Uespi

Brasão_da_UESPI.512x512-SEMFUNDO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

Brasao_Pi_h

Campus de Oeiras: curso de Letras/Português promove a VI Semana de Letras

Por Anny Santos

O curso de Licenciatura em Letras/Português da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Prof. Possidônio Queiroz em Oeiras, promove a VI Semana de Letras, com o tema “Língua, Literatura e Cultura Popular”, entre os dias 07 e 09 de dezembro, de forma híbrida, com atividades presenciais e remotas, considerando as necessidades e possibilidades dos participantes.

O evento busca despertar o interesse dos discentes do curso de Letras para as realizações populares de língua, literatura e cultura, analisadas e discutidas a partir de prismas teórico-científicos, com palestras, mesas redondas, oficinas, minicursos e comunicações individuais, organizadas em diferentes Grupos de Trabalho.

A VI Semana de Letras possibilitará a construção e a divulgação de conhecimento científico. As atividades do evento reunirão docentes do Nordeste (UESPI, UFPI, UFC, UECE, UNILAB, URCA) e discentes do Piauí da UESPI, UFPI, IFPI, além de docentes da SEMEC-Oeiras e da SEDUC-PI. Congregará profissionais de diferentes espaços educacionais e proporcionará a circulação de diferentes produções de conhecimento e experiências referentes ao ensino e à pesquisa, o que, por si só, comprova a relevância do evento no âmbito do desenvolvimento da educação no Estado.

Segundo Profa. Dra. Angélica Gondim, uma das organizadoras, a formação universitária assenta-se na relação indissociável entre ensino, pesquisa e extensão. A partir desse princípio orientador, o curso iniciou, em 2011, a realização de sua Semana de Letras, visando promover a interação e a circulação do saber no âmbito da comunidade universitária, seja a partir da divulgação de experiências vividas nas salas de aula das escolas de Educação Básica ou através da execução de atividades extensionistas, seja pela divulgação de pesquisas desenvolvidas por alunos e professores, por professores da Educação Básica, assim como por professores de outras instituições.

“Na perspectiva de que possamos contribuir ainda mais, a Coordenação e o Colegiado do Curso de Licenciatura Plena em Letras/Português do Campus Professor Possidônio Queiroz propõe a continuação – após dois anos, em razão da pandemia de Covid-19 –, da realização da VI Semana de Letras. Para que a VI Semana de Letras alcance os objetivos propostos é crucial a participação de todas, todes e todos. Pensamos num espaço para discutir Língua, Literatura e Cultura Popular, considerando conhecimentos artísticos e teóricos e contamos com a presença de docentes e discentes do Ensino Superior e da Educação Básica, bem como artistas da comunidade piauiense para que este seja um lugar eficiente espaço de construção de diálogo, de ponte entre a universidade e a comunidade em geral. Então, não deixe de participar”, finaliza.

Inscrição

A inscrição deve ser realizada pelo site do evento. Cada participante poderá inscrever-se em um minicurso e uma oficina.

Submissão de trabalhos

A submissão de propostas de comunicação individual também deve acontecer pelo site do evento ou pelo formulário online. Cada comunicação individual pode ter, no máximo, três autores e deve estar relacionada a um dos seguintes eixos temáticos:

Manifestações de cultura popular

Linguagem como prática social

Interseção entre literatura e outras artes

Ensino de Língua Portuguesa ou Literatura em diferentes contextos

Língua e cultura

Letramento e diversidade: a língua como resistência

Manifestações linguísticas, literárias e culturais no meio digital

Literatura infantil e juvenil e saberes populares

Confira a Programação

Campus Oeiras: Inscrições abertas para o Curso de Extensão História e Cultura Afro-Brasileira Oeirense

Por Vitor Gaspar

Estão abertas as inscrições para o Curso de Extensão: História e Cultura Afro-brasileira na Perspectiva Antirracista, no campus Prof. Possidônio Queiroz em Oeiras, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

Para participar, os interessados devem fazer sua inscrição de forma on-line, preenchendo o formulário via Google Forms até o dia 10 de outubro. O curso está aberto a toda comunidade e garante certificação, com carga horária total de 60 horas, sendo distribuída em 4 horas semanais.

