu, na Reitoria, a visita do ex-vereador de Campo Maior, Edvaldo Lima, e da diretora do Campus Heróis do Jenipapo, professora Maria Pessoa, para oficializar a parceria com a Fundação Dr. Milton Soldani Afonso. A iniciativa, firmada em reunião com a gestão superior, assegura um espaço adequado para acolher estudantes e professores enquanto o campus passa por reformas estruturais, garantindo a continuidade das atividades acadêmicas e fortalecendo os laços institucionais da universidade com a comunidade local.

O reitor da UESPI, professor Evandro Alberto, destacou a relevância da parceria para esse momento de transformação da universidade em Campo Maior. Ele ressaltou que o Campus Heróis do Jenipapo está prestes a receber uma ampla reforma em sua estrutura física, que representará um marco de melhoria para a instituição e para a cidade. Nesse contexto, a disponibilização de um espaço temporário foi considerada essencial para assegurar o pleno andamento das atividades. “Nós já estamos trabalhando nos preparativos da reforma do Campus Heróis do Jenipapo, uma obra que vai deixar a nossa universidade com mais dignidade. Esse processo deve durar de um ano a um ano e meio, e, nesse período, precisaremos de um espaço adequado para acolher nossos estudantes e professores. A Fundação, conduzida pelo ex-vereador Edvaldo Lima, está sendo essencial para garantir essa transição com qualidade”, afirmou.

Durante a reunião, o ex-vereador Edvaldo Lima ressaltou o compromisso da Fundação Dr. Milton Soldani Afonso com a educação e com a comunidade local. Ele enfatizou que a Fundação, ao longo de mais de duas décadas, vem desempenhando um papel importante em benefício da população de Campo Maior, especialmente no apoio a iniciativas educacionais. Para ele, a parceria com a UESPI representa a união de esforços em prol de um objetivo comum: assegurar um futuro melhor por meio da educação. “Faço esse trabalho há mais de 20 anos, sempre pensando primeiro na educação. Tenho a maior honra de disponibilizar a estrutura da Fundação para a UESPI, uma instituição da qual também sou egresso, já que realizei dois cursos aqui. Essa parceria é uma forma de colaborar com a universidade, com o governo do Estado e com toda a comunidade de Campo Maior”, declarou.

Já para a diretora do campus, professora Maria Pessoa, a iniciativa representa um passo essencial para assegurar o bom andamento do calendário acadêmico durante o período de reforma. Ela reforçou que a infraestrutura disponibilizada atende às principais necessidades da comunidade universitária e permitirá que os estudantes mantenham suas rotinas sem prejuízos. Além disso, ressaltou o valor simbólico dessa união entre a universidade e a Fundação, que estreita laços e reafirma o papel social da UESPI no município. “Essa parceria é fundamental, pois garante a continuidade das atividades mesmo durante as reformas. O espaço cedido atende às necessidades básicas de infraestrutura, como salas de aula, e permite que as atividades sigam normalmente. Além disso, aproxima ainda mais a UESPI da comunidade, mostrando a união de esforços em prol da educação e do desenvolvimento local”, explicou.

A comunidade acadêmica também recebeu a notícia com entusiasmo e confiança, reconhecendo a importância dessa solução temporária para o fortalecimento da universidade. Professores e estudantes demonstraram compreensão quanto à necessidade do processo e confiança nos benefícios que a reforma trará no futuro. “Estudantes e professores compreenderam a relevância dessa adaptação e já sabem da qualidade da estrutura da Fundação Milton Soldani. As expectativas giram em torno de manter a qualidade das atividades e, ao mesmo tempo, aguardar com entusiasmo a entrega de um campus renovado e mais adequado no futuro”, completou a diretora.

Com a assinatura do contrato e a homologação do serviço em fase de trâmite, a obra de reforma do Campus Heróis do Jenipapo será iniciada em breve, marcando um novo momento para a UESPI em Campo Maior.

 

 

 

 

UESPI Parnaíba promove ação de saúde voltada aos trabalhadores da instituição

Por: Lucas Ruthênio

O Campus da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em Parnaíba, realizou nesta semana uma ação de saúde voltada aos trabalhadores da instituição. A atividade foi organizada em parceria com o Centro Estadual de Saúde do Trabalhador (CEREST) e teve como objetivo promover cuidados preventivos, orientações e imunização, reforçando o compromisso com o bem-estar da comunidade acadêmica.

Durante a manhã, os participantes passaram por diversas estações de saúde, que incluíram cadastro para identificação do perfil, rastreio de doenças crônicas, orientações nutricionais, avaliação da saúde auditiva e vocal, avaliação médica, orientações sobre ergonomia no trabalho e imunização. O professor Luís Felipe destacou que não houve maior procura por um setor específico, já que todos seguiram o mesmo fluxo de atendimento. “Como a organização da ação, cadastro e monitoramento foi realizada pelo CEREST, ainda não temos o relatório final sobre os atendimentos. Mas todos os participantes passaram por todas as estações”, explicou.

No turno da tarde, o foco principal foi a imunização. Foram disponibilizadas todas as vacinas do Programa Nacional de Imunização, incluindo doses contra difteria e tétano, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e hepatite B. “Foram imunizados 20 trabalhadores. Por ter sido a primeira vez desta atividade no campus, muitos não tinham o cartão de vacina em mãos e, por isso, não puderam completar o atendimento. É fundamental realizar um levantamento mais abrangente para que tenhamos maior cobertura em futuras atividades”, ressaltou o professor Luís Felipe.

“Sem dúvidas, ao oferecer estas ações, os trabalhadores se sentem minimamente cuidados e que o serviço se preocupa com a sua saúde. Além disso, o foco da atividade também foi divulgar o serviço do CEREST, que tem como principal intuito prevenir doenças ocupacionais, promover a segurança no trabalho e contribuir para o bem-estar do trabalhador e trabalhadora”, destacou.

Sobre os impactos do evento, o docente apontou: “O maior impacto foi mostrar para os trabalhadores que existem serviços e pessoas preocupados com a saúde deles e que, mesmo diante dos desafios do serviço, eles devem olhar para sua saúde e priorizar ações de autocuidado”.

O professor também ressaltou a necessidade de instituir ações contínuas dentro da universidade. “Precisamos ter na instituição um serviço para articulação dessas atividades. Nossos cursos, como Enfermagem e Odontologia, podem apoiar, mas é fundamental a criação de um núcleo de saúde do trabalhador(a), em articulação direta com CIASPI e CEREST”, sugeriu.

Em relação à continuidade, ele adiantou que a proposta é transformar a iniciativa em um programa de extensão no campus de Parnaíba. “Assim, outras ações serão programadas e desenvolvidas de forma periódica. Em outros campi ainda não há previsão, justamente pela necessidade de um serviço específico dentro da UESPI para articular atividades como esta”, concluiu.

UESPI realiza avaliação psicopedagógica para crianças contempladas pelo Auxílio Creche

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicologia do Desenvolvimento e Intervenções Humanas (NEPEX PSIDIHN), está ofertando avaliações psicopedagógicas direcionadas ao público-alvo da Educação Especial (PAEE), com idade entre 2 e 5 anos, para todos os campi da UESPI. A iniciativa é exclusiva para crianças de alunas contempladas pelo Auxílio Creche UESPI, fortalecendo as ações de apoio estudantil e inclusão educacional promovidas pela instituição.

O projeto tem como foco identificar as habilidades, competências e necessidades específicas de cada criança, permitindo que a universidade atue de forma integrada no suporte às famílias e na promoção de um ambiente de desenvolvimento mais adequado. A avaliação busca mapear as condições de aprendizagem da criança, tanto no contexto escolar quanto em situações em que ela ainda esteja prestes a ingressar na escola.

Segundo a professora Nadja Pinheiro, responsável pela condução da atividade, a avaliação psicopedagógica é um instrumento fundamental para compreender o processo de ensino aprendizagem.

“A avaliação psicopedagógica é uma avaliação de habilidades e competências para ensino. Ela aponta quais são as competências daquele aluno e está relacionada diretamente ao processo de aprendizagem, seja da criança que já está inserida na escola ou daquela que é elegível para entrar no ambiente escolar”, explica a docente.

Além de mapear as condições de aprendizagem, a avaliação também resulta em um relatório detalhado. Esse documento é entregue às famílias e pode ser utilizado como ferramenta de orientação tanto pelos responsáveis quanto pelos profissionais que acompanham a criança em sua trajetória educacional e, se necessário, terapêutica.

“A melhor intervenção é aquela que acontece baseada no procedimento de ensino que contempla as necessidades daquele aluno. A avaliação gera um relatório que oferece à família e aos demais profissionais uma leitura clara sobre as habilidades e competências da criança, otimizando o processo de ensino aprendizagem”, ressalta a professora Nadja Pinheiro.

Outro ponto importante destacado pela professora é a possibilidade de integração entre diferentes áreas de cuidado. O relatório, além de subsidiar práticas pedagógicas, pode indicar a necessidade de encaminhamentos para outras áreas de acompanhamento especializado. “Da mesma forma, a avaliação permite informações que podem ser utilizadas caso esse aluno necessite de outras terapias, fortalecendo o cuidado integral à criança”, complementa a docente.

As alunas contempladas pelo Auxílio Creche UESPI que possuam filhos com idade entre 2 e 5 anos podem solicitar a avaliação inicial entrando em contato com o NEPEX PSIDIHN através do e-mail: nepexpsidihn@ccs.uespi.br e agendando uma entrevista.

UESPI dá início ao Projeto Escuta Solidária com palestra sobre “escuta sensível”

Por: Lucas Ruthênio

O Campus Heróis do Jenipapo, em Campo Maior, abriu nesta quinta-feira (25) o ciclo de atividades do Projeto de Extensão Escuta Solidária, que busca promover vivências de cuidados em saúde mental para estudantes universitários. A primeira ação contou com uma palestra on-line ministrada pelo psicólogo Felipe Oliveira, voluntário da Fraternidade O Amor é a Resposta, sobre o tema “Escuta Sensível: o que é? Como fazer?”. O evento marcou o início de uma proposta voltada a reduzir sintomas de ansiedade, estresse, depressão e burnout, por meio de ações educativas, preventivas e de apoio.

Segundo a professora Mirian Alencar, coordenadora do projeto, a ideia surgiu a partir da percepção de dificuldades emocionais enfrentadas por muitos acadêmicos da instituição, que impactavam diretamente seu desempenho acadêmico. “O projeto surgiu da identificação de quadros de sofrimento emocional entre os acadêmicos, e a influência desta situação no processo educacional dos mesmos. Desta forma, entendemos que deveríamos partir dessa compreensão inicial sobre os critérios necessários para que se possa oferecer uma escuta verdadeiramente sensível e cuidadosa, bem como sobre quais encaminhamentos devem ser dados a partir da demanda identificada”, explica.

A escolha do tema da escuta sensível para abrir as atividades não foi por acaso. Nos últimos dois anos, a universidade registrou um número significativo de estudantes que precisaram se afastar das atividades educacionais em virtude de questões emocionais. Para a professora, essa realidade reforçou a importância de investir em ações preventivas e de acolhimento. “Esse ponto nos impulsionou a não apenas providenciarmos adequações para que não houvesse desistências nos cursos, mas também a promover atividades preventivas diferenciadas que estimulassem os discentes a permanecerem estudando com mais leveza e equilíbrio emocional. Nas duas ações iniciais já foi perceptível o salto qualitativo na vida dos acadêmicos, isso porque estão compreendendo melhor as situações pessoais que vivenciam, e ainda estão experienciando na prática a importância da empatia por meio de uma saudação, sorriso e até mesmo um abraço. O que para algumas pessoas pode ser fácil, mas para outras é uma barreira, como eles mesmos afirmaram hoje”, pontua.

A participação do psicólogo Felipe Oliveira também teve papel central na abertura do projeto. A docente destaca que o profissional integra a equipe de psicólogos voluntários que foram convidados a apoiar tanto a formação quanto o atendimento inicial dos discentes. “Dentre as ações do projeto, temos uma que se refere à composição de uma equipe de psicólogos voluntários que possam oferecer tanto suporte formativo, quanto de atendimento inicial aos discentes. Felipe faz parte deste grupo que reconhece a importância de espaços solidários e acolhedores diante da realidade que estamos vivendo. O mesmo revelou em suas palavras a relevância do projeto, destacando inclusive a identificação de raríssimas ações neste formato”, ressaltou Mirian.

