169 anos – Uespi

Teresina 169 anos: Pesquisas da UESPI retratam a história da capital e de seus moradores

Por Arnaldo Alves

Teresina completa 169 anos nesta segunda-feira (16) e a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) é um importante capítulo da bela trajetória da capital piauiense.

Ao longo de mais de três décadas de Ensino, Pesquisa e Extensão, a instituição vem contribuindo com a formação do teresinense e com desenvolvimento da cidade. São vários os estudos e os projetos da UESPI desenvolvidos nos campus Poeta Torquato Neto – Pirajá e Clóvis Moura – Dirceu, que mostram os laços de afeto e memória da cidade banhada pelos Rios Poty e Parnaíba.

Veja alguns exemplos:

Periferia em Festa

As festas em bairros populares de Teresina é a mais nova pesquisa do professor do curso de História, Marcelo de Sousa Neto, com o aluno bolsista do PIBIC, Jair Andrade. O estudo aponta a formação histórica, o cotidiano e as formas de festejar dos primeiros moradores do bairro Itararé, localizado na região do Grande Dirceu.

Vista aérea da Unidade Escolar Embaixador Expedido Resende (Fundação Bradesco), 1985

De acordo com o orientador da proposta, professor Marcelo de Sousa Neto, o interesse em estudar o bairro Itararé decorre do envolvimento histórico, profissional e afetivo com a região. Ex-morador do bairro e atual docente do campus Clóvis Moura, o professor Marcelo destaca que as formas de lazer e cultura dos moradores da época representa a história e a memória do bairro.

“Nascido a partir de um conjunto popular, o bairro teria surgido, como destacado por Manoel Medeiros, da necessidade de afastar os pobres das áreas nobres da capital. Com o intuito de compreender a realidade dos moradores da época, vamos investigar as diversas formas de sociabilidade e, em especial, as formas de acesso ao lazer e a cultura dos moradores. Isso representa a história e memória deste povo, destacando os desafios enfrentados e o cotidiano dos moradores no novo conjunto habitacional, que segregava de forma velada parte da população empobrecida da cidade das regiões mais centrais e valorizadas da cidade”, explica.

Crismandos no antigo Cruzeiro da Igreja São Francisco de Assis, 1989

 

Também participam do trabalho os professores colaboradores Pedro Pio (UESPI) e Claudia Cristina (UFPI).

O professor Marcelo possui diversas pesquisas sobre a temática. Entre elas, o trabalho Educação e Resistência: instituições escolares no conjunto habitacional Dirceu Arcoverde (Teresina, 1978-1985). No texto é feito uma análise sobre o ensino, o cotidiano e as lutas do bairro mais populoso de Teresina.

Em 2017, escreveu o livro: Nasce um bairro, renasce a esperança: história e memória de moradores do Conjunto Habitacional Dirceu Arcoverde, em parceria com a professora Cláudia Fontineles.

 

O professor também coordena um projeto de extensão voltado para a divulgação de pesquisas, jornais e imagens sobre a região do Grande Dirceu, contando com trabalho de outro de seus orientados, Mário de Sousa Oliveira, estudante do curso de História do campus Clóvis Moura. Para conferir o acervo completo basta acessar o site Hemeroteca Itararé.

Ponte Estaiada

Inaugurada no dia 30 de março de 2010, a ponte Estaiada Mestre João Isidoro França é considerada um dos principais pontos da cidade, arquitetada por necessidades urbanísticas e por conta do enorme fluxo de automóveis que diariamente cruzam o Rio Poty.

Além disso, segundo a professora do curso de História e responsável por uma série de artigos e projetos sobre o assunto, Viviane Pedrazani, a Ponte vive um processo de construção enquanto patrimônio cultural de Teresina.

“Desde sua inauguração a ponte se transformou numa espécie de frisson urbano. Virou cartão-postal, símbolo da Prefeitura de Teresina e de diversas empresas para propagandas midiáticas. Além de um espaço cultural, onde são realizadas shows, apresentações, exposições; campanhas de saúde e publicitárias, palco de manifestações políticas, eventos esportivos; local para noivos encenarem suas fotos; encontros, práticas esportivas, como rapel, entre outras atividades. Ao conjunto dos elementos físicos que formam a ponte, estão agregadas teias de significados por meio de diferentes usos e práticas de diversos atores. Esse universo cultural compartilhado coletivamente, ladeia a ponte e a desenha como um patrimônio cultural de Teresina”, aponta a docente.

A Ponte Estaiada fica localizada entre a zona norte e zona leste de Teresina |foto: Arnaldo Alves

Os trabalhos da professora Viviane também discutem a escolha do nome da ponte, que faz referência ao mestre de obras João Isidoro França, responsável pela construção da cidade de Teresina a mando do Conselheiro Saraiva, à época governador da Província.

“A nossa Universidade tem um repertório de pesquisas que tratam de Teresina em múltiplos aspectos. Muitos são os trabalhos que buscam iluminar os sujeitos, suas vivências, as sociabilidades, a cultura, a economia, a política da cidade desde sua fundação em meados do século XIX. Pesquisas que permitem descortinar a história de Teresina, valorizando-a, contribuindo para a construção de uma identidade, assim como agregando a ela um valor afetivo”, relata.