As atividades tem início marcado para o dia 11/10, e para falar sobre isso, o Prof. Dr. Leandro Sousa, um dos coordenadores gerais do projeto, comenta que essa proposta ajuda a dar visibilidade a identidade da cidade de Oeiras, destacando a sua dinamicidade, complexidade e diversidade, nos seus grupos e aspectos culturais, de forma que possa gerar uma maior compreensão, um equilíbrio e um respeito sobre as relações sociais existentes na região.

“O curso vai proporcionar essa construção de uma identidade e para uma autoafirmação desses afrodescendentes  que constituem a sociedade oeirense. Então estamos buscando que se propague, entre os alunos, professores e demais grupos sociais e indivíduos que tenham interesse para participar, seja da comunidade que a UESPI faz parte, seja de outras localidades. Acreditamos que será um momento de interesse e aprendizado que possa contribuir de forma significativa, com essa aproximação da Universidade com a própria sociedade local”.

O objetivo geral das aulas visa integrar as práticas de extensão às dimensões do ensino e da pesquisa relacionadas a história e cultura afro-brasileira e a luta histórica contra o racismo.

A proposta se soma a outras iniciativas que compreendem que a Universidade pública e gratuita deve manter uma atuação para além dos seus muros. Para, Francisco Jackson, aluno do 8° Bloco e discente colaborador, houve algumas propostas do gênero, mas ele não conseguiu participar por causa de conflitos de agenda. Ele explica como se dá a participação dos discentes colaboradores no projeto.

“Dessa vez me sinto muito grato por fazer parte de um projeto de extensão como este. A minha participação, assim como os demais discentes colaboradores será na organização, divulgação e na administração do projeto de extensão, dando suporte para solidificá-lo e ajudando em todo esse processo, já produzimos bastante conteúdo para as mídias digitais do curso, e estamos trabalhando agora na divulgação. Pessoalmente, a idéia de trabalhar em um projeto como esse me entusiasma, pois acredito que a sociedade oeirense é muito carente em temáticas antirracista e vemos cotidianamente práticas de racismo estrutural em nossa cidade, então a importância de um projeto que ponha o dedo nessa ferida e revele a importância de se estudar e aprofundar os nossos conhecimentos nessas temáticas tão caras a nossa cidade é primordial”.

Viviane Moreira, aluna do 7° Bloco do curso de Licenciatura em História do campus, atua como discente colaboradora no projeto, segundo ela, essa está sendo uma experiência única, já que ainda não tinha participado de nenhuma organização de evento. “Esse evento é importante tanto para os docentes, como para os estudantes da região que o evento abrange”, encerra.

Também representando a turma do 7° Bloco do curso de História, Larissa Ramos, comenta que a proposta tem como finalidade buscar um interdisciplinaridade, e uma aproximação com a comunidade através do ensino de história, levando o ensino para além da instituição de ensino superior, com o propósito de levar o curso para a comunidade.

“Ao meu ver, levar pautas como essa para a comunidade se torna de grande importância e relevância, principalmente quando se trata de um curso gratuito de uma instituição de ensino superior, eu vejo como uma troca de conhecimento, porque no curso temos como intuito também além das discussões mais teóricas proporcionadas pela comunidade acadêmica, trazemos para a comunidade sujeitos históricos culturais oeirenses, dando visilibilidade a esses sujeitos históricos e culturais”.

Além disso, o Projeto acontece em parceria com o Coletivo de Negros e Negras de Oeiras, e para explicar a participação do grupo, Marileide Dantas, destaca que a cidade ainda guarda na memória sua vivência colonial, assim o racismo estrutural, que segundo ela, é algo latente na sociedade oeirense, mesmo com um número expressivo de pessoas afrodescendentes no seu seio.

“O nascimento do Coletivo Negros e Negras de Oeiras é um contraponto dessa sociedade, uma resposta ao racismo que permeia nosso meio. E foi nesse contexto que a UESPI entrou em nossa jornada como parceira, viu as ações realizadas pelo CNNO e permitiu-se em colaborar conosco. Colaboração essa que é de grande valia, visto que a universidade não só acredita em nosso trabalho, mas colabora com eles.”