Além das palestras e rodas de conversa, o Escuta Solidária prevê ações práticas e contínuas dentro do campus. A ideia é que os estudantes contem não apenas com acolhimento individualizado, mas também com atividades coletivas que utilizem recursos lúdicos, esportivos e artísticos como forma de cuidado. “Sim, a proposta é, além de disponibilizar uma acolhida contínua individual a quem necessitar, e ações coletivas com foco no lúdico, no esporte e na arte. Nesta manhã de sexta-feira, por exemplo, realizamos uma recepção acolhedora para os discentes com música, frases motivacionais, reflexão sobre elementos que não favorecem uma vida equilibrada e um lanche saudável”, contou a professora.

A expectativa é que o impacto do projeto ultrapasse as salas de aula, alcançando não apenas melhorias no desempenho acadêmico, mas também na vida pessoal dos alunos e da comunidade. Para Mirian Alencar, o Escuta Solidária pode se tornar um espaço transformador no cotidiano universitário. “Acreditamos que a realização de atividades diferenciadas favorecerá, a priori, o reconhecimento da necessidade de autocuidado, bem como a melhoria geral da qualidade de vida, da saúde física, mental e emocional dos participantes, visto que ações terão como foco o equilíbrio dessas dimensões”, conclui.

UESPI promove III Encontro de Cuidados Paliativos em alusão ao Dia Mundial da causa

Por: Lucas Ruthênio

A Liga Acadêmica Transdisciplinar em Cuidados Paliativos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizará, nos dias 09 e 10 de outubro de 2025, o III Encontro de Cuidados Paliativos da UESPI, em alusão ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos e Hospices, celebrado internacionalmente em 11 de outubro. O evento acontecerá no Auditório do Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, com programação intensa das 08h às 18h.

O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é uma iniciativa da Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA), entidade internacional dedicada à promoção e expansão dos cuidados paliativos e de hospices no mundo. No Brasil, a campanha é encampada pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), que busca ampliar a visibilidade dessa pauta de saúde pública em todo o território nacional. Em 2025, o tema escolhido pela WHPCA é “Alcançar a promessa: Acesso Universal aos Cuidados Paliativos”, reforçando a necessidade de tornar essa prática uma realidade acessível a todas as pessoas, independentemente de sua condição social ou localização geográfica.

A professora Ana Rosa Rabelo, coordenadora da LATCP e uma das responsáveis pela organização do encontro, destaca a relevância de trazer a discussão para dentro da universidade e de um hospital de referência como o HGV. Para ela, o evento é um espaço que vai além do ensino formal e se conecta diretamente com a missão social da UESPI.

“Ao trazer essa discussão para dentro da universidade e de um hospital de referência como o HGV, buscamos não apenas formar profissionais mais sensíveis, mas também conscientizar a sociedade sobre a importância de garantir dignidade e qualidade de vida em todas as fases do cuidado. Os cuidados paliativos não tratam apenas da doença, mas do ser humano em sua totalidade, no seu contexto físico, emocional, social e espiritual.”

A programação do III Encontro foi estruturada para contemplar diferentes perspectivas. Estão previstas palestras temáticas com especialistas da área, minicursos que aprofundam práticas assistenciais e a apresentação de trabalhos científicos, estimulando o diálogo entre pesquisa e atuação profissional. Para a professora Ana Rosa, essa diversidade de atividades é fundamental para consolidar o caráter transdisciplinar dos cuidados paliativos:

“A troca de experiências entre diferentes áreas do saber é essencial. Os cuidados paliativos são, por natureza, transdisciplinares, pois exigem o olhar integrado de médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e tantos outros profissionais. É nesse diálogo que conseguimos construir práticas mais humanizadas e efetivas, que atendam às necessidades reais dos pacientes e de suas famílias.”

A docente ressalta ainda que o encontro fortalece a formação crítica e humanística dos estudantes da UESPI, preparando-os para os desafios contemporâneos da saúde pública.

“Eventos como este ampliam a compreensão de que cuidar é um ato que vai além da técnica. Envolve escuta, empatia e acolhimento. O acesso universal aos cuidados paliativos ainda é um desafio no Brasil e no mundo, e iniciativas como esta contribuem para que possamos transformar a realidade, começando pela formação de novos profissionais e pela sensibilização da sociedade.”

Além de promover a reflexão acadêmica e científica, o III Encontro de Cuidados Paliativos se consolida como um espaço de valorização da vida, mesmo diante da finitude. Nesse sentido, a UESPI reafirma seu compromisso com a dignidade humana, alinhando-se ao movimento global que luta para garantir o direito de todos a uma assistência que respeite seus valores e necessidades.

As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser realizadas por meio do link disponível na bio do Instagram da LATCP – @latcpuespi. O mesmo perfil também disponibiliza o edital de submissão de trabalhos científicos.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo Instagram @latcpuespi ou pelo e-mail latcp.uespi@gmail.com.

Biblioteca Móvel celebra seis anos de atuação com Café Literário no Campus Heróis do Jenipapo

Por: Lucas Ruthênio

O Projeto Biblioteca Móvel da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) celebrou seis anos de existência com a realização de um Café Literário, no último dia 19 de setembro, no Campus Heróis do Jenipapo, em Campo Maior. O evento reuniu estudantes, professores e a comunidade acadêmica em um momento de confraternização e valorização da leitura, reafirmando o impacto da iniciativa no município e na formação de futuros docentes.

Criado em 2019, o projeto surgiu a partir de ações do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). A proposta inicial era oferecer às crianças das escolas parceiras acesso a livros adequados à faixa etária, promovendo atividades de incentivo à leitura em espaços escolares. Para viabilizar a ideia, foi adaptada uma Kombi que passou a circular levando o acervo às instituições de ensino.

Com o encerramento do PIBID em 2020, a iniciativa ganhou novo formato e se consolidou como programa de extensão, ampliando o alcance para praças, eventos culturais e outras escolas da região, em parceria com a Secretaria de Educação de Campo Maior.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Ana Gabriela Nunes, essa mudança fortaleceu o vínculo com a comunidade e expandiu a missão da Biblioteca Móvel. “Hoje, o projeto já é conhecido em Campo Maior. A comunidade é quem solicita a nossa participação. É uma prova de que a ideia foi abraçada e de que acreditam na importância da leitura para a formação das crianças e adolescentes”, afirma.

Ao longo dos seis anos, o Biblioteca Móvel se consolidou como um espaço de acesso democrático ao livro e de formação cidadã. Para a professora, o legado da iniciativa está no fortalecimento da leitura como base para o desenvolvimento integral.

“O principal legado do Biblioteca Móvel é a reafirmação do compromisso com a leitura, que deve ser assumido por todos: famílias, escolas e também a universidade. A leitura é uma base sólida para o desenvolvimento das crianças, e não podemos deixar que a tecnologia ocupe sozinha esse espaço formativo”, ressalta.

Celebração com literatura e integração

O Café Literário, realizado em alusão ao aniversário do projeto, contou com exposições de livros, empréstimos rotativos de obras solicitadas pelos alunos, mural literário, momentos musicais e espaço para confraternização. A proposta foi envolver estudantes de diferentes cursos de licenciatura da UESPI, além de discentes de outras instituições, promovendo troca de experiências e incentivo à leitura.

A coordenadora destacou ainda a importância simbólica da data de 19 de setembro, quando a Kombi do projeto chegou ao campus e marcou o início da história da Biblioteca Móvel dentro da universidade.

“19 de setembro foi a data que a Kombi chegou aqui no Campus Heróis do Jenipapo, em Campo Maior, e é um dia simbólico pra gente lembrar essa conquista, que é o projeto chegando à universidade, abraçando essa causa. Até porque o nosso acervo começou com doações de alunos da comunidade acadêmica, que se envolveram e abraçaram essa ideia. Então, nada mais justo do que celebrar com eles”, afirmou a professora.

Mais do que uma confraternização, o Café Literário evidenciou o papel formativo do projeto na vida acadêmica dos estudantes. O contato com diferentes gêneros literários, a oportunidade de compartilhar impressões sobre obras e a vivência em atividades culturais fortalecem habilidades essenciais para a docência e ampliam a formação integral dos participantes.

“Esse café foi muito importante porque mostrou que a formação acadêmica não se limita às disciplinas dos cursos. Os alunos podem aprender com diferentes tipos de literatura, compartilhar gostos e socializar com colegas de outros cursos. Isso amplia a formação e estimula uma vivência acadêmica mais integral”, explica a professora Ana Gabriela.

Seis anos após sua criação, o Projeto Biblioteca Móvel segue como referência de extensão universitária, fortalecendo a aproximação entre universidade e comunidade.

 

Alunos de Direito da UESPI visitam a Assembleia Legislativa do Piauí e vivenciam prática legislativa

Por: Lucas Ruthênio

Os alunos do 5º período do curso de Direito da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Clóvis Moura, tiveram a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento da Assembleia Legislativa do Piauí, em uma visita organizada pela Liga Acadêmica de Estudos Constitucionais (ALAEC), com apoio da coordenação do curso e da própria universidade.

Foto: ALEPI

A iniciativa teve como objetivo proporcionar aos estudantes uma experiência prática que complementasse o aprendizado teórico em sala de aula, aproximando-os do cotidiano do poder legislativo. Segundo o professor Eduardo Albuquerque, responsável pela organização da visita, “essa conexão dos estudantes com o cotidiano do Legislativo é essencial para a compreensão de matérias como Direito Constitucional, Teoria do Estado e Direito Administrativo. A importância dessa experiência para a formação acadêmica é muito grande”.

Durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de acompanhar o processo legislativo de forma prática: conheceram o plenário, observaram o painel eletrônico e compreenderam a atuação dos deputados, a formação de comissões temáticas e a dinâmica das sessões. “Lá eles puderam conectar a teoria com a prática, ver de perto conceitos constitucionais estudados em sala, como a separação de poderes e o processo de criação de leis, e como esses conceitos se manifestam no mundo real”, destacou o professor Eduardo Albuquerque.

O contato direto com a Assembleia permitiu que os alunos percebessem a Constituição não apenas como um documento estático, mas como a base viva que orienta a atuação parlamentar. “Eles puderam observar como os princípios constitucionais são aplicados na elaboração das leis, na fiscalização do Executivo e na defesa dos interesses da sociedade. A vivência ajuda a entender a dinâmica do trabalho parlamentar, que vai muito além das sessões plenárias, envolvendo negociações, comissões, audiências públicas e interação com a população”, explicou o professor Eduardo Albuquerque.

Foto: ALEPI

A aluna Layse de Sousa, participante da atividade, destacou a relevância da experiência: “A visita foi muito enriquecedora, pois pudemos compreender sobre a divisão dos poderes, o processo legislativo e a história política do Piauí, já que tivemos acesso a fotos e documentos históricos”.

Para ela, a vivência representou uma oportunidade de consolidar os conhecimentos adquiridos em sala. “A visita contribuiu para que eu pudesse consolidar a teoria sobre o Direito Constitucional, como o processo legislativo e a divisão de poderes. Pudemos ver na prática as reuniões de comissões temáticas, a votação de projetos e suas especificidades, como o quórum mínimo de votação. Conseguimos entender a importância do poder legislativo para garantir os direitos dos cidadãos”, acrescentou.

A estudante também destacou como a experiência mudou sua percepção sobre a Casa Legislativa. “Antes eu tinha a sensação de que era um órgão moroso e burocrático. O que vimos foram profissionais atentos, dedicados e acessíveis. Os parlamentares também se mostraram atentos aos anseios da população e disponíveis para nos escutar”, relatou Layse de Sousa.

Entre os principais aprendizados, ela ressaltou a complexidade do processo legislativo: “O maior aprendizado foi compreender que o processo é mais do que aprovar leis. É necessário ponderar sobre a necessidade da população, a viabilidade do projeto e o interesse público. Também é importante a parte política, pois os legisladores precisam debater e convencer os demais para aprovação. Essa experiência foi relevante para que eu compreendesse que devemos observar o Direito como um conjunto complexo, não apenas a norma”, concluiu.