Praças da Zona Norte

Com mais de 30 trabalhos em destaque, a professora Roselis Machado é uma das referências quando o assunto envolve paisagens urbanas em Teresina.

Em um dos seus mais recentes estudos com a discente Edislane Nadine, é feito uma análise sobre as praças Princesa Isabel, Maria do Carmo Rodrigues, Cristina Leite, Joana D’arc e Marquês de Paranaguá, localizadas na Zona Norte da capital.

Praça do Marquês, uma das praças analisadas na pesquisa

 

De acordo com a coordenadora do Grupo de Pesquisa em Meio Ambiente e Paisagismo – NUPEMAP / UESPI, Roselis Machado, a paisagem de cada praça foi avaliada conforme os critérios de uso e percepção dos pesquisadores, além da análise dos elementos naturais, constitutivos e históricos.

“Estudo as paisagens urbanas como linha de pesquisa, pois acredito ser de grande interesse o melhor entendimento das paisagens das cidades com muitas ações antrópicas, para que possamos encontrar melhorias para a qualidade de vida do cidadão urbano, e aproximá-lo mais da natureza”, ressalta.

Estudo sobre a memória de Teresina

A dissertação de Mestrado em Antropologia na Universidade Federal do Piauí (UFPI) da Professora Sammara Jericó, do curso de Jornalismo da UESPI (campus Poeta Torquato Neto) buscou identificar que tipo de memória foi construída pelo jornal Diário do Povo no aniversário da cidade, especialmente, no caderno especial produzido para comemorar os anos de vida de Teresina.

O trabalho, agora publicado como livro pela Editora da UESPI, é intitulado de “Teresina: Memória da Cidade dos Sonhos”.

A docente Sammara Jericó fala sobre como foi produzida sua pesquisa:

 

Passarela central da avenida Frei Serafim, uma das principais avenidas da capital do Piauí |foto: Arnaldo Alves

As pesquisas dos professores da universidade buscam compreender, valorizar e discutir melhorias para a cidade de Teresina.

Dos seus 169 de existência há 35 a comunidade uespiana tem trabalhado na formação dos teresinenses através do ensino, da pesquisa e extensão.

Parabéns, Teresina!!

Teresina 169 anos: Pesquisas da UESPI retratam a história da capital e de seus moradores

Por Arnaldo Alves

Teresina completa 169 anos nesta segunda-feira (16) e a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) é um importante capítulo da bela trajetória da capital piauiense.

Ao longo de mais de três décadas de Ensino, Pesquisa e Extensão, a instituição vem contribuindo com a formação do teresinense e com desenvolvimento da cidade. São vários os estudos e os projetos da UESPI desenvolvidos nos campus Poeta Torquato Neto – Pirajá e Clóvis Moura – Dirceu, que mostram os laços de afeto e memória da cidade banhada pelos Rios Poty e Parnaíba.

Veja alguns exemplos:

Periferia em Festa

As festas em bairros populares de Teresina é a mais nova pesquisa do professor do curso de História, Marcelo de Sousa Neto, com o aluno bolsista do PIBIC, Jair Andrade. O estudo aponta a formação histórica, o cotidiano e as formas de festejar dos primeiros moradores do bairro Itararé, localizado na região do Grande Dirceu.

Vista aérea da Unidade Escolar Embaixador Expedido Resende (Fundação Bradesco), 1985.

Vista aérea da Unidade Escolar Embaixador Expedido Resende (Fundação Bradesco), 1985

De acordo com o orientador da proposta, professor Marcelo de Sousa Neto, o interesse em estudar o bairro Itararé decorre do envolvimento histórico, profissional e afetivo com a região. Ex-morador do bairro e atual docente do campus Clóvis Moura, o professor Marcelo destaca que as formas de lazer e cultura dos moradores da época representa a história e a memória do bairro.

“Nascido a partir de um conjunto popular, o bairro teria surgido, como destacado por Manoel Medeiros, da necessidade de afastar os pobres das áreas nobres da capital. Com o intuito de compreender a realidade dos moradores da época, vamos investigar as diversas formas de sociabilidade e, em especial, as formas de acesso ao lazer e a cultura dos moradores. Isso representa a história e memória deste povo, destacando os desafios enfrentados e o cotidiano dos moradores no novo conjunto habitacional, que segregava de forma velada parte da população empobrecida da cidade das regiões mais centrais e valorizadas da cidade”, explica.

Crismandos no antigo Cruzeiro da Igreja São Francisco de Assis, 1989

Crismandos no antigo Cruzeiro da Igreja São Francisco de Assis, 1989

Também participam do trabalho os professores colaboradores Pedro Pio (UESPI) e Claudia Cristina (UFPI).

O professor Marcelo possui diversas pesquisas sobre a temática. Entre elas, o trabalho Educação e Resistência: instituições escolares no conjunto habitacional Dirceu Arcoverde (Teresina, 1978-1985). No texto é feito uma análise sobre o ensino, o cotidiano e as lutas do bairro mais populoso de Teresina.