A parceria está ocorrendo desde a escrita das primeiras linhas do projeto de extensão à sua execução, estando alinhado e discutido em conjunto cada ação de modo que todos os envolvidos façam parte do processo.

Se inscreva: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSelujHDr8cM1oVJno2v039Ykic9UxEQHInMNvVfg6cuTLAzng/viewform

 

Oeiras: Lançamento do Programa Permanente de Extensão “Alguidar de Cultura”

Por Leonardo Dias 

Aconteceu dia 11 de maio de 2022, na entrada do novo campus da Universidade estadual do Piauí (UESPI), campus Possidônio Queiroz, na cidade de Oeiras, o lançamento do Programa Permanente de Extensão “Alguidar de Cultura”.

Grupo de capoeira 

O projeto ALGUIDAR de Cultura, fruto da parceria da UESPI e CACO – Coletivo Arte e Cultura de Oeiras, tem o intuito de oferecer para a comunidade em geral cursos e oficinas artísticas gratuitas visando a democracia cultural.

Lançamento

O evento foi organizado na entrada do novo campus de Oeiras e cerda de 120 (cento e vinte) pessoas participantes, entre professores, alunos, técnicos e comunidade em geral. Na abertura foram discutidos sobre o objetivo geral do projeto e, em particular, foram explanados todos os eixos que serão trabalhados durante todas às 40 horas semanais.

Equipe organizadora, e professores das oficinas “Alguidar de Cultura”

 

O Diretor do campus de Oeiras que também é organizador do evento, Prof. Harlon Homem de Lacerda Sousa, destacou a importância da solenidade de abertura do programa para a cidade e o campus da universidade. “Foi uma marca muito importante para o inicio do Projeto no nosso campus. Não é importante somente para a comunidade acadêmica mais também para toda a comunidade que integra a nossa instituição”.

Público efetivo do evento de abertura

 

A Arquiteta e colaboradora do Projeto, Amanda Morais,  fez parte da abertura e do primeiro dia de oficina. Ela fala que oferecer esse tipo de trabalho aberto ao público é ter a oportunidade de trazer a comunidade para dentro da UESPI, para que as pessoas também possam desenvolver o senso crítico e ter percepção de onde vivem.

“Somos artistas independentes. Estamos lutando para democratizar a arte e cultura e ter acesso e liberdade se expressando. Hoje, nós estamos tendo oportunidades de transformar nossos cursos em um projeto de extensão, até mesmo para desenvolver habilidades que muitas vezes nem sabem quem tem. Com esses cursos abrimos um leque para descobrir artistas e pensadores”, relata.

Oficinas

As oficinas são divididas em eixos 07 eixos: Musicalidades e Danças,  Educação e Patrimônios, Artes visuais, musicalidades e danças,   História, Memórias e Identidades, Artes Visuais, Artes Cênicas,  Pedagogia Antirracista.

Bandolim e Arte urbana

O professor Helberth Vinícius, que é do grupo Coletivo Arte e Cultura de Oeiras (CACO), conta que contribuirá com o projeto ministrando a oficina de Bandolim e Arte urbana.

“A oficina de bandolim tem o intuito de manter viva a tradição do instrumento, além de dar acesso à população menos favorecidas social e economicamente. Também irei ministrar o curso de Arte Urbana juntamente com a arquiteta Amanda Morais, que proporcionará um estudo sobre as expressões artísticas como hiphop, street dance, rap e grafite”, explica.

Vídeo de abertura com a oficina bandolim:

Canto Terapêutico

A oficina de Canto Terapêutico é ofertada também nesse projeto e a responsável é a professora Vanda Queiroz. A oficina é sobre técnicas voltadas para o vocal e a vivência do canto por meio de expressões. A professora conta que o objetivo maior é criar um espaço onde cada aluno possa se expressar e falar de suas emoções e de seus sentimentos.

“O canto trás diversos benefícios para respiração, vinculação entre as pessoas, um trabalho de escuta de si mesmo. A intenção dessa oficina é proporcionar um ambiente de expressão através do canto e da arte. Tem um espaço dentro da oficina que dar oportunidade para a criação, por exemplo, o nosso grupo já tem duas canções produzidas pelos próprios alunos, isso eleva a potência da música”, disse.