A visita também contribuiu para desconstruir visões equivocadas sobre o papel da Assembleia Legislativa. Muitos estudantes chegam com percepções baseadas em notícias genéricas ou no senso comum. “O esforço dos parlamentares, a complexidade do trabalho legislativo e a criação de políticas públicas puderam ser observados de perto. Isso permite que os alunos desenvolvam uma visão crítica e madura sobre a importância e os desafios do poder legislativo”, acrescentou o professor Eduardo Albuquerque.

O professor Eduardo Albuquerque ressaltou ainda que a UESPI busca fortalecer iniciativas como essa, promovendo visitas a outros órgãos, como tribunais, ministérios públicos e Defensoria Pública, para oferecer um panorama mais abrangente do sistema jurídico e político. “A união entre teoria e prática é essencial para a formação de profissionais do Direito mais conscientes do seu papel na sociedade. Essas ações são um investimento na qualidade da educação e na preparação de futuros advogados, promotores, defensores e servidores públicos”, concluiu.

UESPI marca presença no XI Congresso Brasileiro de Educação em Fisioterapia

Por: Eduarda Sousa

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) marcou presença no XI Congresso Brasileiro de Educação em Fisioterapia e no XXIV Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia, realizados em Salvador (BA), entre os dias 10 e 12 de setembro de 2025. A instituição foi representada pelas professoras de Fisioterapia Profa. PhD Veruska Rebêlo, Profa. Dra. Nayana Machado e Profa. Dra. Iara Shimizu. O evento reuniu especialistas de todo o país para debater a formação acadêmica e as melhores práticas de ensino em Fisioterapia.

 

As docentes apresentaram trabalhos científicos desenvolvidos a partir de projetos de pesquisa, extensão, ligas acadêmicas e programas de residência multiprofissional da UESPI. Além disso, participaram de atividades de capacitação e compartilhamento de experiências exitosas da ABENFISIO Piauí no XIV Fórum de Ensino em Fisioterapia, contribuindo para o debate nacional sobre o ensino e a formação em fisioterapia.

A participação da UESPI no congresso evidenciou o quanto esses espaços contribuem para fortalecer o debate acadêmico e incentivar o envolvimento dos estudantes em projetos e eventos nacionais. “Nossa participação impacta diretamente nas discussões sobre as Diretrizes Curriculares e incentiva outros alunos a se envolverem em projetos vinculados à UESPI, possibilitando sua participação em eventos nacionais”, destacou a Professora Nayana Machado.

A professora Veruska Rebêlo destacou a presença da UESPI no congresso como um momento de valorização das ações locais e de fortalecimento do debate coletivo em nível nacional, além de abrir espaço para a troca de experiências e o alinhamento de estratégias voltadas ao ensino em fisioterapia. “A presença da UESPI em um evento nacional dessa dimensão fortalece a ABENFISIO Piauí, valoriza ações exitosas do nosso estado e contribui para o debate coletivo em nível nacional. Também possibilita a troca de experiências sobre programas de residência, iniciativas inovadoras como a ABENFISIO Jovem, uso de metodologias ativas e inteligência artificial, além da reunião da Comissão de Desenvolvimento Científico e Educação (CDCE) dos CREFITOs de todo o Brasil, que alinhou estratégias importantes para o ensino em fisioterapia”.

As experiências vivenciadas em eventos nacionais contribuem diretamente para os estudantes da UESPI, ampliando seus horizontes acadêmicos e profissionais, fortalecendo a formação e proporcionando acesso a debates, práticas inovadoras e redes de cooperação. “Esse conjunto de experiências impacta diretamente os discentes da UESPI, ao ampliar horizontes acadêmicos e profissionais, fortalecer a qualidade da formação e garantir acesso a debates atualizados, práticas inovadoras e redes de cooperação que enriquecem sua trajetória”, pontuou a professora Veruska Rebêlo.

UESPI Parnaíba realiza Maratona de Programação em celebração ao Dia do Programador

Por: Lucas Ruthênio

O campus da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em Parnaíba sediou, no último sábado (13), a Etapa Regional da Maratona de Programação promovida pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). O evento, que reuniu estudantes de diferentes instituições do Piauí e do Ceará, aconteceu em alusão ao Dia do Programador, celebrado mundialmente em 13 de setembro.

Foto: Prof. Rodrigo Baluz

A competição, já tradicional na UESPI Parnaíba há mais de dez anos, mobilizou 12 equipes formadas por 36 estudantes das instituições UESPI (campi Parnaíba e Piripiri), IFPI Parnaíba, UNINASSAU Parnaíba, IFCE Tianguá, UFC Sobral e UVA Sobral. O time campeão da etapa se credencia para disputar a Final Nacional, que será realizada entre os dias 6 e 9 de novembro, em São Paulo.

Segundo o professor Rodrigo Baluz, organizador da maratona em Parnaíba, o objetivo do evento vai além da competição. “A Maratona de Programação promove nos estudantes a criatividade, a capacidade de trabalho em equipe, a busca de novas soluções de software e a habilidade de resolver problemas sob pressão”, destacou.

Neste ano, a realização da maratona coincidiu exatamente com o Dia do Programador, o que fortaleceu ainda mais o caráter simbólico do encontro.

“A SBC sempre busca oportunizar que as Etapas Regionais aconteçam no sábado mais próximo possível do dia 13 de setembro. Neste ano, tivemos a felicidade da data cair em um sábado, propiciando que mais de 51 sedes de várias regiões do Brasil pudessem festejar com 1.026 times inscritos de 239 diferentes instituições”, explicou o professor.

Durante cinco horas de prova, os competidores tiveram que buscar soluções para 13 problemas. A dinâmica, de acordo com Baluz, também contribui para o desenvolvimento de habilidades interpessoais. “Além da técnica em programação, eles precisam colocar em prática soft skills como criatividade, liderança, colaboração, comunicação e, principalmente, resolver problemas sob pressão”, ressaltou.

O nível das equipes impressionou a organização. Pela primeira vez, a equipe vencedora da sede Parnaíba conseguiu resolver quatro problemas, superando o histórico local e alcançando um desempenho comparável ao de grandes centros do país. “Tivemos seis equipes resolvendo pelo menos três problemas. O desempenho das equipes da UESPI Parnaíba e Piripiri superou até mesmo os resultados das equipes da UESPI Teresina”, comemorou Baluz.

A Maratona de Programação é considerada uma vitrine para empresas do setor de tecnologia. Além de valorizar o aprendizado dos estudantes, o evento aproxima os futuros profissionais do mercado de trabalho.

“O mercado entende que nessas competições estão os melhores programadores. Para os alunos, é uma oportunidade de colocar em prática o que aprendem em sala de aula e se aproximar das oportunidades do setor de desenvolvimento de software, tanto em nível regional quanto nacional”, concluiu o professor.

IFMSA Brazil UESPI promove Seminário sobre Fundamentos do Raciocínio Clínico em Teresina

Por: Lucas Ruthênio

O Comitê Local da IFMSA Brazil UESPI, com apoio da IFMSA Brazil UNINOVAFAPI, realiza no dia 10 de outubro de 2025 o Seminário Fundamentos do Raciocínio Clínico, a partir das 18h45, no Auditório Ipê da UNINOVAFAPI, em Teresina. O evento reunirá acadêmicos, profissionais da saúde e especialistas para discutir a importância da valorização do método clínico no diagnóstico médico.

De acordo com o coordenador do seminário, prof. Dr. José Tupinambá Sousa Vasconcelos, a proposta é resgatar a centralidade da anamnese e do exame físico no processo de investigação clínica, práticas muitas vezes deixadas em segundo plano diante da crescente valorização dos exames complementares.

“O método clínico tem sido colocado em segundo plano, em favor apenas dos exames complementares. Mas nós sabemos que entre 80% e 85% de um diagnóstico pode ser obtido apenas pela história clínica e pelo exame físico. Um exemplo simples é a enxaqueca: os exames complementares ajudam muito pouco, enquanto a anamnese, a história do paciente, é determinante para a definição do quadro. O raciocínio clínico não é apenas uma habilidade inata, mas um método que pode ser aprendido e treinado”, explicou o professor.

Programação e Metodologia

O evento será dividido em duas etapas. A primeira abordará a relevância do raciocínio clínico e o papel da anamnese como guia para um exame físico dirigido e produtivo. Na segunda parte, professores convidados apresentarão casos clínicos reais, demonstrando como hipóteses diagnósticas podem ser construídas, confirmadas ou descartadas a partir da coleta de informações do paciente, do exame físico e da análise criteriosa dos dados.

Além do prof. Dr. José Tupinambá Sousa Vasconcelos, o seminário contará com a participação do prof. Dr. Mário Sérgio Ferreira Santos e da professora especialista Luiza Sá e Rêgo Tupinambá. Os docentes irão conduzir as discussões e interagir com a plateia em um espaço de debate aberto.

Segundo os organizadores, a proposta é mostrar aos estudantes e profissionais de saúde que a capacidade diagnóstica não é um “dom” restrito a poucos, mas uma competência que pode ser desenvolvida com estudo e prática.

“O que se deseja nesse seminário é mostrar um instrumental de como obter as informações mais importantes para o diagnóstico através da entrevista e do exame físico. Queremos deixar claro que a capacidade de fazer diagnóstico não é uma iluminação de pessoas muito inteligentes, mas sim um método que pode ser aprendido e treinado”, reforçou o professor Tupinambá.

Público-alvo e inscrições

O seminário é voltado para estudantes de Medicina, médicos residentes de todas as especialidades, médicos clínicos gerais e especialistas, além de outros profissionais da área da saúde que também fazem uso da anamnese em suas práticas, como enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, fisioterapeutas, nutricionistas e educadores físicos.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia do evento por meio de formulário online disponível no link de inscrição ou acessando a bio do Instagram @ifmsabrazil_uespi. Todos os participantes receberão certificado de participação, e os valores arrecadados serão integralmente destinados às atividades acadêmicas desenvolvidas pelos estudantes de Medicina integrantes dos comitês promotores do evento.

O Seminário Fundamentos do Raciocínio Clínico acontece no dia 10 de outubro de 2025, das 17h45 às 21h10, no Auditório Ipê da UNINOVAFAPI, em Teresina. A iniciativa é promovida pelo IFMSA Brazil UESPI, com apoio do IFMSA Brazil UNINOVAFAPI, e conta com a coordenação do prof. Dr. José Tupinambá Sousa Vasconcelos, do prof. Dr. Mário Sérgio Ferreira Santos e da professora especialista Luiza Sá e Rêgo Tupinambá.

Aula inaugural marca início do curso de Técnicas de Transmissão e Narração de Futebol para Mulheres Empoderadas na UESPI

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), realizou a aula inaugural do curso Técnicas de Transmissão e Narração de Futebol para Mulheres Empoderadas, projeto aprovado no Programa Institucional de Bolsas em Extensão Universitária (PIBEU), conforme o edital nº 026/2025.

Com início no dia 9 de setembro, a iniciativa busca capacitar mulheres para atuarem no jornalismo esportivo, especialmente nas áreas de narração e transmissão de partidas de futebol, espaços ainda marcados pela predominância masculina. O curso é gratuito, acontece de forma remota pela plataforma Google Meet, às terças-feiras, das 19h às 21h, e terá duas turmas: a primeira de setembro a janeiro e a segunda de fevereiro a maio.

Um espaço de formação e empoderamento

Ao apresentar o projeto, o professor Josinaldo Oliveira ressaltou que a proposta nasceu da percepção da necessidade de abrir portas para a atuação feminina no jornalismo esportivo. Ele explicou que o curso não se limita à figura da narradora, mas contempla também funções como comentarista, repórter e plantonista esportiva. Para ele, a formação técnica é indispensável para que as participantes possam avançar com segurança em um mercado que exige preparo e agilidade.

“Queremos que as alunas aprendam tanto a teoria quanto a prática e entendam que cada detalhe de uma transmissão esportiva tem um papel fundamental. A ideia é que este curso não apenas ensine, mas também inspire e dê oportunidade para que mulheres conquistem esse espaço com qualidade e profissionalismo.”

