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Sexualidade e a terceira idade: disciplina promove debate entre professora e alunas da UNATI

Por Maria Visgueira

A sexualidade na terceira idade ainda é um tabu entre profissionais de saúde e até mesmo com os próprios idosos. Pensando nisso, a Universidade Aberta à Terceira Idade trouxe a professora Cleópatra Loiola para ministrar aulas sobre o assunto.

Alunas e professora discutem sobre assunto que ainda é um tabu para a sociedade

Cleópatra Loiola, psicóloga e pedagoga, especialista em Psicogerontologia, já atuou na universidade aberta e agora retorna com a sua experiência possibilitando a reestruturação da disciplina. “A disciplina é proposta para os alunos, trazerem ideias. Além de temas fluídos, que inclua o conhecimento do corpo, sobre a noção feminina, o envelhecimento dessa estatura, e como a sociedade vê isso. A disciplina vem abordar vários fatos diferentes”, explica.

A disciplina proporciona o debate e a reflexão sobre variados temas. A docente explica como a autoanálise é importante para a sexualidade “A autoanálise de como se põe no mundo, de como se vê nele, de como a prática da sexualidade não é uma questão apenas do sexo, mas um ponto de como esse corpo se põe como autocuidado, a saúde, do enfeitasse, do não enfeitar, em ter grupos para conversar, se sentir livre ou não”, afirma Cleópatra Loiola.

A aluna Maria Filomena Nascimento Silva, de 67 anos, já manifestou sua imensa satisfação pelo ensinamento. “As vantagens do ensinamento é compreender que sexualidade não é apenas ter um homem, mas entender sobre o que o nosso corpo sente, sobre a nossa importância, não ter baixa autoestima, aprender a ter amor-próprio” relata a aluna.

Alunas e professora interagem e trocam experiências

Antônia Cordeiro Costa, de 68 anos, compartilha da mesma satisfação que Maria Filomena. Ela destaca que o aprendizado é de suma importância, principalmente sobre a sexualidade que vai além do ato. “Conseguimos aprender muito com a professora, em roda de conversa falamos sobre a função do corpo, sobre como temos que nos sentirmos à vontade, porque o que importa é satisfazer o nosso ego”, finaliza a discente.