Em 2017, escreveu o livro: Nasce um bairro, renasce a esperança: história e memória de moradores do Conjunto Habitacional Dirceu Arcoverde, em parceria com a professora Cláudia Fontineles.

O professor também coordena um projeto de extensão voltado para a divulgação de pesquisas, jornais e imagens sobre a região do Grande Dirceu, contando com trabalho de outro de seus orientados, Mário de Sousa Oliveira, estudante do curso de História do campus Clóvis Moura. Para conferir o acervo completo basta acessar o site Hemeroteca Itararé.

Ponte Estaiada

Inaugurada no dia 30 de março de 2010, a ponte Estaiada Mestre João Isidoro França é considerada um dos principais pontos da cidade, arquitetada por necessidades urbanísticas e por conta do enorme fluxo de automóveis que diariamente cruzam o Rio Poty.

Além disso, segundo a professora do curso de História e responsável por uma série de artigos e projetos sobre o assunto, Viviane Pedrazani, a Ponte vive um processo de construção enquanto patrimônio cultural de Teresina.

“Desde sua inauguração a ponte se transformou numa espécie de frisson urbano. Virou cartão-postal, símbolo da Prefeitura de Teresina e de diversas empresas para propagandas midiáticas. Além de um espaço cultural, onde são realizadas shows, apresentações, exposições; campanhas de saúde e publicitárias, palco de manifestações políticas, eventos esportivos; local para noivos encenarem suas fotos; encontros, práticas esportivas, como rapel, entre outras atividades. Ao conjunto dos elementos físicos que formam a ponte, estão agregadas teias de significados por meio de diferentes usos e práticas de diversos atores. Esse universo cultural compartilhado coletivamente, ladeia a ponte e a desenha como um patrimônio cultural de Teresina”, aponta a docente.

Ponte Estaiada

A Ponte Estaiada fica localizada entre a zona norte e zona leste de Teresina |foto: Arnaldo Alves

Os trabalhos da professora Viviane também discutem a escolha do nome da ponte, que faz referência ao mestre de obras João Isidoro França, responsável pela construção da cidade de Teresina a mando do Conselheiro Saraiva, à época governador da Província.

“A nossa Universidade tem um repertório de pesquisas que tratam de Teresina em múltiplos aspectos. Muitos são os trabalhos que buscam iluminar os sujeitos, suas vivências, as sociabilidades, a cultura, a economia, a política da cidade desde sua fundação em meados do século XIX. Pesquisas que permitem descortinar a história de Teresina, valorizando-a, contribuindo para a construção de uma identidade, assim como agregando a ela um valor afetivo”, relata.

Praças da Zona Norte

Com mais de 30 trabalhos em destaque, a professora Roselis Machado é uma das referências quando o assunto envolve paisagens urbanas em Teresina.

Em um dos seus mais recentes estudos com a discente Edislane Nadine, é feito uma análise sobre as praças Princesa Isabel, Maria do Carmo Rodrigues, Cristina Leite, Joana D’arc e Marquês de Paranaguá, localizadas na Zona Norte da capital.

Praça do Marquês, uma das praças analisadas na pesquisa

Praça do Marquês, uma das praças analisadas na pesquisa

De acordo com a coordenadora do Grupo de Pesquisa em Meio Ambiente e Paisagismo – NUPEMAP / UESPI, Roselis Machado, a paisagem de cada praça foi avaliada conforme os critérios de uso e percepção dos pesquisadores, além da análise dos elementos naturais, constitutivos e históricos.

“Estudo as paisagens urbanas como linha de pesquisa, pois acredito ser de grande interesse o melhor entendimento das paisagens das cidades com muitas ações antrópicas, para que possamos encontrar melhorias para a qualidade de vida do cidadão urbano, e aproximá-lo mais da natureza”, ressalta.

Estudo sobre a memória de Teresina

A dissertação de Mestrado em Antropologia na Universidade Federal do Piauí (UFPI) da Professora Sammara Jericó, do curso de Jornalismo da UESPI (campus Poeta Torquato Neto) buscou identificar que tipo de memória foi construída pelo jornal Diário do Povo no aniversário da cidade, especialmente, no caderno especial produzido para comemorar os anos de vida de Teresina.

O trabalho, agora publicado como livro pela Editora da UESPI, é intitulado de “Teresina: Memória da Cidade dos Sonhos”.

A docente Sammara Jericó fala sobre como foi produzida sua pesquisa:

 

Passarela central da avenida Frei Serafim, uma das principais avenidas da capital do Piauí

Passarela central da avenida Frei Serafim, uma das principais avenidas da capital do Piauí |foto: Arnaldo Alves

As pesquisas dos professores da universidade buscam compreender, valorizar e discutir melhorias para a cidade de Teresina.

Dos seus 169 de existência há 35 a comunidade uespiana tem trabalhado na formação dos teresinenses através do ensino, da pesquisa e extensão.

Parabéns, Teresina!!