A professora Sammara Jericó, que divide a coordenação do curso, destacou que a proposta vai além da capacitação técnica. Segundo ela, trata-se de um movimento de transformação cultural e política, que busca reposicionar as mulheres dentro de um campo historicamente dominado por vozes masculinas.

“O curso abre uma porta para a entrada e permanência da mulher no mundo do esporte. Essa é uma oportunidade que não se resume a transmitir jogos, mas a ocupar um lugar de destaque, de voz e de território. É também uma afirmação de empoderamento cultural, que mira novas trajetórias dentro da comunicação esportiva.”

Aula inaugural com experiências e expectativas

A abertura contou com a participação de professoras, monitores e alunas de diferentes regiões do país. A discente de Jornalismo Rayrene Braga, que atua como monitora do projeto, destacou a importância de ter uma equipe de suporte para auxiliar as participantes ao longo da jornada. Ela ressaltou que a experiência será um momento de aprendizado coletivo, no qual as mulheres terão apoio constante para desenvolver suas habilidades.

A narradora esportiva Gil Costa, auxiliar de coordenação, chamou atenção para a importância da técnica no processo de profissionalização. Ela comparou cada exercício do curso a uma final de Copa do Mundo, destacando que é a prática diária, aliada ao aprendizado, que diferencia uma narradora preparada. Segundo ela, experiências como esta são fundamentais para que novas vozes femininas ganhem projeção tanto no Piauí quanto em outros estados.

Entre as alunas, a diversidade de perfis chamou atenção. A gaúcha Alice, de Porto Alegre, relatou que chegou ao curso motivada pela paixão pelo futebol e pela inspiração materna, já que sua mãe foi jornalista. Mesmo não tendo experiência prévia como narradora, ela viu na formação uma oportunidade de explorar novas possibilidades na comunicação esportiva.

Já a radialista baiana Emanuelle, com 25 anos de atuação no rádio, compartilhou que a vivência profissional não foi suficiente para superar os desafios técnicos da narração. Ela explicou que, em um ambiente ainda marcado pela misoginia, qualquer falha cometida por mulheres é duramente criticada, o que torna a segurança técnica uma ferramenta essencial para resistir e se consolidar no meio. Para ela, o curso representa não apenas um espaço de aprendizado, mas também de acolhimento e fortalecimento coletivo.

Reconhecimento institucional

O reitor da UESPI, professor Evandro Alberto, participou da abertura e parabenizou a iniciativa, ressaltando o caráter pioneiro da proposta dentro da universidade. Para ele, a ação demonstra o compromisso da instituição em promover inclusão e ampliar a visibilidade das mulheres em espaços de comunicação esportiva. Ele destacou que, atualmente, já existem narradoras de destaque no país que não deixam nada a desejar em relação aos homens, e que iniciativas como esta ampliam ainda mais as possibilidades de inserção.

Com atividades previstas até janeiro de 2026, o curso se consolida como um espaço de formação, acolhimento e transformação social, reafirmando o compromisso da UESPI em unir extensão universitária, capacitação técnica e empoderamento feminino.

 

UESPI realiza 1º Movimente-se e celebra o Dia do Profissional de Educação Física em Floriano

Por: Lucas Ruthênio

Na última terça-feira (2), o curso de Educação Física da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em parceria com a Prefeitura de Floriano e o Conselho Regional de Educação Física, promoveu o 1º Movimente-se, projeto de extensão voltado para a capacitação de acadêmicos, profissionais da área e a integração com a comunidade local. O evento marcou o Dia do Profissional de Educação Física e contou com atividades durante todo o dia, envolvendo palestras, oficinas práticas e um aulão de dança que fechou o encontro.

Equipe de Educação Física da UESPI celebra o 1º Movimente-se em Floriano com capacitação e integração.

A iniciativa, coordenada pela professora Conceição Lopes, teve como principal objetivo criar identidade profissional para os alunos e fortalecer a atuação dos profissionais da cidade. Segundo a professora, o evento buscou integrar diferentes públicos por meio de cursos, oficinas e momentos de interação, como o aulão que contou com a participação da comunidade.

“O principal objetivo do projeto de extensão Primeiro Movimente-se foi capacitá-lo e criar identidade de profissão para os acadêmicos e profissionais aqui da cidade de Floriano. A atividade buscou integrar tanto alunos como profissionais e a comunidade através de várias organizações, dentre elas cursos, oficinas, bem como acolhimento, recepção e o aulão”, explicou a professora Conceição Lopes.

O apoio do Conselho de Educação Física foi fundamental, fornecendo profissionais para ministrar palestras e materiais como pastas e crachás. Durante a manhã, os participantes tiveram credenciamento e participaram de palestras e bate-papos, com destaque para a apresentação do conselho e a palestra de Lane Lemos, empresária formada pela UESPI, que abordou a importância das redes sociais na divulgação do trabalho do profissional de educação física.

Já no período da tarde, os participantes puderam se envolver em oficinas práticas de capacitação. Segundo a professora Conceição, cada oficina teve cerca de 25 participantes. A primeira abordou estratégias para o trabalho com pessoas com neuro divergências, incluindo intervenções para crianças com autismo. A segunda foi sobre treinamento resistido, com aulas teóricas e práticas sobre musculação. A terceira oficina focou em avaliação física, permitindo que os alunos realizassem medições e avaliações com técnicas atualizadas.

O encerramento do evento contou com um aulão de dança, promovido pelos alunos e com o espaço cedido pela professora Cris Lenin Lemos, promovendo interação e aprendizado prático para toda a comunidade.

Para os alunos que participaram do projeto, a experiência foi um complemento essencial à formação teórica adquirida em sala de aula. A estudante Delzuita Resende destacou que o contato direto com a prática, a comunidade e os profissionais do setor possibilitou desenvolver habilidades que vão além do aprendizado acadêmico, como trabalho em equipe, planejamento e comunicação. Ela afirmou ainda que o projeto permitiu entender de forma concreta a atuação do profissional de educação física e a importância de sua presença na comunidade.

A professora Conceição Lopes avaliou o saldo do evento como positivo, ressaltando que o projeto cumpriu seu objetivo de capacitar os estudantes, integrar diferentes públicos e fortalecer a identidade profissional: “O saldo do evento foi positivo, de maneira que a gente espera continuar com os próximos anos e tornando cada vez maior, e contamos com as parcerias da Prefeitura pela Secretaria de Esporte e Lazer, que foi totalmente presente e marco como positivo essa participação e esse acontecimento.”

Prorrogação de prazo de Relatório FINAL PIBIC/PIBITI 2024-2025

A Pró-Reitoria de pesquisa e pós-graduação, através de sua Diretoria de Pesquisa (DP) resolve prorrogar até o dia 06 de setembro de 2025 o prazo para envio dos relatórios finais dos projetos aprovados no EDITAL № PROP 13/2024.

 

Alunos de Pedagogia da UESPI realizam aula de campo em pontos históricos e geográficos de Piripiri

Por: Lucas Ruthênio

Na última terça-feira (26/08), os alunos do 5º bloco do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Professor Antônio Giovanni Alves de Sousa, em Piripiri, participaram de uma aula de campo interdisciplinar que integrou os conteúdos de História e Geografia. A atividade foi promovida nas disciplinas História: Conteúdo e Metodologia e Geografia: Conteúdo e Metodologia, ministradas pelos professores Me. Alex Mesquita e Ma. Juliana Oliveira.

O objetivo principal da visita foi oferecer aos acadêmicos uma experiência prática de aprendizagem, permitindo que observassem e refletissem sobre os aspectos históricos e geográficos da cidade de Piripiri. A partir dessas observações, os alunos puderam pensar estratégias de ensino que conectem o conteúdo escolar à realidade local dos estudantes do Ensino Fundamental, tornando a aprendizagem mais concreta e significativa.

Durante o percurso, os alunos visitaram locais de destaque histórico, cultural e ambiental, como o Açude Anajás, a Antiga Estação Ferroviária, atualmente transformada em Praça de Eventos, o Mercado Público, a Casa das Letras, a Praça da Bandeira, a Igreja Matriz e o Morro da Saudade. Esses espaços oferecem um potencial pedagógico relevante, pois permitem que os futuros professores trabalhem conteúdos curriculares de forma contextualizada, utilizando a cidade como uma extensão da sala de aula.

A atividade também evidenciou a importância da interdisciplinaridade, permitindo que os alunos percebessem a relação entre História e Geografia no cotidiano e na formação escolar. Além disso, o contato direto com o patrimônio histórico e ambiental da cidade ampliou as discussões, favorecendo reflexões sobre preservação, cultura e cidadania.

O professor Alex Mesquita destacou que a aula de campo vai além da simples visitação, estimulando a percepção dos alunos sobre como o conhecimento pode ser construído fora da sala de aula: “A importância de uma aula de campo é mostrar aos alunos que o aprendizado pode ir além da sala de aula. O contexto local também pode se transformar em espaço de aquisição de conhecimento. Os locais visitados contribuem para se pensar metodologias do ensino de História e Geografia justamente por estarem ligados à realidade dos estudantes da rede municipal, além de serem espaços acessíveis e ricos em simbologias culturais”, explicou.

Ele ainda ressaltou que a experiência permitiu aos acadêmicos desenvolver estratégias pedagógicas a partir da realidade local, considerando tanto a história material quanto imaterial de Piripiri, assim como aspectos geográficos relacionados à transformação da paisagem pelo ser humano.

“O impacto foi nítido porque muitos acadêmicos não conheciam a relevância de alguns desses locais, seja em termos históricos ou geográficos. Assim, a atividade possibilitou tanto a compreensão da realidade local quanto a reflexão sobre como transformá-la em recurso pedagógico. Foi uma experiência extremamente rica, que uniu conhecimento, prática e engajamento”, completou.

A iniciativa evidencia como atividades práticas podem ampliar a formação dos futuros professores, aproximando teoria e prática e proporcionando uma compreensão mais profunda do patrimônio histórico e geográfico local.

Conviver e Cuidar: UESPI lança campanha permanente contra maus-tratos ao aderir ao programa estadual

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) aderiu oficialmente à campanha estadual “Piauí contra os maus-tratos”, promovida pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). A partir dessa adesão, a instituição lançou sua própria iniciativa permanente, intitulada “Conviver & Cuidar: UESPI contra os maus-tratos.

A campanha da UESPI surge diante da presença significativa de cães e gatos nos campis e tem como foco principal o combate ao abandono de animais, além de promover a convivência ética, segura e responsável com eles. Coordenada pela Assessoria de Comunicação da UESPI, com apoio da Prefeitura Universitária, a Administração Superior PRAD e toda comunidade uespiana, a ação contará com ampla divulgação nos canais oficiais da instituição, instalação de placas educativas e integração com projetos de extensão.

Segundo a técnica administrativa da UESPI e integrante do grupo de proteção aos animais no campus, Raquel Rocha, a adesão da Universidade ao programa estadual fortalece o trabalho local. “Ao aderir à campanha estadual Piauí contra os maus-tratos, a UESPI lança a sua própria versão, a Conviver e Cuidar. Queremos construir uma ação permanente de conscientização. Abandono é crime, maus-tratos também. Os animais estão aqui porque foram abandonados por seres humanos. Agora, a Universidade assume um papel institucional de educar, conscientizar e promover a convivência ética entre humanos e não humanos dentro do campus.”

A iniciativa se fundamenta em legislações vigentes, como a Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que prevê pena de até cinco anos de reclusão para casos de abandono e maus-tratos, e a Lei Estadual nº 8.598/2025, que assegura o direito ao fornecimento de alimento e água a animais em situação de rua, proibindo que agentes públicos ou privados impeçam essa prática.

Para Raquel, a instalação de placas educativas será uma das medidas mais urgentes: “Hoje não apenas estudantes e servidores circulam pela UESPI, mas também pessoas externas que utilizam o espaço para eventos e práticas esportivas. Infelizmente, já tivemos registros de atropelamentos de animais. Por isso, é essencial que as placas chamem atenção para o limite de velocidade, para os riscos e para a legislação. Precisamos garantir a vida dos animais e a segurança de todos.”