Grupo Canto Terapêutico 

Inscrições

Este projeto  é voltado para toda a comunidade acadêmica e externa. As inscrições para as oficinas estão abertas até o dia 20 de maio através do formulário disponibilizado pela organização do projeto.

Campus de Oeiras: Memorial 24 de Janeiro realiza debate sobre os 100 anos da Semana de Arte Moderna

Por Leonardo Dias 

Acontece no dia 17 de fevereiro, às 19h, o evento sobre a Semana de Arte Moderna do Memorial 24 de Janeiro da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Professor Possidônio Queiroz, na cidade de Oeiras. O tema será os 100 anos da Semana de Arte Moderna: perspectivas piauienses.

O objetivo do evento é refletir sobre a importância da semana de arte moderna de São Paulo para o Brasil. O evento também fará parte das atividades oficias do Memorial 24 de Janeiro no ano de 2022.

 

O Professor Doutor Harlon Homem de Lacerda Sousa fala que a semana de arte moderna é um marco histórico levando em consideração a cultura brasileira como também relata as expectativas para o evento.

“A semana de arte moderna aconteceu em fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. A mesa que será realizada será sobre o centenário da semana e a importância dela para arte brasileira”, disse.

Os convidados para o evento sobre a Semana de Arte Moderna serão: Professor Doutor Reginaldo Sousa Chaves da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Professor Mestre Francisco Stefano Ferreira Secretario Municipal de Cultura e Turismo de Oeiras, Professor Doutor Edwar de Alencar castelo Branco da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na mediação o Professor Doutor Harlon Homem de Lacerda Sousa Diretor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI)- campus de Oeiras.

O evento acontece de forma online e será transmitido através do canal do YouTube do canal do Memorial 24 de Janeiro.

 

Memorial 24 de Janeiro de Oeiras já está aberto para visitação

Por Valéria Soares e Sammara Jericó

O Memorial 24 de Janeiro, que está sob a administração da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus de Oeiras, já está aberto para visitação, de segunda-feira a sexta-feira, das 14h às 18h.

O espaço conta com praça, o obelisco de 22 metros, museu, parte administrativa, lanchonete e uma estátua em homenagem a Manoel de Sousa Martins, o Visconde de Parnaíba, que foi esculpida pelo artista plástico piauiense Braga Tepi. Ele ficou conhecido como Visconde da Parnaíba, pois em 24 de janeiro de 1823 declarou a adesão do Piauí à independência do Brasil e tornou-se Presidente da Junta de Governo do Estado.

Estátua em homenagem ao Visconde da Parnaíba

Estátua em homenagem ao Visconde da Parnaíba | Foto: Harlon Lacerda

Obelisco do memorial 24 de janeiro de Oeiras

Obelisco do Memorial 24 de janeiro de Oeiras| Foto: Harlon Lacerda

O memorial  e monumento foram inaugurados no dia 13 de agosto de 2021, em solenidade com a presença do governador, reitor da UESPI e autoridades do estado.

O local possui documentos sobre a história da independência do Piauí e também sobre a Batalha de Jenipapo, além disso, o monumento representa a data de adesão do estado ao Grito do Ipiranga, no processo de Independência do Brasil.

Autoridades do estado durante a inauguração do Memorial 24 de janeiro

Autoridades do estado durante a inauguração do Memorial 24 de janeiro | Foto: Sammara Jericó

O Memorial fica localizado na entrada da cidade de Oeiras, primeira capital do Piauí.  A obra foi construída pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), e agora, depois de inaugurada, tem a administração do campus de Oeiras da UESPI para o desenvolvimento de atividades de extensão e pesquisa relacionadas à história e memória da cidade e do Estado.

Entrada do Memorial 24 de janeiro na cidade de Oeiras

Entrada do Memorial 24 de janeiro na cidade de Oeiras | Foto: Harlon Lacerda

Primeira exposição

O artista oeirense Olavo Braz está com a sua exposição “OEIRAS: SERTÃO, TRADIÇÃO E FÉ ” no memorial. A primeira exposição do local é inspirada na religiosidade do povo de Oeiras, como nas procissõe da Lamparina e Fogaréu, que retratam a tradição da cidade e dos moradores no período da semana santa.

Confira imagens da exposição:

Fotos: Harlon Lacerda