A Gerência de Proteção Animal da SSP-PI, responsável pelo programa estadual, é parceira direta da ação. Para a gerente, Raissa Barbosa, a adesão da Universidade amplia o alcance da campanha. “O programa Piauí contra os maus-tratos foi criado justamente para unir forças. A presença de animais em espaços públicos, como o campus universitário, exige cuidado. A UESPI, ao lançar a campanha Conviver e Cuidar, dá um passo importante para coibir o abandono, educar sua comunidade e ser referência no estado. Nosso objetivo é somar esforços, promover palestras e consolidar a proteção animal como pauta permanente.”

Raissa reforça ainda a importância da parceria com instituições de ensino: “A ausência de um abrigo público e de políticas municipais efetivas ainda é um desafio. Mas quando universidades, como a UESPI, assumem esse compromisso, conseguimos avançar em projetos de extensão, eventos educativos e até em discussões acadêmicas sobre direitos e bem-estar animal.”

Além das ações internas, a UESPI articula parcerias com o Ministério Público do Estado, a Secretaria de Meio Ambiente, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e entidades de proteção animal. O objetivo é fortalecer o enfrentamento ao abandono, assegurar o cumprimento das leis e fomentar uma cultura de cuidado e respeito na comunidade acadêmica.

Ao lançar a campanha Conviver & Cuidar: UESPI contra os maus-tratos, a Universidade reafirma seu compromisso com a defesa da vida em todas as suas formas.

“Esse momento prova que a UESPI está comprometida com a causa animal, com ética, respeito e responsabilidade social. É uma vitória para os animais, para os protetores e para toda a comunidade acadêmica”, conclui Raquel Rocha.

Professores da UESPI tomam posse como sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí (IHGPI)

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) se prepara para um momento de destaque na agenda acadêmica e cultural do estado: a posse da Professora Doutora Antonia Valtéria Melo Alvarenga e de Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho como sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí (IHGPI).

A solenidade está marcada para 29 de agosto de 2025 (sexta-feira), às 15h, na Academia de Ciências do Piauí, e integra o ciclo de conferências e diplomações definido pelo Instituto para o segundo semestre de 2025.

A incorporação dos docentes da UESPI ao quadro efetivo do IHGPI representa, ao mesmo tempo, reconhecimento de trajetórias acadêmicas consolidadas e afirmação pública do compromisso da Universidade com a preservação da memória, a produção de conhecimento e o diálogo entre ensino, pesquisa e sociedade. Ao lado de outros nomes das áreas de História e Geografia, a presença dos professores reforça a missão do Instituto de fortalecer a identidade piauiense por meio da historiografia e da geografia do estado.

Significados da posse e trajetórias acadêmicas

Para o Prof. Dr. Pedro Pio Fontineles (CCHL/História – Campus Clóvis Moura), a eleição para o quadro efetivo do IHGPI significa assumir uma missão. “Ser eleito como sócio efetivo é, antes de tudo, aceitar o chamado e a missão para dar continuidade e contribuir com essa tarefa de responsabilidade tamanha”, afirma Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho. Ele ressalta que o IHGPI é uma instituição centenária, fundada em 1918, e lembra a proximidade histórica com a Academia Piauiense de Letras, fundada em 1917. Ao relacionar a conquista à sua trajetória, o docente descreve uma caminhada que começa em 2000 como discente do Curso de História da UESPI, passa pela docência na educação básica e, a partir de 2006, consolida-se no ensino superior, no Campus Clóvis Moura. “É a honraria e o reconhecimento de minha trajetória como professor e pesquisador da área da História”, reforça Professor.

A dimensão pessoal também é central no testemunho do professor, que associa a conquista à própria história de vida: “Vindo de família humilde, trabalhando desde criança como feirante no Mercado Público do Dirceu Arcoverde I, conseguir tal reconhecimento é mais uma prova de vitória minha e de minha família”, destaca Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho, sublinhando o papel da educação e do trabalho como motores de transformação social.

Para Professora Doutora Antonia Valtéria Melo Alvarenga (CCHL/História – Campus Poeta Torquato Neto), a notícia da eleição foi recebida com um duplo sentimento: “Foi uma grata surpresa receber a indicação e o aceite para integrar, como sócia efetiva, o IHGPI”, relata. Ao mesmo tempo em que percebe “a alegria pelo reconhecimento” por uma trajetória dedicada ao conhecimento histórico, ela frisa “um profundo senso de responsabilidade” com tudo o que a define como profissional da área. “Estar entre os membros de uma instituição centenária como o IHGPI significa honrar a memória de quem construiu sua história e assumir o compromisso de representar aqueles que se reconhecem em sua missão”, afirma Professora.

Marco institucional para a UESPI e para o Piauí

A posse dos docentes é também um marco institucional. Na avaliação de Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho, a presença de professores da UESPI no IHGPI aproxima a universidade de espaços tradicionais de intelectualidade e reconhece a qualidade do corpo docente. Ele enfatiza que a UESPI “sempre esteve muito bem representada no Instituto e em outros ambientes de produção intelectual”, e que a posse de novos docentes “confirma a qualidade e o compromisso” de quem se dedica ao ensino, à pesquisa e à extensão. “Quem tem a ganhar com essa troca entre gerações é a sociedade”, resume Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho, ao tratar da pluralidade de abordagens que a renovação do quadro traz para o debate historiográfico e geográfico.

Na mesma direção, Professora Doutora Antonia Valtéria Melo Alvarenga enxerga na posse o reconhecimento e a valorização de profissionais que preservam a memória e estudam a realidade social, cultural e territorial do estado. “Assumimos o papel de guardiões da memória, intérpretes da realidade e protagonistas na construção de um saber plural e democrático, profundamente enraizado na vida social e cultural do Piauí”, afirma Professora Drª Antonia Valtéria.

Contribuições acadêmicas e propostas de atuação no IHGPI

Comprometido com a interface entre ciência e educação, Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho destaca que pretende dar continuidade às pesquisas sobre História, Literatura, Artes e Intelectualidade piauienses e suas relações com o cenário nacional, conforme desenvolvidas desde a iniciação científica e na pós-graduação. Ele também articula sua atuação ao Memorial Clóvis Moura, no Campus Dirceu, projeto do qual é responsável desde 2017: “Meu projeto mais recente é ampliar o acervo físico e digital, para manter viva a memória e a história desse importante intelectual piauiense”, explica Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho, associando o esforço à prática docente e ao ensino de História.

Professora Drª Antonia Valtéria Melo Alvarenga aponta sua formação em História e Direito, com continuidade em Educação, como marca de uma trajetória interdisciplinar. Seus interesses de pesquisa abrangem Políticas Públicas (no Direito e na História), com especial atenção ao Ensino de História, às Políticas Públicas de Saúde e, mais recentemente, às políticas desenvolvimentistas implementadas a partir da segunda metade do século XX. “Minha atuação se caracteriza pela flexibilidade, o que me possibilita estabelecer parcerias com colegas da História e de outros campos das Ciências Humanas e Sociais que integram o IHGPI”, afirma Professora.

História, Geografia e identidade piauiense

Ao refletir sobre o papel das áreas no debate público, Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho ressalta a indissociabilidade entre memória e identidade. “História e Geografia são disciplinas primas-irmãs”, observa, lembrando que “não há identidade sem memória” e que a memória se faz na conscientização histórica e geográfica. Para ele, a pluralidade de olhares que chega com novos sócios efetivos impulsiona a pesquisa e fortalece o ensino, numa dinâmica de aprendizagem entre gerações.

Professora Doutora Antonia Valtéria Melo Alvarenga define o IHGPI como “guardião de memória, relatos, pesquisas e interpretações sobre o passado”, salientando que a instituição ajuda a compreender quem somos, de onde viemos e quais caminhos seguimos como sociedade. Ela reconhece desafios de recursos e de atualização diante de novos cenários acadêmicos e tecnológicos, mas sublinha o caráter de resistência e continuidade: “Instituições seculares como o IHGPI mantêm viva a memória coletiva, dialogam com diferentes gerações de pesquisadores e ampliam a visibilidade de histórias locais e regionais”, afirma Professora Drª Antonia Valtéria Melo Alvarenga.

Mensagem à comunidade acadêmica

No momento em que assume o compromisso de integrar uma instituição histórica de grande prestígio, Prof. Dr. Pedro Pio Fontineles deixa um recado que sintetiza sua visão sobre o papel social do conhecimento: “Promover a cultura histórica e geográfica do Piauí é, antes de tudo, promover a luta contra as desigualdades sociais várias. E esse combate começa, sustenta-se e se fortalece por meio do acesso à Educação digna, democrática, com equidade de oportunidades”.

Ao lado de Professora Doutora Antonia Valtéria Melo Alvarenga, cuja trajetória combina consistência intelectual, interdisciplinaridade e compromisso público, a posse desta sexta-feira simboliza a continuidade de um trabalho que ultrapassa a sala de aula e se projeta no fortalecimento da memória, da ciência e da cultura do Piauí. A UESPI parabeniza seus docentes e convida a comunidade a acompanhar as conferências de posse, reconhecendo nesse gesto a afirmação de valores que sustentam a universidade pública: rigor acadêmico, compromisso social e valorização da identidade piauiense.

No dia 29 de agosto de 2025, às 15h, a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) marcará presença em um importante momento acadêmico no Instituto Histórico e Geográfico do Piauí (IHGPI), durante a cerimônia de posse de novos membros. O evento será realizado na sede da Academia de Ciências do Piauí e contará com a diplomação de dois docentes da instituição como sócios efetivos: a Professora Doutora Antonia Valtéria Melo Alvarenga, do curso de História do Campus Poeta Torquato Neto, e o Professor Doutor Pedro Pio Fontineles Filho, também do curso de História, lotado no Campus Clóvis Moura.

A posse dos novos integrantes acontecerá no formato de conferências públicas, em que cada empossando terá entre 15 e 25 minutos para expor suas reflexões e perspectivas, reafirmando o compromisso com a pesquisa histórica e com o fortalecimento da produção de conhecimento no Piauí.

UESPI dá início a especialização em Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras, Africanas e Indígenas

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro (NEPA/UESPI), deu início ao curso de especialização em Especialização em Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras, Africanas e Indígenas, com o objetivo de capacitar professores e profissionais da Educação Básica para ampliar a compreensão e o ensino dessas temáticas no contexto escolar, promovendo uma educação antirracista, inclusiva e de valorização das identidades étnico-raciais.

A professora Julia Cunha, secretária da especialização, destaca que “o curso cumpre as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, trazendo uma abordagem decolonial e antirracista, baseada na visão de mundo do negro e do indígena, com o objetivo de combater o racismo estrutural e o preconceito”.

Entre os diferenciais do curso, a professora Julia Cunha ressalta a experiência do NEPA, que atua há 19 anos na área, e o corpo docente qualificado, composto majoritariamente por doutores da UESPI e de outras universidades, além da participação de membros de comunidades quilombolas e indígenas. “O curso incentiva a produção de artigos científicos e didáticos pelos alunos, com apresentação em eventos como o ‘ÁFRICA BRASIL’, para que o conhecimento gerado tenha impacto real na educação e na sociedade”, afirma a professora. Ela também destaca a parceria com a Secretaria de Educação do Estado do Piauí (SEDUC), voltada para docentes e técnicos das duas instituições.

A grade curricular inclui disciplinas como História da África, Filosofia Africana, Literatura Afro-Brasileira, Educação Antirracista, Legislação e Ações Afirmativas, Literatura Indígena e Religiões de Matriz Africana no Brasil. O professor Marcos James, aluno da especialização, relata que o curso tem sido fundamental para repensar sua prática docente. “Desconstruir nossas visões estereotipadas e reconhecer como a educação tradicional marginalizou essas culturas exigiu uma revisão crítica de conceitos internalizados. Pesquisar fontes e acervos nos permitiu compreender a riqueza das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, bem como a luta anticolonial como ferramenta de resistência e afirmação identitária”, explica.

Marcos acrescenta que a especialização também proporciona a aplicação prática do conhecimento. “A elaboração de planos de aula interdisciplinares e os debates sobre a aplicabilidade das Leis 10.639/03 e 11.645/08 nos ajudaram a transpor a barreira entre teoria e prática. Passamos a valorizar autores como Djamilia Ribeiro e Daniel Munduruku de forma estrutural, não apenas temática, e a integrar oralidade e saberes ancestrais nas aulas”, afirma.

Além disso, os alunos têm acesso a bibliotecas físicas e digitais, incluindo o acervo do NEPA/UESPI e a Coleção ÁFRICA BRASIL, e participam de seminários, rodas de conversa e debates que enriquecem a formação. a secretária do curso professora Julia Cunha reforça que “o curso busca formar profissionais comprometidos com uma educação que valorize a identidade e a história dos povos afro-brasileiros, africanos e indígenas, promovendo uma prática docente antirracista e inclusiva”.

A especialização é destinada a professores e profissionais da Educação Básica, bem como egressos de instituições de ensino superior das redes pública e privada do Piauí. O perfil ideal, segundo a professora, envolve interesse genuíno em aprofundar conhecimentos sobre literaturas, histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas, além de abertura para revisão de convicções. Marcos James acrescenta que é fundamental “participar de grupos de estudo, explorar acervos digitais e presenciais, frequentar eventos culturais e se conectar com colegas e comunidades na luta antirracista e indigenista. A transformação é gradual, mas urgente”.

UESPI lança Projeto de Letramento Crítico em Escrita Acadêmica no campus Parnaíba

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus de Parnaíba, vai iniciar um novo Projeto de Extensão em Letramento Crítico: Escrita Acadêmica, coordenado pelo professor Dr. Jailson Almeida. A iniciativa, inserida no campo da Linguística Aplicada, busca fortalecer as práticas de leitura e escrita acadêmica, promovendo reflexões críticas e metodológicas sobre os processos de produção textual dentro e fora da universidade.

Segundo o coordenador, o projeto é estruturado em sete módulos e tem como objetivo o desenvolvimento do letramento acadêmico de graduandos e pós-graduandos de diferentes áreas do conhecimento. “O curso vai muito além do paradigma normativista. Estamos trabalhando com o ideário de letramento crítico, contemplando desde concepções decoloniais até questões mais técnicas, como a formatação de textos”, explicou Almeida.

Com duração de quatro meses e carga horária de 60 horas, os encontros acontecerão de forma híbrida, mesclando teoria e prática. Cada módulo terá quatro horas de atividades e será ministrado por docentes da UESPI e professores convidados. Ao final, os participantes receberão certificação.

O professor destaca que a proposta responde a uma necessidade observada no cotidiano acadêmico. “É comum percebermos fragilidades na produção textual de estudantes desde o ingresso na universidade até a conclusão do curso. Muitos apresentam dificuldades na construção de projetos, monografias e artigos, inclusive no uso das normas da ABNT”, comentou.

Além do estudo de referenciais teóricos, o projeto dará atenção especial à produção e análise de gêneros discursivos da esfera do argumentar, como monografia, artigo científico, resenha, ensaio, resumo, fichamento, position paper, portfólio e mapa conceitual. Haverá acompanhamento individualizado, com devolutivas sobre as potencialidades e dificuldades encontradas pelos participantes. “Queremos oferecer não só uma formação sólida, mas também orientação sobre questões contemporâneas, como o uso ético de inteligência artificial, plágio e autoplágio, além de estratégias de publicação”, acrescentou Almeida.

O corpo docente envolvido no projeto conta com nomes de diferentes áreas e níveis de formação, como a professora Ma. Karla Dayane Monteiro (coordenadora), a professora Grasyela Silva (mestranda em Letras/UESPI), a professora Maria Nascimento (coordenação de apoio), além de pesquisadores como Dra. Bárbara Melo (WebLEIA), Ludmilla Costa, Tharlisson Costa, Felipe Soares, Flaviane Carvalho e Francisco, mestrandos em Letras (UESPI/Teresina).

As inscrições serão feitas a partir do dia 20 de agosto, pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc7PyK6tx2OD4H6Q2utcNFFSTggTn9PioQPDfe_ENvgMnym2Q/viewform?usp=header, com preenchimento por ordem de chegada, e poderão ser expandidas de acordo com a demanda. Os inscritos também terão acesso a um material introdutório que servirá como base para os encontros.

Ao encerrar, o professor Jailson Almeida reforçou o convite à comunidade acadêmica: “Estamos preparando o curso com muito cuidado, desde a seleção de textos até a formação da equipe. Nosso desejo é que todos os interessados possam se inscrever e participar desse movimento de fortalecimento do letramento crítico e acadêmico na UESPI”.

Mais de 2 mil participantes celebram a ciência no 75º Congresso Nacional de Botânica e 39ª Reunião Nordestina em Parnaíba

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) marcou presença expressiva no 75º Congresso Nacional de Botânica e na 39ª Reunião Nordestina de Botânica, realizados em Parnaíba entre os dias 10 e 15 de agosto de 2025. O evento reuniu mais de 2 mil participantes, entre pesquisadores, estudantes e profissionais da área, fomentando um ambiente de integração, troca de conhecimento e valorização da ciência botânica.

UESPI destaca-se no 75º Congresso Nacional e 39ª Reunião Nordestina de Botânica em Parnaíba,

O reitor da UESPI, professor Evandro Alberto, destacou a grandiosidade do encontro. “Foi um evento muito bom, com uma participação expressiva de botânicos de todo o país”, afirmou, ressaltando a satisfação com o público presente. A professora Helena, também presente na organização, comemorou a participação recorde de mais de 2 mil congressistas, reforçando a importância do evento para o fortalecimento da pesquisa na área.

Além da UESPI, diversas instituições renomadas estiveram representadas, como a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Instituto Federal do Piauí (IFPI) e a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPAR). O evento contou com homenagens a professores e colaboradores que contribuíram significativamente para o sucesso da programação.

Participantes lotam auditório na abertura do 75º Congresso Nacional de Botânica e 39ª Reunião Nordestina, em Parnaíba. Perguntar ao ChatGPT

A participação da UESPI foi destacada pela presença dos cursos de Biologia, que não só apresentaram trabalhos científicos, como também colaboraram na organização do evento. “Estar presente em momentos como esse fortalece o compromisso da universidade com a pesquisa e a extensão acadêmica”, comentou o reitor.

A logística do congresso, coordenada pela professora Sheila Milena, garantiu o conforto e a boa acomodação dos participantes, um desafio vencido com êxito. “A colaboração entre as equipes e a mobilização das unidades WESP de Campo Maior, Teresina e Parnaíba demonstram a força da UESPI e sua integração regional”, afirmou a professora.

O 75º Congresso Nacional de Botânica e a 39ª Reunião Nordestina de Botânica promoveram uma programação científica intensa e ofereceram oportunidades para o intercâmbio entre os participantes.

Cerimônia da Bota celebra a entrada dos calouros do curso de Zootecnia da UESPI em Corrente

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus de Corrente, realizou recentemente a Cerimônia da Bota, evento tradicional que marca a iniciação dos calouros no curso de Zootecnia. Mais do que uma simples recepção, a cerimônia simboliza a integração dos novos alunos à “família Zootecnia” e reforça os valores essenciais da profissão.

Novos alunos de Zootecnia participam da tradicional Cerimônia da Bota no campus de Corrente da UESPI.

Para a coordenadora e professora Juliana Barros, a cerimônia representa um momento de acolhimento e simbolismo profundo para os estudantes. “A Cerimônia da Bota representa um rito de iniciação dos alunos, que deixam de ser apenas calouros do ensino médio para se tornarem parte de algo maior, que é a nossa família Zootecnia aqui em Corrente. É o nosso jeito de dar as boas-vindas e incluí-los na simbologia da profissão, que exige força, tradição e resistência”, explicou Juliana.

O uso da bota na cerimônia tem um significado especial, pois remete à resistência do homem do campo diante das adversidades climáticas e das dificuldades do trabalho rural. “Essa resistência simbolizada pela bota é um reflexo do que esperamos dos nossos alunos: resiliência, dedicação e comprometimento com o curso e com a profissão”, complementou a coordenadora.

O momento também é importante para envolver os familiares dos estudantes, um dos poucos eventos em que os pais acompanham essa etapa inicial da vida acadêmica. “Queremos que eles saibam que seus filhos serão bem recebidos e que farão parte de uma construção não só de conhecimento, mas de valores e pessoas”, destacou Juliana Barros.

A estudante Andreia Brandão, presidente do Centro Acadêmico de Zootecnia (CAZOO), ressaltou a importância da cerimônia para a integração dos calouros. “Para mim, a Cerimônia da Bota é um momento muito especial e simbólico. Ela marca o início da nossa fase na vida dos calouros e os recebe de verdade na nossa família Zootecnia. Quando entrei no curso, essa recepção não era tão calorosa como é hoje, e isso me faz valorizar ainda mais essa tradição”, afirmou Andreia.

Andreia também destacou a relevância da prática de campo na formação acadêmica dos futuros zootecnistas. “É no campo que a teoria ganha vida. Enfrentamos situações reais, aprendemos a trabalhar em equipe e desenvolvemos habilidades que vão além dos livros. A cerimônia simboliza o ponto de partida para essa nova fase”, disse a estudante.

Como presidente do CAZOO, Andreia Brandão tem como meta fortalecer essa tradição que valoriza a união e o aprendizado. “Quero manter e fortalecer essa cerimônia para que todos os calouros se sintam parte da família Zootecnia desde o início, vivendo um ciclo de união e aprendizado”, finalizou.

A Cerimônia da Bota é uma tradição que integra os calouros ao curso de Zootecnia e simboliza os valores da profissão. O evento reforça a importância da formação acadêmica aliada ao desenvolvimento pessoal dos estudantes, marcando o início de uma nova etapa na trajetória dos futuros zootecnistas.

UESPI articula parceria com Melver e Procuradoria do Estado para implantação de programa de educação financeira

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) recebeu, nesta terça-feira (05), a representante da empresa Melver, Roberta Russo, e o Procurador do Estado do Piauí, Yury Queiroz, para uma reunião com o Reitor, professor Evandro Alberto, e membros da Administração Superior da universidade, com o objetivo discutir uma parceria institucional para a implantação de um programa de educação financeira voltado a estudantes, professores, técnicos e à comunidade em geral, fortalecendo o compromisso da UESPI com a inovação e o desenvolvimento social.

Reitor da UESPI, pró-reitores, procurador Yury Queiroz e Roberta Russo, diretora regional da Melver Educação se reunem para discutir parceria para educação financeira.

O projeto, que surge a partir de uma articulação entre a Melver e a Procuradoria-Geral do Estado, busca tornar a UESPI referência nacional na temática da educação financeira, promovendo conhecimento prático e acessível para a gestão consciente dos recursos pessoais e institucionais.

Durante a reunião, o reitor Evandro Alberto destacou a relevância da iniciativa, alinhada às orientações do Governo do Estado, especialmente nas áreas de transformação digital, tecnologia, inteligência artificial e educação.

“Esses projetos belíssimos, através da Melver, vêm ao encontro do que acreditamos para a formação universitária. Estamos aqui com a doutora Roberta Russo apresentando esse projeto orientado pelo senhor Raony Rossetti, da Melver, e mediado também pelo procurador Yury, que nos apresentou a Roberta. Discutimos com os pró-reitores a proposta para estudantes, professores e técnicos, e estamos alinhando para implantarmos esse grande projeto, que é também revolucionário e atende às orientações do nosso governador Rafael Fonteles”, afirmou o reitor.

Encontro na Reitoria para alinhar detalhes do projeto.

A representante da Melver, Roberta Russo, agradeceu a recepção e demonstrou entusiasmo com a possibilidade de colaborar com a universidade em um projeto de grande impacto. “O prazer é todo meu. Me sinto privilegiada de estar aqui, rodeada de pessoas incríveis, com uma visão diferenciada sobre um tema essencial. Poder transformar o Piauí em referência nacional em educação financeira é motivo de orgulho. Me sinto abraçada e feliz com tudo que vamos construir juntos”, destacou.

Roberta Russo, diretora regional da Melver Educação, apresenta proposta de educação financeira durante reunião na UESPI.

O procurador do Estado, Yury Queiroz, ressaltou a importância social e estratégica da proposta, que busca preparar a população para os desafios do presente e do futuro. “Agradeço por estar aqui e ver esse compromisso com a formação da nossa população em uma área tão crucial quanto a educação financeira. Não podemos formar apenas olhando para o passado, é preciso preparar para o futuro. E, se tudo seguir como esperamos, esse projeto trará grandes resultados para o nosso estado”, pontuou.

Reitor Evandro Alberto e procurador Yury Queiroz alinham detalhes da parceria

Além da implementação pedagógica, também foram discutidos aspectos administrativos, jurídicos e operacionais da parceria, como a formalização de termos de cooperação e a articulação entre as pró-reitorias envolvidas para garantir a viabilidade e a efetividade do programa.

Durante a reunião, os participantes ressaltaram que, embora a proposta represente um novo desafio para a universidade, ela também se configura como uma grande oportunidade de atuação social. Destacaram que a UESPI tem um papel fundamental na transformação do estado e que projetos como esse fortalecem a missão institucional ao envolver ensino, pesquisa e extensão. A universidade seguirá com as tratativas e ajustes técnicos para formalizar a parceria nos próximos meses. 

UESPI Campus Uruçuí promove Semana do Estudante com programação cultural, esportiva e formativa

Por: Lucas Ruthênio

Em comemoração ao Dia do Estudante e ao início do período letivo 2025.2, a Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio do Campus de Uruçuí, realiza, entre os dias 04 e 08 de Agosto, a Semana do Estudante. A programação contempla uma série de atividades voltadas ao acolhimento dos calouros e à integração de toda a comunidade acadêmica. A iniciativa conta com recepção aos novos alunos do curso de Administração, mostra de cinema, torneios esportivos, jogos de mesa e uma palestra formativa no contexto da campanha “Agosto Lilás”.

De acordo com o Técnico Jackson Alves, responsável pela Comunicação do campus, a ação tem como foco promover acolhimento e fortalecer os vínculos entre alunos e universidade. “A programação especial marca o início do semestre e o Dia do Estudante com acolhimento e integração, reforçando o vínculo entre alunos e universidade”, destaca

Pensada para unir calouros e veteranos, a Semana do Estudante reúne momentos culturais, esportivos e de formação. “A Semana do Estudante foi pensada para unir calouros e veteranos por meio de atividades culturais, esportivas e formativas, promovendo convivência e troca de experiências”, explica o tecnico.

Um dos destaques da programação é a Mostra de Cinema, que será realizada na Câmara Municipal de Uruçuí e abordará temas contemporâneos. “A Mostra de Cinema trará filmes com temáticas atuais voltadas à juventude e aos direitos humanos, incentivando o debate e a reflexão”, comenta.

Outro momento importante da semana será a palestra “Agosto Lilás: Combate à Violência Contra a Mulher”, marcada para a sexta-feira (08), às 8h.  “A palestra busca conscientizar sobre a violência contra a mulher e fortalecer o compromisso da universidade com a equidade e o respeito”, afirma o Técnico Jackson Alves.

As atividades esportivas também fazem parte da programação, com destaque para os torneios de futsal e futevôlei, que serão realizados no Complexo Esportivo do bairro Aeroporto. “Os torneios de futsal e futevôlei serão em formato de chaveamento, com equipes mistas, e ainda é possível se inscrever com a comissão”, pontua.

Além disso, os jogos de mesa (dama e baralho) também terão espaço na programação. “Os jogos de mesa promovem interação leve e acessível, estimulando o raciocínio e a construção de laços”, acrescenta o técnico.

Com uma programação diversificada e participativa, a coordenação espera ampla adesão dos estudantes. “A coordenação espera grande participação dos alunos, já que tudo foi planejado com foco no engajamento e bem-estar da comunidade acadêmica”, conclui o Técnico responsável Jackson Alves. Eventos como esse fortalecem o sentimento de pertencimento, aproximam os estudantes do campus e tornam a vivência universitária mais rica e significativa.

UESPI aprova projetos inéditos no PPSUS e fortalece saúde pública no interior do estado

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus de Parnaíba, celebra a aprovação de dois projetos inovadores na 8ª edição do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), em parceria com o Ministério da Saúde. Coordenadas pelos professores  Professor Valdinar Bezerra dos Santos e professora Ana de Lourdes Sá de Lira, as iniciativas receberão um investimento conjunto superior a R$ 191 mil para desenvolver soluções aplicadas a desafios concretos da saúde pública, com foco nas populações mais vulneráveis do estado.

Esta é a primeira vez que a UESPI participa do PPSUS, programa nacional que fomenta pesquisas científicas voltadas para as necessidades específicas do Sistema Único de Saúde (SUS) em cada estado brasileiro. Segundo o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UESPI, professor Dr. Rauirys Alencar, os resultados reforçam o papel estratégico da universidade na produção de conhecimento socialmente comprometido. Ele destaca que a universidade teve dois projetos aprovados em sua primeira participação e que as pesquisas impactam diretamente a vida das pessoas, promovem inclusão, equidade e fortalecem o SUS.

Farmácia Viva do Bem Viver: tradição e inovação na atenção básica

O projeto coordenado pelo professor Dr. Valdinar Bezerra dos Santos propõe a criação de hortos de plantas medicinais em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da zona rural de Parnaíba, integrando agroecologia, ciência e saberes populares. A proposta inclui o levantamento etnobotânico de espécies utilizadas pela população local, o cultivo sustentável, a produção de mudas e o desenvolvimento de produtos fitoterápicos para uso na rede pública de saúde.

“O projeto parte da valorização dos saberes populares sobre o uso de plantas medicinais. A ideia é realizar um levantamento etnobotânico participativo, identificar espécies com potencial terapêutico e viabilizar sua utilização com segurança nas UBSs”, explica o professor.

Professor Valdinar explica que a iniciativa parte do conhecimento tradicional para desenvolver soluções terapêuticas seguras e acessíveis, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento territorial sustentável e ampliar o acesso às práticas integrativas no SUS.

O projeto também prevê a capacitação de agentes comunitários e profissionais da saúde, bem como a criação de um horto central na UESPI como polo técnico científico de apoio. A equipe conta com a colaboração de pesquisadores da Fiocruz, como Grasiele Nespoli e Paulo Henrique de Oliveira Léda, além de docentes e técnicos da própria universidade. Estudantes dos cursos de Agronomia e Biologia participarão ativamente de todas as etapas, desde a coleta de dados nas comunidades até a multiplicação das espécies e formulação de produtos.

A professora Sheila Milena atua como coordenadora adjunta da pesquisa, e o técnico Cláudio Francisco destaca que sua experiência no Núcleo de Plantas Medicinais da UFPI será fundamental para articular ciência e tradição. O professor Valdinar comenta que sua trajetória com plantas medicinais começou na graduação, como bolsista de iniciação científica, e considera gratificante ver essa proposta se concretizar em Parnaíba, com apoio do PPSUS.

“Minha trajetória com plantas medicinais começou quando eu era estudante de Agronomia, como bolsista do Núcleo de Plantas Medicinais e Aromáticas da UFPI. Ver essa ideia se concretizar agora em Parnaíba é muito gratificante”, relata o coordenador.

Saúde bucal para todos: inclusão, prevenção e dignidade

Já o projeto da professora Dra. Ana de Lourdes Sá de Lira tem como foco ampliar o acesso à saúde bucal para populações historicamente negligenciadas. Mulheres em situação de rua acolhidas pela Casa do Bom Samaritano, idosos do Abrigo São José e moradores de comunidades ribeirinhas às margens do rio Igaraçu serão beneficiados com atendimentos odontológicos gratuitos.

A professora explica que a proposta vai além da clínica tradicional, promovendo escuta ativa, acolhimento e reabilitação oral completa, e enfatiza que está em jogo a dignidade de pessoas que há muito tempo não têm acesso regular a cuidados odontológicos. Os atendimentos serão realizados na Clínica Escola de Odontologia da UESPI e, quando necessário, diretamente nas instituições. Procedimentos como extrações, restaurações, tratamento de canal e confecção de próteses serão oferecidos.

“Vamos realizar procedimentos como extrações, restaurações, tratamentos endodônticos e confecção de próteses dentárias, com atendimento realizado na Clínica Escola de Odontologia da UESPI e, quando necessário, nas próprias instituições de acolhimento”, explica a professora. Ela destaca ainda que o projeto se conecta com a implantação do novo Centro de Especialidades Odontológicas, que está em fase de conclusão, o que deve ampliar o alcance das ações.

A iniciativa também será potencializada pela abertura do novo Centro de Especialidades Odontológicas, atualmente em fase final de implantação. Com mais de R$ 114 mil em recursos, o projeto fomenta a formação de profissionais de odontologia com visão crítica, empática e voltada para o serviço público. Segundo Ana de Lourdes, os alunos terão contato com realidades invisibilizadas, aprendendo que a odontologia é, acima de tudo, um instrumento de justiça social.

Além dos atendimentos, o projeto vai gerar dados relevantes para subsidiar políticas públicas de saúde bucal voltadas às populações vulneráveis, com base em diagnósticos coletivos e avaliações clínicas realizadas ao longo do projeto.

Pesquisa, ensino e extensão integrados ao território

Ambos os projetos oferecem aos estudantes a oportunidade de vivenciar uma formação interdisciplinar, conectada com as práticas do SUS e com as demandas do território. As atividades vão desde pesquisa aplicada, oficinas comunitárias, análise de dados e atuação prática junto às comunidades atendidas.

Para o professor Rauirys Alencar, o objetivo é formar pesquisadores e profissionais comprometidos com a transformação social, mostrando que é possível fazer uma ciência que escuta, aprende e transforma. Ele ressalta que esses projetos fortalecem o tripé universitário de ensino, pesquisa e extensão, com impactos diretos na saúde pública do estado.

O PPSUS é resultado de uma articulação entre o Ministério da Saúde, o CNPq, as Secretarias Estaduais de Saúde e as Fundações de Amparo à Pesquisa. No Piauí, o programa é executado por meio da FAPEPI, em parceria com a SESAPI, e tem como objetivo apoiar pesquisas que contribuam diretamente para a melhoria dos serviços do Sistema Único de Saúde, com base nas necessidades regionais identificadas. A universidade foi contemplada com 36 bolsas de mestrado e doutorado no edital FAPEPI nº 003/2025, ampliando ainda mais sua capacidade de atuação na pós-graduação e reafirmando seu papel estratégico no fortalecimento da ciência e da inovação no Piauí.

Egressa da UESPI é selecionada para programa Fulbright FLTA e vai ensinar português nos Estados Unidos

Por: Lucas Ruthênio

A egressa Maria Eduarda Sousa Santos, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), foi selecionada para o prestigiado programa Fulbright Foreign Language Teaching Assistant (FLTA), que oferece a professores de diversos países a oportunidade de ensinar suas línguas nativas em instituições de ensino dos Estados Unidos. O programa também promove o intercâmbio cultural e o desenvolvimento acadêmico dos participantes.

Recém-egressa do Programa de Pós-Graduação em Letras da UESPI, Maria Eduarda Sousa Santos concluiu seu mestrado em março deste ano, com a defesa da dissertação intitulada “Percepções leitoras sobre textos multimodais: os potenciais sócio-semióticos das cores em um livro ilustrado”, sob orientação do Prof. Dr. Francisco Wellington Borges Gomes. No momento, ela aguarda a emissão do diploma, enquanto se prepara para embarcar em uma nova etapa acadêmica nos Estados Unidos.

Segundo Maria Eduarda, a notícia da seleção foi recebida com entusiasmo e sensação de realização. “Foi incrível! O processo de application exige tempo, autoconhecimento e organização, mas receber um resultado positivo no final fez tudo valer a pena”, conta. Para ela, essa oportunidade representa um marco importante para sua carreira como professora. “Além de poder promover a cultura brasileira e a língua portuguesa internacionalmente, também terei acesso a um ambiente acadêmico diversificado, onde poderei conhecer e aplicar novas abordagens de ensino/aprendizagem.”

Comprometida com uma prática pedagógica autêntica e culturalmente sensível, Maria Eduarda Sousa Santos afirma que suas aulas nos Estados Unidos vão buscar integrar linguagem e cultura de forma indissociável. “Meu principal objetivo é trabalhar com materiais autênticos e experiências que mostrem um português real e contextualizado. Pretendo utilizar artefatos culturais como culinária, cinema, música, artesanato, bem como mídias multimodais brasileiras, como livros ilustrados, charges e obras artísticas.” Essa abordagem reflete diretamente suas práticas de pesquisa na área de Multimodalidade e Multiletramentos, já exploradas durante o mestrado.

Sobre possíveis desafios no ensino da língua portuguesa para estudantes americanos, Maria Eduarda destaca que pretende enfrentá-los com abertura e escuta ativa. “Vou encará-los como oportunidades de aprendizado e usar a troca de experiências para enriquecer o processo. A escuta, a flexibilidade e o diálogo serão fundamentais nesse caminho.”

Para além do ensino linguístico, a educadora também pretende atuar como uma ponte cultural entre Brasil e Estados Unidos. “Um dos principais objetivos do programa FLTA é promover o diálogo intercultural entre os países envolvidos. Por isso, além das atividades em sala de aula e nos eventos universitários, também quero me integrar à comunidade estadunidense, conhecer seus costumes e cursar disciplinas ligadas à cultura local. Essa vivência vai enriquecer meu olhar e será compartilhada quando eu retornar ao Brasil.”

Após o término do programa, Maria Eduarda Sousa Santos planeja continuar contribuindo com a UESPI e com a área de Português como Língua Estrangeira (PLE). “Quero atuar com mais preparo no atendimento a estrangeiros que vêm ao Piauí ou buscam aprender o idioma online. Também pretendo expandir meus estudos na área, escrever artigos, participar de eventos e incentivar novas pesquisas sobre ensino de línguas e cultura brasileira. Além disso, quero compartilhar tudo isso com a comunidade acadêmica da UESPI, mostrando como a vivência intercultural pode enriquecer o ensino e a formação de professores.”

 

Curso de Zootecnia da UESPI recebe Comenda Marques de Paranaguá pelo impacto regional

Por: Lucas Ruthênio

Em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento público, a coordenadora do Curso de Zootecnia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) – Campus Deputado Jesualdo Cavalcanti, no município de Corrente Profa. Dra. Juliana Barros recebeu, em nome de toda a comunidade acadêmica, a Comenda Marques de Paranaguá, concedida pela Câmara Municipal de Corrente-PI. A honraria foi entregue durante a tradicional Exposição Agropecuária da cidade e destaca a importância histórica e social do curso na região.

Foto: @abzpiaui

“Essa comenda é um reconhecimento que representa também uma chancela por sermos o curso de Zootecnia mais antigo do Piauí. Ela vem, sobretudo, para demonstrar o impacto que o nosso curso tem na sociedade de Corrente”, afirmou a coordenadora. Para a Profa. Dra. Juliana Barros, a homenagem não se dirige apenas à gestão atual, mas a todos que construíram essa trajetória ao longo dos anos. “Esse reconhecimento é fruto de um trabalho que me antecede, feito com louvor, esforço e dedicação.”

A relevância do curso vai muito além da formação acadêmica. Segundo a coordenadora, a atuação da Zootecnia tem promovido transformações significativas na economia local e na qualificação da juventude. “Essa visibilidade se deve muito aos nossos egressos, que têm deixado uma marca na comunidade pelos serviços prestados, seja por meio de consultorias técnicas, seja pela geração de renda no campo.”

A Profa. Dra. Juliana Barros também destaca o impacto direto do curso no agronegócio regional. “Tanto os nossos egressos quanto os estudantes em formação e professores estão ligados às atividades agropecuárias do extremo sul do Piauí.” Ela menciona a participação ativa em exposições e feiras de animais, além da implantação de programas de melhoramento genético e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor.

Coordenadora de Zootecnia da UESPI exibe comenda de mérito recebida pelo curso.

Entre os projetos mencionados estão as ações do professor Hermógenes, com exposições de animais, e do professor Gleisson, que já iniciou um programa de melhoramento genético com experimentos de cruzamentos ligados diretamente a produtores da região. “Esses projetos têm resultado em TCCs, pesquisas de ponta e envolvimento direto dos nossos alunos com a realidade do campo”, afirma.

Na área de inovação e pesquisa, a coordenadora destaca conquistas recentes, como a aprovação de projetos pela FAPEPI, o desenvolvimento de um aplicativo em parceria com o IFPI e os trabalhos com pastagens liderados pela própria Profa. Dra. Juliana Barros. “Estamos presentes em diversas frentes: extensão, ensino e pesquisa. Nossos professores produzem ciência com reconhecimento e publicações. Isso se reflete diretamente na formação dos nossos discentes.”

Ao final, a coordenadora reforça que a conquista da comenda pertence a todos que fizeram e fazem parte do curso. “Nosso curso é feito por muitas mãos. Receber essa comenda agora é coroar um trabalho que não foi feito por mim, mas por todos que já passaram por aqui e continuam contribuindo com a Zootecnia da UESPI.”

UESPI abre inscrições para curso de extensão sobre escrita de resumos e resenhas acadêmicas com apoio da plataforma WEBLEIA

Por: Lucas Ruthênio

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio do Curso de Letras do Campus Clóvis Moura, abre inscrições para o curso de extensão Escrita de Resumos e Resenhas Acadêmicos com apoio da plataforma WEBLEIA, voltado para estudantes da graduação e pós-graduação interessados em aprimorar suas habilidades de produção textual no contexto acadêmico. As inscrições acontecem no período de 15 a 31 de julho de 2025.

Com carga horária total de 60 horas, o curso será realizado em formato híbrido, combinando atividades presenciais e on-line. Os encontros presenciais ocorrerão aos sábados, no turno da manhã, no auditório do Campus Clóvis Moura. As atividades on-line serão desenvolvidas com o apoio da plataforma WEBLEIA, que possibilita acompanhamento, produção textual e feedback individualizado.

De acordo com a professora Ermínia Maria do Nascimento Silva, responsável pela coordenação do curso, a principal motivação da iniciativa está na necessidade de fortalecer as práticas de leitura e escrita acadêmicas entre os estudantes. “Oferecemos a oportunidade de aprimorar a produção de gêneros fundamentais à vida acadêmica, como o resumo e a resenha. Além disso, o uso da plataforma WEBLEIA como recurso didático pedagógico busca integrar tecnologias digitais ao processo formativo, potencializando o acompanhamento, a autoria e a revisão textual”, afirma a docente.

O curso oferecerá 60 vagas, sendo 40 destinadas a estudantes e técnicos da UESPI e 20 para estudantes de outras instituições de ensino superior. A inscrição não garante automaticamente a matrícula: a seleção será feita por ordem de inscrição, conforme a distribuição de vagas prevista. Os inscritos que ultrapassarem o número de vagas serão inseridos em lista de espera e poderão ser convocados caso haja desistências.

A dinâmica do curso será dividida entre momentos teóricos e práticos. Segundo a professora Ermínia Maria do Nascimento Silva, os encontros presenciais serão destinados à introdução teórica dos gêneros, atividades de leitura e escrita, além de orientações coletivas. Já as atividades remotas contemplarão tarefas de produção textual, exercícios interativos e acompanhamento via plataforma WEBLEIA. “Essa combinação permitirá um processo formativo contínuo, que equilibra o acompanhamento próximo com a autonomia dos participantes”, destaca.

A docente também enfatiza a importância da formação para o desempenho acadêmico. “Ao trabalhar estratégias de leitura crítica, síntese e argumentação, o curso fortalece competências que impactam diretamente as atividades curriculares e científicas. O uso da WEBLEIA também estimula o letramento digital e a autonomia intelectual, qualificando a formação dos estudantes para demandas acadêmicas e profissionais”, ressalta Ermínia Maria do Nascimento Silva.

A WebLeia é uma ferramenta de apoio à produção de textos acadêmicos desenvolvida pelo Laboratório de Escrita Acadêmica, vinculado ao curso de Letras do Campus Clóvis Moura e ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL/UESPI). Com interface acessível, a plataforma oferece suporte tecnológico ao processo de escrita, permitindo a produção auto monitorada de gêneros como resumos e resenhas, revisão textual, geração de portfólio do usuário e formação de um banco de textos voltado a pesquisas sobre produção acadêmica.

Os interessados devem preencher atentamente o formulário de inscrição e garantir disponibilidade para participar integralmente das atividades presenciais e on-line. A professora reforça que a inscrição deve ser feita com atenção aos dados solicitados e dentro do prazo. “É importante compreender que a inscrição não garante automaticamente a matrícula, pois o número de vagas é limitado e seguimos critérios objetivos para seleção”, conclui.

As inscrições estão disponíveis até 31 de julho de 2025, por meio do seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/1ls3fuojuxPS06m9s4slp2q0g1YgvYBcLqpcexNDF3tk/edit.

 

Professor da UESPI ministrará curso no Congresso Internacional de Matemática no Chile

Por: Lucas Ruthênio

O professor Pitágoras Pinheiro de Carvalho, do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), foi convidado a ministrar um curso no Congresso de Matemática Capricornio (COMCA2025),  um dos mais relevantes encontros científicos da área na América Latina.

Realizado anualmente desde 1991, o COMCA reúne pesquisadores de diversos países para discutir avanços teóricos e aplicados em diferentes campos da Matemática. A edição de 2025 ocorrerá no Chile e contará com a participação da UESPI e da UNICAMP como as únicas representantes brasileiras.

COMCA 2025 acontece nos dias 6, 7 e 8 de agosto, na Universidad de Antofagasta, no Chile.

O convite ao docente surgiu a partir de colaborações científicas anteriores com pesquisadores chilenos, especialmente com o professor Marko Rojas Medar, da Universidad de Tarapacá. “Essa proximidade científica e a temática do trabalho que desenvolvo viabilizou a oportunidade de ministrar um curso neste evento”, explica o professor Pitágoras.

No evento, o professor ministrará o curso intitulado “Soluciones Numéricas para Dinámica de Fluidos con FreeFem++”. O conteúdo abordará desde fundamentos teóricos das equações que regem a dinâmica dos fluidos até aplicações computacionais em problemas do mundo real. “Serão abordadas aplicações em áreas como resfriamento de ambientes, escoamento de sangue em artérias e turbulência do ar em modelos aerodinâmicos”, detalha.

 

Professor Pitágoras Pinheiro representará a UESPI no COMCA 2025.

A participação no COMCA marca a estreia do professor na programação do congresso, embora sua trajetória na UESPI remonte a mais de uma década. “É a minha primeira vez neste evento específico e espero poder representar com qualidade nossa UESPI e o curso de Licenciatura em Matemática, que é meu curso de atuação desde 2012”, afirma.

O conteúdo do curso é fruto de anos de pesquisa, com adaptações desenvolvidas especialmente para o evento. Segundo o docente, trata-se de um tema com grande relevância científica e industrial, mas que também pode fomentar a compreensão pública sobre as aplicações da matemática. “Embora envolva problemas bastante abstratos, o curso reforça a intuição sobre aplicações reais da matemática. Já desenvolvemos projetos semelhantes com bolsistas da UESPI/FAPEPI e é possível, sim, que graduandos avancem nesse tipo de pesquisa com dedicação”, ressalta.

Simulação do aquecimento e resfriamento do hidrogênio, modelado por equações de Convecção de Navier-Stokes.

A iniciativa reforça o papel da universidade no cenário acadêmico internacional. “Participar desse evento ajuda a inserir a UESPI em rotas científicas na área de Matemática e fortalecer parcerias com pesquisadores de outras universidades. Isso amplia a visibilidade da pesquisa que desenvolvemos e pode abrir portas para intercâmbios e projetos colaborativos em nível de pós-graduação”, pontua Pitágoras.

A pesquisa desenvolvida pelo professor, que integra o conteúdo do curso, modela cenários como o aquecimento de gás hidrogênio em uma face e resfriamento em outra, utilizando as equações de Convecção em Navier-Stokes. As imagens computacionais geradas por esses estudos ilustram a complexidade e a aplicabilidade da modelagem matemática em fenômenos físicos.

Com a presença no COMCA 2025, a UESPI consolida sua inserção em ambientes acadêmicos de prestígio internacional e reforça o compromisso institucional com a pesquisa científica e a formação de excelência.